O aguardado filme “The Mandalorian & Grogu” pode ter um orçamento surpreendentemente modesto, e isso pode confirmar alguns dos receios dos fãs sobre o projeto. Segundo documentos divulgados pela California Film Commission, o longa está listado com cerca de US$ 166,4 milhões em “gastos qualificados”, um valor significativamente inferior aos títulos anteriores da franquia Star Wars na era Disney.
Para efeito de comparação, “O Despertar da Força” custou US$ 245 milhões, “Os Últimos Jedi” chegou a US$ 317 milhões e “A Ascensão Skywalker” teve um orçamento de US$ 275 milhões. Mesmo os filmes derivados, como “Rogue One” e “Solo”, ultrapassaram a marca dos US$ 200 milhões.
Esse orçamento reduzido pode indicar que boa parte da produção foi feita usando o The Volume, a tecnologia de produção virtual que se tornou um dos pilares das séries Star Wars no Disney+. Embora inovadora e eficiente, essa abordagem pode trazer limitações visuais.
O The Volume funciona bem para televisão, mas os fãs estão preocupados se ele conseguirá capturar a escala grandiosa que um filme de Star Wars exige na tela grande. “Andor”, por exemplo, demonstrou a diferença que gravações em locações reais podem fazer na imersão e no impacto visual.
Dirigido por Jon Favreau, “The Mandalorian & Grogu” será o primeiro filme de Star Wars a chegar aos cinemas desde 2019 e está programado para maio de 2026. Apesar do orçamento mais enxuto, o longa ainda conta com um elenco de peso, incluindo Sigourney Weaver e Jeremy Allen White, cujos papéis ainda são mantidos sob sigilo. Recentemente, Katee Sackhoff, que interpreta Bo-Katan, não confirmou nem negou sua participação no filme.
O filme será destaque na Star Wars Celebration Japan, em abril, onde Jon Favreau e Dave Filoni devem revelar mais detalhes sobre a trama. A esperança dos fãs é que “The Mandalorian & Grogu” traga a mesma qualidade narrativa e visual que consagrou a série no Disney+, mas sem perder a grandiosidade necessária para uma história de Star Wars na tela grande.
Resta saber se a equipe conseguirá equilibrar o orçamento mais modesto com a necessidade de entregar um espetáculo digno da saga.

