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Nova série de Stargate não será um reboot e Netflix teria tentado adquirir a franquia

O futuro de Stargate continua cercado de expectativas, mas uma nova informação pode tranquilizar os fãs que temem ver décadas de histórias simplesmente descartadas. Segundo Jenny Stiven, profissional que trabalhou durante anos com a franquia, a Amazon estabeleceu uma orientação clara para os responsáveis pelo desenvolvimento de uma nova série: não realizar um reboot completo e respeitar a continuidade do universo televisivo original.

As declarações foram feitas durante uma participação no canal Dial the Gate, no YouTube, e também trouxeram uma revelação inesperada: a Netflix teria demonstrado interesse em assumir Stargate após o cancelamento de uma das tentativas anteriores de ressuscitar a franquia.

Amazon quer preservar o universo original de Stargate

De acordo com Stiven, a produtora Safe House Pictures recebeu uma orientação específica da Amazon para o desenvolvimento da nova produção. A determinação seria preservar o cânone estabelecido pelas séries anteriores, evitando uma reinicialização que apagasse os acontecimentos já conhecidos pelos fãs.

Isso significa que os eventos de Stargate SG-1, Stargate Atlantis e Stargate Universe continuariam fazendo parte da história da franquia, mesmo que a próxima produção apresente personagens inéditos, novas equipes e aventuras em regiões ainda inexploradas do universo.

A informação é particularmente importante porque a nova série estaria sendo desenvolvida por Jac Schaeffer, conhecida por seu trabalho em produções da Marvel, incluindo WandaVision e Agatha All Along.

A escolha de Schaeffer provocou reações divididas entre os fãs, principalmente diante das especulações de que a Amazon poderia apostar em uma reformulação radical da franquia.

Stiven, entretanto, explicou que a orientação para preservar a continuidade não teria sido criada especificamente para Schaeffer. Segundo suas informações, outros profissionais envolvidos em projetos anteriores receberam a mesma determinação.

Projetos anteriores também deveriam respeitar a continuidade

Entre os nomes mencionados estão Martin Gero, que esteve associado a uma tentativa anterior de desenvolver uma nova série, e os roteiristas Mark Fergus e Hawk Ostby, conhecidos por seu trabalho em The Expanse.

Segundo Stiven, Fergus e Ostby chegaram a desenvolver uma bíblia de série durante uma proposta apresentada anos atrás. O projeto também teria seguido a orientação de preservar o universo televisivo de Stargate.

A entrevistada explicou ainda que Jac Schaeffer não teria procurado espontaneamente a Amazon para apresentar uma ideia envolvendo a franquia. Pelo contrário, ela teria sido convidada a participar do desenvolvimento.

O projeto estaria em uma fase bastante inicial, com Schaeffer trabalhando em um roteiro para o episódio piloto. Isso significa que ainda não existe garantia de aprovação de uma temporada completa, tampouco uma previsão concreta de estreia.

Outro detalhe importante é que as informações sobre o envolvimento da roteirista teriam surgido por meio de uma comunicação da Safe House Pictures, e não de um anúncio formal da Amazon apresentando uma série já aprovada para produção.

Um novo começo, mas sem apagar o passado

A possibilidade de um soft reboot também foi abordada durante a entrevista. Embora a expressão costume provocar preocupação entre fãs de franquias antigas, Stiven destacou que ela não significa necessariamente abandonar personagens, acontecimentos ou histórias anteriores.

Na prática, Stargate poderia apresentar uma nova equipe de exploração, novos conflitos e diferentes pontos de entrada para espectadores que nunca acompanharam as produções clássicas, mantendo os acontecimentos anteriores como parte da continuidade oficial.

Essa abordagem permitiria modernizar a franquia sem desconsiderar elementos fundamentais de sua mitologia, como o Comando Stargate, a exploração de outros planetas, as civilizações alienígenas e as consequências dos conflitos enfrentados nas séries anteriores.

Também abriria espaço para participações de personagens conhecidos, embora não exista confirmação de que integrantes do elenco original retornarão.

Para uma franquia cuja continuidade foi construída ao longo de tantos anos, essa distinção é fundamental. Stargate não depende apenas de seu conceito de viagens interplanetárias, mas também de um universo compartilhado que evoluiu continuamente entre diferentes produções.

Campanha dos fãs pode ter influenciado a decisão

Um dos momentos mais interessantes da entrevista aconteceu quando David Read, apresentador do Dial the Gate, perguntou diretamente se a campanha Save Stargate havia contribuído para a orientação de não realizar um reboot completo.

Stiven respondeu afirmativamente, mas não apresentou detalhes adicionais sobre como a mobilização teria influenciado as decisões internas.

A campanha representa uma parcela dos fãs que deseja o retorno da franquia sem o abandono de sua história original. Ao longo dos anos, essa comunidade tem defendido novas produções que reconheçam os acontecimentos de SG-1, Atlantis e Universe.

Embora a declaração não represente uma confirmação oficial da Amazon, ela sugere que a pressão dos fãs pode ter desempenhado algum papel nas discussões criativas envolvendo o futuro da propriedade intelectual.

Netflix teria feito uma oferta por Stargate

Outra revelação surpreendente envolve a Netflix. Segundo Jenny Stiven, a plataforma teria apresentado uma oferta relacionada a Stargate logo após o cancelamento de um projeto anterior.

A entrevistada não soube esclarecer se a proposta representava uma negociação efetivamente séria ou uma tentativa de pressionar a Amazon. Também não foram divulgados valores, condições comerciais ou informações sobre a abrangência da possível oferta.

Stiven acredita, entretanto, que a Amazon não demonstra interesse em vender ou licenciar a franquia para uma concorrente.

A postura seria compatível com a estratégia da empresa de manter sob seu controle propriedades intelectuais consideradas importantes para seu catálogo de entretenimento.

Desde a aquisição da MGM, a Amazon passou a controlar um acervo expressivo de filmes e séries, incluindo Stargate. A franquia representa uma oportunidade de expansão no segmento de ficção científica, especialmente em um mercado no qual universos compartilhados e produções de longa duração continuam atraindo investimentos.

É importante destacar que a suposta proposta da Netflix não foi confirmada oficialmente por nenhuma das duas empresas. Até o momento, trata-se de uma informação atribuída às fontes mencionadas por Stiven.

O que esperar do futuro de Stargate?

Apesar das informações animadoras, ainda existem muitas perguntas sem resposta. A Amazon não apresentou uma data de estreia, elenco, sinopse oficial ou cronograma de produção para a possível nova série.

Também permanece indefinido se o projeto de Jac Schaeffer avançará para a produção de uma temporada ou se passará por novas mudanças durante o desenvolvimento.

As declarações de Jenny Stiven merecem atenção por seu histórico de envolvimento com a franquia, mas precisam ser interpretadas com cautela. A própria entrevistada reconheceu que não trabalha atualmente para Stargate ou para a Amazon, afirmando que suas informações sobre a orientação criativa vieram de duas fontes, uma delas ligada à empresa.

Por enquanto, o aspecto mais promissor é a possibilidade de que a Amazon esteja buscando uma maneira de apresentar Stargate a uma nova geração sem abandonar os espectadores que acompanharam sua trajetória durante décadas.

Para quem cresceu acompanhando as aventuras de Jack O’Neill, Daniel Jackson, Samantha Carter, Teal’c e tantas outras figuras marcantes, preservar essa continuidade seria um excelente ponto de partida.

Stargate ainda tem um universo gigantesco para explorar. E, se essas informações estiverem corretas, talvez a próxima viagem pelo portal não precise começar apagando tudo o que veio antes.