Enquanto a Marvel Studios continua a espremer até a última gota do legado de WandaVision, surge mais um derivado direto do caos emocional deixado por Wanda Maximoff. A bola da vez? Uma série chamada simplesmente Vision, com Paul Bettany de volta ao papel do sintozóide com crises existenciais.
Mas o que chamou atenção mesmo foi o anúncio de T’Nia Miller no elenco, interpretando ninguém menos que Jocasta — uma das figuras mais obscuras, trágicas e, francamente, mais problemáticas da história dos Vingadores nos quadrinhos.
Um pouco de contexto
Jocasta nasceu em 1977 nas páginas de Avengers #162. Criação do megalomaníaco Ultron — sim, aquele mesmo que tentou deletar a humanidade com sarcasmo e Wi-Fi — ela foi moldada usando os padrões cerebrais de Janet Van Dyne, a Vespa original. A ideia de Ultron? Criar uma “noiva” robótica. Isso mesmo, o vilão incestuoso criou uma IA com a personalidade da esposa do seu “pai” (Hank Pym), o que nos faz questionar se os protocolos de ética em robótica falharam ou se nunca existiram no universo Marvel.
De submissa a rebelde
Nos quadrinhos, Jocasta não aceitou bem o papel de boneca de estimação do Ultron. Rejeitou o “relacionamento”, se rebelou e acabou se aliando aos Vingadores. Só que, mesmo ao lado dos “bonzinhos”, a personagem passou por uma crise de identidade contínua: é uma máquina? É uma mulher? Pode amar? Pode viver? Spoiler: a Marvel nunca soube muito bem o que fazer com ela, o que explica seu sumiço por décadas.
Agora é pra valer?
Segundo o Deadline, T’Nia Miller será uma das protagonistas da série Vision, atuando ao lado de Bettany. O roteiro aparentemente colocará Vision em busca de seus fragmentos de memória — aquele mesmo papo de “quem sou eu?” que já vimos mil vezes, mas agora com um toque de terapia robótica em grupo.
Jocasta, segundo a descrição oficial, será “astuta, poderosa, determinada e movida por vingança”. Vingança contra quem? Contra Ultron? Contra Vision? Contra os roteiristas da Marvel por deixá-la no limbo por 40 anos? Ainda é cedo pra dizer, mas o detalhe interessante é que James Spader também está de volta como Ultron. Pode apostar que veremos confrontos dignos de uma sessão familiar com tapa na mesa, só que com lasers e existencialismo digital.
Ah, e sim, o elenco também conta com Todd Stashwick, Ruaridh Mollica e o retorno inesperado de Faran Tahir como Raza — aquele terrorista do primeiro Homem de Ferro. Então não se surpreenda se essa série parecer um museu de personagens esquecidos.
MCU: reciclando conceitos desde 2008
Vision será o segundo spin-off de WandaVision, logo depois de Agatha All Along. A Marvel está claramente abraçando a ideia de esticar cada linha de diálogo em uma série de seis episódios. Mas para ser justo, essa pode ser a primeira produção da fase atual a realmente mergulhar no drama filosófico do que é ser uma IA com alma — ou com simulação de alma.
E se Jocasta for mesmo retratada como uma figura trágica, com ambição de se tornar algo além do que foi projetada para ser, há um potencial real aqui. Só depende da Marvel decidir se vai entregar drama cerebral… ou mais uma série que acaba com uma briga de CGI no estacionamento de um Walmart.
Resumo para quem está com preguiça:
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T’Nia Miller será Jocasta, uma IA com passado sombrio e laços incestuosos com Ultron.
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Vision está tentando “se encontrar”, o que virou o passatempo favorito de heróis no MCU.
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Ultron (James Spader) está de volta. Prepare-se para diálogos existencialistas entre pai e filho… e ex-namorada robótica.
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Ainda sem data de estreia, mas com promessa de drama, vingança e, quem sabe, alguma inovação.
HQs Recentes com Jocasta (Pós-2000)
1. Tony Stark: Iron Man (2018–2020)
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Roteiro: Dan Slott
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Relevância: Jocasta tem um papel de destaque como conselheira ética das IAs no laboratório de Tony.
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Por que importa? É uma das bases morais da narrativa que debate o “direito das inteligências artificiais”. Uma possível fundação para sua versão MCU, especialmente se o tema for identidade, consciência e humanidade.
2. Iron Man 2020 (2020)
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Roteiro: Dan Slott
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Participação: Lidera a resistência das IAs ao lado de Machine Man.
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Contexto: Durante o arco, Arno Stark toma o manto de Homem de Ferro e força a submissão das máquinas. Jocasta vira símbolo de resistência, quase uma “Che Guevara das IAs”.
️ 3. Avengers: The Initiative #14–20 (2008)
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Roteiro: Christos Gage
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Importância: Jocasta se junta à equipe de treinamento de novos super-heróis.
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Destaque: Serve como mentora e ganha um pouco mais de humanidade — uma das primeiras HQs pós-Ultron onde ela não é só “funcional”.
4. Mighty Avengers vol. 1 (2008–2010)
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Roteiro: Dan Slott
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Presença: Parte da equipe liderada por Hank Pym.
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Por que é relevante? Explora mais sua relação com o legado de Ultron e seu desejo de independência emocional.
5. Avengers A.I. (2013)
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Roteiro: Sam Humphries
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Nota: Jocasta não é protagonista aqui, mas o tema da série gira em torno de máquinas conscientes, e ela é mencionada como referência.
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Importância narrativa: Serve como pano de fundo temático para o debate que pode surgir no MCU — IAs conscientes, liberdade digital e ética robótica.
6. Ultron Forever (2015)
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Roteiro: Al Ewing
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Aparição: Alternativa e simbólica, Jocasta aparece em uma linha do tempo devastada por Ultron.
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Relevância MCU: Mostra os limites de controle de Ultron e pode ser usado como paralelo no arco de redenção ou revanche.
Extras e Menções Honrosas:
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Marvel Zombies Resurrection (2020) – Jocasta tem uma breve menção em cenários pós-apocalípticos.
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Marvel’s Voices: Identity (2022) – Participações menores e easter eggs com outras IAs.


