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Um Filme Minecraft quebra recordes e vira o maior sucesso do elenco principal

Quem diria que blocos virtuais iriam desmoronar recordes de carne e osso? Um Filme Minecraft (A Minecraft Movie) chegou devagarinho, mas em menos de uma semana já fez mais barulho do que qualquer um esperava — inclusive o próprio estúdio. O filme inspirado no jogo mais popular do planeta entrou em cartaz com críticas mornas, mas pouco importou: o público foi em peso, e a bilheteria explodiu como um Creeper no fim da caverna.

Com mais de 313 milhões de dólares arrecadados em apenas três dias e um orçamento estimado de 150 milhões, o filme não apenas lidera como a maior estreia de 2025 até agora, como também passou o trator por cima de recordes que pareciam sólidos. Superou Super Mario Bros. Movie com folga, dobrando sua arrecadação de abertura e se consagrando como a melhor estreia de uma adaptação de videogame até hoje. Mas o impacto não para nos números frios — ele respinga diretamente na carreira de quem embarcou nessa aventura pixelada.

Jason Momoa nunca teve uma estreia tão grande quanto essa. E olha que estamos falando do Aquaman.

Aqui ele vive Garrett “The Garbage Man” Garrison, um ex-campeão de eSports que precisa lidar com um mundo de blocos e perigos absurdos — e claro, crianças. Jack Black também quebrou seu próprio recorde, agora dando vida ao lendário Steve, o avatar clássico do Minecraft. A presença dele traz aquele toque meio caótico e exagerado que só funciona porque é exatamente o que a história precisa: alguém que entende o nonsense e mergulha nele de cabeça.

Jennifer Coolidge, Danielle Brooks e até o diretor Jared Hess também viram suas métricas pessoais baterem o teto. Hess, que antes carregava o título de “criador de Nacho Libre” como seu ápice de bilheteria, agora tem um novo troféu na estante. E a Warner Bros. ganhou um presente inesperado: o filme agora detém os maiores retornos de sábado e domingo da história do estúdio, superando pesos-pesados como Batman vs Superman e Barbie. Isso mesmo, Minecraft passou o Ken na curva.

Além do sucesso comercial, o filme chamou atenção pela escala do elenco e pelas bizarrices bem dosadas no roteiro. Emma Myers e Sebastian Hansen interpretam Natalie e Henry, dois irmãos que vivem uma jornada clássica de auto-descoberta num mundo que não segue lógica alguma. Danielle Brooks aparece como Dawn, uma corretora de imóveis ambiciosa — sim, até nisso o filme é Minecraft de raiz — e Jennifer Coolidge brilha como a vice-diretora Marlene, que protagoniza uma das cenas mais inesperadas (e hilárias) ao lado do Nitwit dublado por Matt Berry.

Aliás, essa dupla tem química. Segundo o diretor, o arco de Coolidge envolve um romance improvável com o personagem mais aleatório possível — um Nitwit, basicamente um NPC que mal sabe falar. Mas no meio da bagunça, surge algo quase poético: uma mulher à beira do colapso emocional encontra alguém que a escuta. Pode parecer absurdo, mas é a alma do filme. Minecraft sempre foi sobre criar sentido onde não existe, e o longa leva isso a sério.

Há também uma aparição surpresa de Alex, a personagem jogável feminina padrão do game. Segundo Hess, a introdução dela pode render uma nova fase para a franquia, sugerindo que há planos além dos créditos finais. Considerando o sucesso da estreia, ninguém duvida que esse universo tenha muito mais blocos para empilhar.

Mesmo com críticas divididas, A Minecraft Movie encontrou seu público — e com força. A estética colorida, o humor nonsense e a liberdade narrativa deram ao filme uma personalidade própria, e o público respondeu com entusiasmo. Em um mundo onde adaptações de jogos tentam se levar a sério demais, talvez tenha sido justamente a falta de seriedade que fez esse aqui funcionar tão bem.

E se depender dos recordes quebrados e da recepção calorosa, pode preparar o inventário: o universo de Minecraft nos cinemas está só começando a cavar.