Ao longo das últimas décadas várias séries sci-fi fizeram história na TV, mas algumas sempre marcam mais do que as outras. Uma das nossas preferidas é Stargate SG-1, que trouxe à TV batalhas espaciais com um estilo e complexidade nunca vistas antes na TV, ou mesmo nos cinemas.
Stargate foi desenvolvido para a televisão por Jonathan Glassner e Brad Wright, era estrelada originalmente por Richard Dean Anderson, Michael Shanks, Amanda Tapping, Christopher Judge e Don S. Davis. Shanks foi substituído durante a sexta temporada pelo ator Corin Nemec. Davis deixou o seriado durante a oitava temporada e Anderson, na nona, substituídos por Beau Bridges e Ben Browder. Na décima temporada, Claudia Black tornou-se uma atriz principal.
Mas não eram só as batalhas que tornavam Stargate SG-1 uma série diferente das demais, em uma época, no ano de 1997 (!), em que a maioria das séries vivia de episódios com estórias quase isoladas, a não ser Babylon 5 e Space Above and Beyond, mas essas são para outro Review.
SG-1 já tentava criar uma narrativa coerente na forma da ameaça dos aliens por meio da raça Goaul’d. Existiam, sim, os episódios fillers( episódios que não avançam a história), para completar a temporada, porém, mesmo nestes episódios, víamos alguma evolução da trama geral.
Para deixar claro para quem não teve nenhum contato com a série, Stargate se trata de uma aventura baseada no filme Stargate de 1994, estrelado por Kurt Russel e que conta a história da descoberta de um artefato chamado Stargate, um anel que cria um buraco de minhoca, uma conexão, com outros stargates espalhados em milhares de planetas de nossa galáxia.
O grande problema é que a espécie alien dominante, os Goaul’ds, são seres parasíticos que utilizam seres humanos como hospedeiros e se passam por deuses, escravizando planetas inteiros, ao mesmo tempo que impedem o avanço tecnológico das civilizações em outros planetas.
Esses deuses, em sua maioria, possuem nomes da nossa mitologia egípcia, até porque, dentro do universo da série, eles visitaram o Egito Antigo e as pirâmides, na verdade, eram plataformas de pouso para as naves.
Segue o trailer do filme:
Como não podia ser diferente, o primeiro time que atravessa o Stargate encontra problemas.
O episódio piloto da série continua onde o filme encerrou, com a derrota do deus Goaul’d Rá, onde vemos o reinício do programa Stargate, no qual a diretiva principal é recuperar e adquirir novas tecnologias para que a Terra possa enfrentar a ameaça dos Goaul’ds e outras raças.
Foram também criadas uma série de “regras” sobre as viagens através do Stargate, como o tempo máximo que ele pode ficar aberto, formas de impedir que alguém atravesse o Stargate sem autorização, problemas decorrente sde seu uso em condições adversas, algo que para quem adora ficção é um prato cheio.
Outro ponto interessante que podemos colocar dentro das regras do Stargate é o fato de em quase todos os planetas visitados a língua ser o inglês, os produtores explicaram na época que isto se deve ao fato dos Goaul’ds terem levado seres humanos da Terra para povoar outros planetas.
















Com este cenário, temos o ponto de partida para o que acabam sendo 10 temporadas de aventuras através do Stargate, mas onde estão as batalhas espaciais incríveis do título deste post?
Série começou devagar mas acertou o passo posteriormente
Bem, ai que está a pegadinha com SG-1 e, aqui, podemos traçar um paralelo com Star Trek: A Próxima Geração. A exemplo desta última, SG-1 começou devagar em termos de efeitos especiais e a grandiosidade do que víamos nas telas, embora no caso de Stargate existe uma boa explicação para isto.
Nas temporadas de 1 a 5, o programa Stargate ainda está aprendendo a lidar com as ameaças do universo e a tecnologia disponível não é muito diferente da que temos atualmente.
Então, nestas cinco temporadas vemos toda uma evolução até que a Terra crie sua primeira nave espacial, com capacidade de viagem mais rápida que a luz e também pronta para combate. Mas nem por isso as primeiras temporadas são chatas ou sem uma boa dose de ficção e aventura.
Os episódios alternam entre a resolução de problemas usando diplomacia, batalhas ou inteligência na forma do entendimento do funcionamento de tecnologias aliens.
Abaixo uma montagem com várias da naves e batalhas espaciais da série (cuidado com spoilers):
Tudo isto ocorre com a mitologia egípcia como plano de fundo e, posteriormente, outras mitologias vão sendo abordadas, como a dos viking, com Asgard e os deuses nórdicos, e passando pela Idade media com a távola redonda, além de diversos outros mistérios em relações à culturas antigas de nosso planeta que acabam tendo algum tipo de conexão com o resto do universo.
E neste ponto sim, temos algumas das batalhas espaciais mais memoráveis da TV.
Não são apenas cenas rápidas, mas verdadeiros conflitos no espaço, algo que realmente enche os olhos Claro, tudo isso seria apenas fumaças e espelhos se não fosse um elenco com uma química que vimo apenas em séries como Space Above and Beyond, Battlestar Galactica e Babylon 5.
Em Stargate SG-1, não acompanhamos apenas a evolução da raça humana em termos tecnológicos, mas a evolução de um grupo de personagens que mudou, de forma considerável ao longo de 10 temporadas, algo realmente satisfatório e que faz a série valer a pena.
Você realmente irá se importar com Jack O’Neill, Samantha Carter, Teal’c e Daniel Jackson, além de vários outros personagens de apoio que tornam a série única e interessante. Todos tem um propósito, os arcos contribuem com o enredo geral da série e os momentos de destaque nas batalhas que são memoráveis.

Alguns podem dizer que SG-1 criou a fórmula básica que as spin-offs seguiram ou outras séries, no que tange ao time de heróis, temos o líder, a cientista, o intelectual moralista e o alien, mas a medida que você assistir a série, verá que eles estão bem além de qualquer rótulo, por vezes trocando de posições e papéis na jornada.
E já vamos adiantar que depois que você se envolver com estes personagens, será difícil abandoná-los, assim como depois de assistir as batalhas espaciais da série você irá sentir falta de algo assim nas séries atualmente.
Pois, depois de Battlestar Galatica, Stargate Atlantis e Stargate Universe, a TV simplesmente não tem mais nada parecido com SG-1.
Então, fica a recomendação! Se você curte as mais diversas mitologias, civilizações antigas, incríveis batalhas espaciais e exploração espacial, Stargate SG-1 é a série para você. Stargate Atlantis e Stargate Universe, seguem modelos parecidos, mas têm seus aspectos únicos, mas para você curti-las de verdade, é obrigatório assistir SG-1 primeiro.

