Doom: The Dark Ages é o mais novo capítulo da lendária franquia de FPS desenvolvida pela id Software, e a expectativa para o lançamento, marcado para 15 de maio de 2025, está em alta. Durante o evento Developer Direct da Xbox, tivemos a chance de experimentar o jogo, que promete elevar o patamar da franquia com um visual de tirar o fôlego e exigências técnicas que desafiam até mesmo os PCs mais robustos. Além de apresentar a data de lançamento, a id Software divulgou os requisitos mínimos e recomendados para rodar o jogo, e eles mostram que Doom: The Dark Ages não é para qualquer máquina.
Assim como Indiana Jones and the Great Circle, que também usa a poderosa engine idTech, este novo título promete exigir bastante dos jogadores que desejam explorar todo o seu potencial gráfico. Desde o início, o jogo deixa claro que somente placas de vídeo com suporte a ray tracing poderão rodá-lo, excluindo GPUs mais antigas, como as séries GTX da Nvidia ou as RX 5000 da AMD.
Os requisitos mínimos para Doom: The Dark Ages já dão uma boa ideia da ambição do jogo. Para rodá-lo em 1080p com configurações gráficas no “Low” e alcançar 60 frames por segundo, será necessário, no mínimo, uma GPU com 8GB de VRAM e suporte a ray tracing. Isso inclui placas como a RTX 2060 ou RX 6600, mas mesmo essas opções podem sofrer para manter o desempenho em cenas mais exigentes.
Essa exigência mínima já gera uma certa preocupação, especialmente considerando que GPUs de médio desempenho, como a RTX 4060 Ti e a RTX 3070, também contam apenas com 8GB de memória. Esses modelos, que até pouco tempo atrás eram escolhas sólidas para jogos AAA, podem enfrentar limitações significativas ao tentar rodar o jogo em configurações mais altas.
Requisitos recomendados e 4K: um desafio para poucos
Para aqueles que desejam aproveitar Doom: The Dark Ages em todo o seu esplendor, as especificações recomendadas são ainda mais exigentes. Placas de vídeo com 10GB ou mais de VRAM são altamente recomendadas para gráficos no “Medium” ou “High”. Se o objetivo for jogar em 4K, será necessário pelo menos uma GPU com 16GB de VRAM, como a RX 7900 XTX ou a recém-lançada RTX 5090 com seus impressionantes 32GB de memória.
Essa demanda por memória gráfica não é exatamente uma surpresa para quem acompanha a evolução da idTech. A engine, famosa por sua estabilidade e pelo uso pioneiro da API Vulkan, agora adota um modelo de streaming de texturas que promete oferecer alta qualidade gráfica sem comprometer tanto o desempenho. Mesmo no preset “Low”, as texturas são renderizadas em alta qualidade de maneira dinâmica, garantindo um equilíbrio entre visual e performance.
Ray tracing e DLSS 4 em destaque
Outro ponto que chama atenção é o suporte a ray tracing e path tracing, que prometem revolucionar o visual de Doom: The Dark Ages. Segundo Jacob Freeman, da Nvidia, o jogo também será compatível com DLSS 4, a nova versão da tecnologia de superamostragem da Nvidia, que utiliza inteligência artificial para aumentar a resolução e o desempenho em tempo real.
Esses recursos tornam o jogo uma vitrine tecnológica, mas também limitam o público que poderá experimentá-lo em sua plenitude. GPUs sem hardware dedicado para ray tracing, como as GTX 10-series, estão fora de questão, reforçando a transição da indústria para tecnologias mais avançadas.
A idTech, que já é reconhecida como uma das engines mais otimizadas do mercado, volta a ser um marco na evolução dos jogos AAA. Com Doom: The Dark Ages, a id Software parece querer testar os limites do que é possível em termos de gráficos e jogabilidade. Embora as exigências técnicas possam ser um obstáculo para alguns jogadores, a promessa de um desempenho estável mesmo em configurações mais modestas mantém o otimismo em alta.
Por enquanto, resta aos fãs da franquia e entusiastas de tecnologia se prepararem para a chegada de Doom: The Dark Ages. Atualizar sua máquina pode ser inevitável, mas o investimento parece valer a pena para explorar este novo capítulo de uma das séries mais icônicas dos games. A experiência promete ser tão brutal quanto visualmente espetacular, e a id Software está pronta para mostrar, mais uma vez, por que é referência em jogos de tiro em primeira pessoa.
Que o hype comece!


