A China está no caminho para se tornar uma líder mundial em energia nuclear, os seu 37 reatores já estão produzindo 32.4 gigawatts de eletricidade e mais de 20 novos reatores estão em construção.
Mas a grande novidade é que o país também quer tomar a liderança na construção de usinas de energias nos mares, estas plataformas flutuantes irão fornecer energia para plataformas petrolíferas e ilhas perto da costa, além de poder viajaram para áreas de desastre (como Porto Rico) para auxiliar nos esforços de salvamento e reconstrução.
Este tipo de usina nuclear normalmente é montada em um navio similar a um petroleiro e tem tipicamente 25% da capacidade de uma usina nuclear em terra. O reator ACP 100 parece ser o candidato e equipar estes navios. Mas você deve estar pensando “já temos os porta-aviões e submarinos nucleares norte-americanos e russos”, mas eles não fornecem energia elétrica suprir uma demanda elétrica, apenas atendem aos seus próprios sistemas.

No momento a “China National Nuclear Power (CNNP) está firmando uma parceria com estaleiros chineses e empresas elétricas para desenvolver um projeto de $150 milhões. A combinação de fornecedores de reatores e um estaleiro indica que usinas flutuantes serão o foco desta parceria.
Abaixo o design criado pelo grupo China Nuclear Group chamado de ACPR50S que pode entrar em serviço em 2020 com uma capacidade elétrica de 60 megawatts.

O projeto pode ser expandido mais tarde para incluir navios civis, como quebra-gelos, mas por enquanto o foco parecem ser as usinas flutuantes, que provavelmente tem intenção de fornecer também suporte as ilhas artificiais criadas pela China.
Já a CNNC do seu lado, assinou um acordo já em 2015 com a Lloyd para suporte no desenvolvimento de uma versão marítima do seu reator ACP100 que terá 100 megawatts.
Mas colocar reatores em um navio para fornecer energia a ilhas remotas ou bases costeiras não é uma idéia nova . O exército americano construiu o primeiro reator flutuante, o SS Sturgis MH-1A, com 10 megawatts, usando um navio Liberty convertido em 1967.

Esta embarcação forneceu energia a zona do canal do Panama de 1968 a 1975, sendo desativado em 1977. Décadas depois em 2010 a Russia lançou o Akademik Lomonosov com 21.000 mil toneladas e 70 megawatts que deve ser lançado ao mar em 2018 para fornecer eletricidade para Vilyuchinsk na remota peninsula Kamchatka do país.
Com tudo isso é claro vem uma série de preocupações ecológicas no que tange a possíveis desastres e a princípio a legislação internacional é vaga nesta questão, mas de qualquer forma é um avanço tecnológico interessante.

