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Naughty Dog Fecha Comentários do Trailer de Intergalactic Devido a Ataques Coordenados

Após uma semana eletrizante no The Game Awards, repleta de debates sobre vencedores e anúncios empolgantes, o mundo dos games entra na fase de ressaca, onde uma minoria barulhenta faz alarde sobre questões meio tensas. Desta vez, o drama vem de jogadores descontentes com títulos antigos, projetando suas frustrações em lançamentos futuros.

Quatro anos se passaram desde o lançamento de The Last of Us Part II, mas, a julgar pelos comentários no trailer de Intergalactic: The Heretic Prophet no YouTube, algumas pessoas ainda não superaram certos acontecimentos.

Movidos por uma aversão irracional a Neil Druckmann e rumores sobre a ausência de relacionamentos românticos entre mulheres, um grupo de trolls decidiu fazer comentários depreciativos sobre a atriz Tati Gabrielle, que vamos admitir tem uma aparência não convencional.

Em resposta, os desenvolvedores optaram por desativar temporariamente os comentários no vídeo. Comentários existentes permanecem ativos no espelho do vídeo no canal da PlayStation, embora alguns fãs estejam pedindo uma limpeza por lá também.

Tati Gabrielle estrela Intergalactic: The Heretic Prophet como Jordan A. Mun. Embora este seja seu début nos videogames, seus créditos com a Naughty Dog incluem Jo Braddock na adaptação live-action de Uncharted e Nora na segunda temporada de The Last of Us da HBO.

Pelo trailer de Intergalactic, podemos deduzir que Jordan Mun é uma verdadeira durona, e o jogo promete uma atmosfera envolvente.

A indignação performática direcionada a personagens femininas não é novidade nos videogames, mas tem atingido um novo nível de intensidade à medida que discursos externos à indústria sobre conceitos abstratos como “DEI” ou “woke” se infiltram.

Hoje, a maioria dos trailers de jogos com protagonistas femininas atrai alguma reação negativa, embora os críticos ainda não tenham explicado claramente o que os incomoda.

Intergalactic não foi o único jogo a atrair esse público após o The Game Awards. A CD Projekt Red, que enfrentou críticas após Cyberpunk 2077, recebeu uma quantidade estranha de reações negativas sobre a aparência de Ciri, a protagonista de The Witcher 4.

A reação causou confusão entre jogadores fora dos círculos ideológicos, já que a personagem parece uma mulher convencionalmente atraente, embora não para todos (ela ficou com aquela jeito de super durona), mas com gráficos mais realistas do que em The Witcher 3.

Vale lembra, que as vezes as críticas são justificadas, no caso de Star Wars OutLaws, além do jogo ser sofrível, parece que houve um esforço deliberado em tornar a protagonista em algo, digamos estranho no mínimo em termos visuais.

A inclusão de protagonistas femininas ou de diferentes origens deveria ser celebrada como um reflexo da diversidade

A inclusão de protagonistas femininas ou de diferentes origens deveria ser celebrada como um reflexo da diversidade do mundo real e uma expansão das experiências de jogo, claro desde que não seja apenas para atender a agenda woke, que sinceramente já cansou.

No caso de Intergalactic: The Heretic Prophet, a escolha de Tati Gabrielle para o papel principal representa um passo significativo na representação de personagens fortes e multifacetadas. Sua atuação anterior em adaptações de jogos demonstra sua capacidade de dar vida a personagens complexas, e sua participação neste projeto certamente adiciona profundidade à narrativa.

Da mesma forma, a decisão da CD Projekt Red de colocar Ciri como protagonista em The Witcher 4 oferece uma oportunidade de explorar novas dimensões do universo de Witcher. Ciri é uma personagem rica, com uma história profunda e habilidades únicas, e colocá-la no centro da trama pode revitalizar a série e atrair tanto fãs antigos quanto novos jogadores.

Cultura Woke Prejudica a Indústria

É preocupante observar como a chamada “cultura woke” tem se infiltrado na indústria dos games, muitas vezes priorizando pautas ideológicas em detrimento da essência criativa que sempre definiu o setor. Ao invés de focar em inovações reais ou na criação de histórias cativantes, alguns estúdios parecem mais preocupados em atender a agendas politicamente corretas, o que pode alienar parte do público.

Enquanto a diversidade e a representatividade são elementos legítimos e importantes, a forma como estão sendo forçadas em algumas produções soa artificial, desnecessária e desconectada do que muitos jogadores realmente buscam: diversão e uma boa narrativa. Quando a política e a moralidade ideológica começam a ditar o tom de uma obra, a autenticidade e a espontaneidade frequentemente são sacrificadas, resultando em experiências de jogo que parecem mais sermões do que entretenimento.

O futuro dos games deveria ser guiado pela criatividade e pela busca de universos e histórias que ressoem com o público, sem ceder à pressão de uma minoria barulhenta. A indústria prosperou por décadas oferecendo liberdade de expressão e conteúdo para todos os gostos, e é essencial que continue assim, sem ser refém de agendas externas. Os gamers merecem títulos que respeitem sua inteligência e interesses, não produtos moldados para agradar ativistas virtuais.