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Unitree Robotics apresenta um Robô com Habilidades em Artes Marciais

No mundo da robótica, a inovação está atingindo níveis que parecem saídos diretamente de um filme de ficção científica. A Unitree Robotics, empresa chinesa sediada em Hangzhou, acaba de apresentar o G1, seu mais recente robô humanóide, e ele está chamando a atenção por um motivo inusitado: suas habilidades em artes marciais.

Em um vídeo recém-divulgado, o G1 exibe chutes altos, posturas fluidas e golpes precisos, provando que a tecnologia robótica está mais avançada – e impressionante – do que nunca. Mas antes que você imagine um torneio de kung-fu robótico, a Unitree faz um alerta: “Não ensine movimentos de combate reais a ele”. E, francamente, depois de assistir a Exterminador do Futuro, isso parece uma regra sensata.

Com 23 graus de liberdade (DoF), o G1 é uma maravilha da engenharia moderna. Esses “graus de liberdade” referem-se à quantidade de movimentos independentes que o robô pode realizar, permitindo uma flexibilidade e coordenação que rivalizam com as de um humano treinado. O vídeo, que rapidamente viralizou, mostra o robô executando uma rotina de kung-fu com equilíbrio impressionante, graças a um algoritmo atualizado que aprimora sua capacidade de aprender e realizar praticamente qualquer movimento.

Desde chutes giratórios de 720 graus até socos rápidos, o G1 demonstra um nível de agilidade que deixa claro o quanto a robótica deu um salto nos últimos anos.
Mas, apesar de suas habilidades marciais dignas de um filme de Bruce Lee, a Unitree tem planos mais práticos para o G1.

A empresa enxerga o robô como um assistente versátil, projetado para atuar em casas, hospitais e fábricas, executando tarefas repetitivas com precisão incansável. Imagine o G1 carregando suprimentos em um hospital, organizando estoques em uma linha de produção ou até ajudando com tarefas domésticas – tudo isso sem pausas para café ou reclamações. Segundo a Unitree, o foco é transformar robôs humanóides em companheiros úteis para o dia a dia, e o domínio das artes marciais é apenas uma demonstração do controle avançado de movimento e estabilidade que o G1 oferece.

o G1 custa US$ 16.000 na sua versão básica

O preço? Bem, prepare o bolso: o G1 custa US$ 16.000 na sua versão básica. É um valor considerável, mas, em comparação com outros robôs humanóides no mercado, como o Figure 02 (US$ 59.000) ou o Optimus da Tesla (estimado entre US$ 20.000 e US$ 30.000), o G1 é surpreendentemente acessível.

Ele vem equipado com sensores 3D LiDAR e câmeras de profundidade para percepção ambiental, além de mãos dextras com controle de força que simulam a precisão humana. Com 1,32 metro de altura e pesando 35 kg, o robô ainda pode ser dobrado para um tamanho compacto, facilitando o armazenamento. Para quem sonha com um parceiro de treino robótico ou um ajudante high-tech, esse preço pode até parecer um investimento.

A ascensão do G1 reflete uma tendência maior na robótica chinesa. A Unitree, que também é conhecida por seus robôs quadrúpedes como o Go2, está na vanguarda de uma corrida tecnológica que coloca a China em competição direta com gigantes ocidentais como Boston Dynamics e Tesla. Em janeiro de 2025, o G1 já havia aparecido no CES, mostrando suas habilidades de caminhada e corrida. Pouco depois, durante o Spring Festival Gala – o evento de Ano Novo Lunar assistido por mais de um bilhão de pessoas –, ele impressionou com danças sincronizadas.

Agora, com o kung-fu no repertório, o G1 prova que a Unitree está apostando alto na combinação de inteligência artificial e mobilidade avançada.

A empresa também adotou uma abordagem open-source, disponibilizando algoritmos e dados de movimento em plataformas como GitHub, o que pode acelerar o desenvolvimento global de robôs humanóides. Esse movimento ecoa o sucesso de iniciativas como o DeepSeek na área de IA, sugerindo que a China quer liderar não só na produção, mas também na colaboração tecnológica. Ainda assim, a Unitree é cautelosa: o aviso contra ensinar combate ao G1 mostra uma preocupação ética em meio ao entusiasmo.