O Google anunciou que o novo passo do seu navegador na guerra contra os sites HTTP (sem segurança SSL) irá começar em julho de 2018, quando o Chrome irá marcar todos os sites HTTP como não seguros na sua barra de endereços.
Para quem não conhece o HTTPS é uma versão mais segura do protocolo HTTP utilizado na Internet para conectar o usuário ao site que ele está visitando. Conexões seguras são consideradas uma medida necessária para diminuir o risco de vulnerabilidade a injeção de conteúdo (que pode resultar na interceptação de dados, ataques man-in-the-middle e outros tipos de modificações). Desta forma dados são mantidos seguros e fora das mãos de terceiros e os usuários podem se sentir seguros sabendo que estão se comunicando com o site correto e não uma versão falsa do Facebook por exemplo cujo objetivo é capturar a sua senha.
O Google tem apoiado a adoção geral do HTTPS por anos, mas acelerou seus esforços no ano passado, ao fazer mudanças na interface do Chrome. No Chrome 56, lançado em janeiro de 2017, o navegador começou a marcar páginas HTTP que coletam senhas ou números de cartões de crédito como “Não seguras” (Not secure). Já o Chorme 62 lançando em outubro de 2017, marca sites HTTP onde você colocar qualquer tipo de dado e todos as páginas visitadas no modo anônimo como “Não seguras”.
Como resultados destes esforços 78% do trafego tanto no Chrome OS quanto no Mac são agora HTTPS, enquanto que 68% no trafego do Chrome no Android e Windows também já são via HTTPS. Mas o Google não quer parar por ai.
Com o lançamento do Chrome 68 em julho de 2017, abaixo você confere como os sites HTTP irão aparecer na barra de navegação.

O plano sempre foi marcar todos os sites HTTP como “Não seguros”. Eventualmente o Google irá mudar o ícone ao lado do “Não seguro” e irá marcar o texto em vermelho para enfatizar que você não deve confiar em sites HTTP, em especial os de compras, forums ou que peçam qualquer tipo de informação sua.

A medida não irá fazer milagres e pode até incomodar alguns usuários mas será interessante para reforçar a segurança da maioria dos sites e do próprio usuário.

