Depois de anos ameaçando, a Microsoft confirmou: o PowerShell 2.0 está oficialmente morto no Windows 11. A remoção começou nos builds de teste do sistema (Insider Preview Build 27891, no Canal Canary) e chega para todos em uma atualização futura.
O que é o PowerShell 2.0?
Lançado em 2009, o PowerShell 2.0 era o sucessor do velho Command Prompt (Prompt de Comando), trazendo uma shell mais poderosa para administradores e scripts automatizados. O problema é que, apesar de versões muito mais seguras existirem hoje (como a 5.x e o PowerShell Core), o 2.0 continuava lá — e era usado por malwares, aproveitando permissões menos restritas.
A Microsoft já tinha declarado o fim do suporte em 2017, mas só agora decidiu eliminar de vez o módulo. Na época, até produtos internos da empresa (como versões antigas do SQL Server e do Exchange) ainda usavam scripts 2.0, o que atrasou o corte.
Vai quebrar alguma coisa?
Para 99% dos usuários, não. A maioria dos scripts modernos já exige no mínimo o PowerShell 5.x. Mas se você mantinha algum script antigo ou app legado que ainda força a versão 2.0, é hora de atualizar.
Verifique se não tem comandos como:
powershell.exe -version 2
powershell -v 2
#requires -version 2
Esses trechos precisarão ser ajustados para rodar na versão padrão do PowerShell instalada no sistema.
Por que isso importa?
Além de livrar o Windows de um código obsoleto, matar o PowerShell 2.0 elimina brechas que vêm sendo exploradas há anos — do mesmo jeito que macros VBA no Office viviam dando dor de cabeça.
Pra quem gosta de nostalgia, o fim do PowerShell 2.0 segue a mesma linha de outros cortes: recentemente, a Microsoft também aposentou o WordPad.
Se você é fã de scripts, admin de sistema ou só gosta de futucar o Windows por baixo do capô, agora é um bom momento pra revisar seu arsenal de automações e garantir que tudo já fala a língua do PowerShell moderno.
O fim oficial do PowerShell 2.0 chega para todo mundo ainda em 2024, dentro das próximas atualizações do Windows 11.

