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O Caminho Jedi

Star Wars O Caminho Jedi: Reencontro em Ynys Afallon

Bem-vindo à Série de Histórias Star Wars – O Caminho Jedi. Estas histórias são lampejos de uma saga esquecida, em um galáxia muito distante, por isso também não tem uma ordem específica, quase como flashbacks.

A nave Kida estava atracada no porto de Ynys Afallon, brilhando sob o sol do meio-dia. As superfícies metálicas refletiam a luz intensa, criando um contraste vívido com o céu azul profundo. Lira Veltara saiu da nave de transporte que a trouxera de Aldoria, seus olhos imediatamente buscando a figura familiar de Roderick Kenobi. Lá estava ele, inclinado sobre um painel de acesso na lateral da Kida, ajustando componentes com a precisão e o cuidado de um verdadeiro inventor.

Lira sentiu um aperto no peito ao vê-lo. Não era apenas a saudade; era a mistura de emoções não resolvidas que vinham à tona sempre que estavam juntos. Fazia semanas desde a última vez que tinham se visto, e a missão anterior havia deixado marcas profundas em ambos. Enquanto se aproximava, Roderick levantou a cabeça, percebendo sua presença. Seus olhos se iluminaram com um misto de surpresa e alívio, um sorriso contido aparecendo em seus lábios.

“Lira,” disse ele, com uma familiaridade que aqueceu o coração dela. “Pronta para outra aventura?”

Ela retribuiu o sorriso, embora com um toque de hesitação. “Sempre. Vamos encontrar essa expedição.”

O reencontro foi breve, mas significativo. As palavras não ditas pairavam entre eles, mas o profissionalismo e a urgência da missão os empurraram adiante. Roderick fez um gesto para que ela o seguisse, e juntos entraram na Kida. A nave era uma extensão do próprio Roderick – cheia de modificações e melhorias que ele mesmo implementara, tornando-a única no vasto universo.

Dentro da Kida, a atmosfera era carregada com uma mistura de excitação e tensão. A cabine de comando era compacta, mas equipada com tecnologia de ponta. Lira ocupou seu assento, ajustando-se ao ambiente familiar. Roderick sentou-se ao lado dela, os dedos voando pelos controles enquanto preparava a nave para a decolagem. O silêncio entre eles era confortável, ainda que pesado com a antecipação da missão.

“Então, Thalassa,” começou Lira, tentando quebrar o gelo. “O que sabemos sobre o desaparecimento?”

Roderick olhou para ela rapidamente antes de responder, seus olhos refletindo a seriedade da situação. “A expedição de pesquisa estava estudando algumas ruínas antigas. Os últimos relatórios indicavam descobertas promissoras, mas todas as comunicações cessaram de repente. Nenhum sinal de socorro, nenhum aviso.”

Lira franziu a testa, absorvendo as informações. “Parece que pode haver mais do que aparenta. Precisamos estar preparados para qualquer coisa.”

Roderick assentiu. “Concordo. Já configurei a Kida para detectar anomalias de energia e sinais de vida incomuns. Vamos precisar de toda a vantagem que pudermos obter.”

Com os preparativos concluídos, a Kida decolou suavemente do porto de Ynys Afallon, deixando o planeta verdejante para trás. A jornada até Thalassa seria curta, mas repleta de incertezas. À medida que a nave entrava na hipervelocidade, Lira sentiu uma mistura de ansiedade e excitação. Era uma oportunidade de ação e descoberta, mas também um teste de suas habilidades e de sua parceria com Roderick.

Durante a viagem, o silêncio confortável se instalou entre eles novamente. Lira aproveitou o tempo para revisar os dados disponíveis sobre Thalassa. Era um planeta remoto, coberto em sua maior parte por oceanos e conhecido por suas ruínas misteriosas que datavam de eras antigas, possivelmente anteriores à Velha República. As inscrições e artefatos encontrados até então indicavam uma civilização avançada, mas pouco se sabia sobre seu destino.

Roderick, por outro lado, estava focado nos sistemas da Kida, fazendo ajustes e verificações constantes. Lira o observava de vez em quando, admirando a forma como ele se movia com confiança e competência. Roderick sempre fora assim – dedicado, engenhoso e corajoso. Mas também havia uma vulnerabilidade nele, uma parte que ele raramente deixava transparecer.

“Ei,” disse Lira, quebrando o silêncio. “Como você está? Faz tempo desde a última vez que trabalhamos juntos.”

Roderick parou o que estava fazendo e a olhou, uma expressão pensativa no rosto. “Estou bem. Focado, você sabe. E você? Como tem lidado com… tudo?”

Lira deu de ombros, tentando parecer despreocupada. “A rotina administrativa é segura, mas entediante. Acho que parte de mim estava esperando por algo como isso. Algo que nos tirasse dessa monotonia.”

Roderick sorriu, um sorriso verdadeiro dessa vez. “Sim, eu também. É bom estar em ação novamente, especialmente com você ao meu lado.”

Havia uma sinceridade nas palavras dele que tocou Lira profundamente. Antes que pudesse responder, um alarme suave soou na cabine, indicando que estavam se aproximando de Thalassa. As luzes da hipervelocidade diminuíram gradualmente, e o planeta misterioso surgiu à vista.

Thalassa era um espetáculo de azul e verde, com vastos oceanos e poucas massas terrestres visíveis. A Kida entrou na atmosfera do planeta, atravessando camadas de nuvens densas antes de encontrar uma área adequada para pouso. Escolheram uma praia deserta, próxima às coordenadas do último contato da expedição.

“Vamos aterrissar aqui,” disse Roderick, ajustando os controles. “É perto do acampamento da expedição. Devemos começar a busca por lá.”

A nave pousou suavemente na areia, e o som das ondas batendo suavemente contra a costa encheu o ar. Lira e Roderick se prepararam, equipando-se com sensores de rastreamento e armas de mão, caso encontrassem algum perigo. Ao sair da nave, foram recebidos pelo ar fresco e salgado do oceano, uma pausa momentânea antes de mergulharem no mistério que os aguardava.

Caminharam pela praia em direção ao acampamento da expedição, observando o ambiente com atenção. A área era desolada, com poucos sinais de vida além de algumas aves marinhas. Quando chegaram ao local do acampamento, encontraram equipamentos espalhados, tendas derrubadas e uma sensação palpável de abandono.

Lira ativou seu scanner, procurando por sinais de vida ou quaisquer pistas que pudessem indicar o que acontecera. “Nada aqui,” disse ela, olhando para Roderick. “Parece que eles deixaram tudo para trás.”

Roderick franziu a testa, examinando um terminal de comunicação danificado. “Algo os assustou ou os fez partir às pressas. Precisamos descobrir o que foi.”

Enquanto investigavam o acampamento, Lira encontrou um diário eletrônico parcialmente enterrado na areia. Ela o pegou e ligou, esperando que contivesse alguma informação útil. As primeiras entradas eram rotineiras, relatando as descobertas arqueológicas e o progresso da pesquisa. No entanto, as últimas entradas eram caóticas, cheias de referências a fenômenos estranhos e um crescente senso de pavor.

“Escute isso,” disse Lira, lendo em voz alta. “As ruínas parecem… vivas. Sentimos uma presença, como se estivéssemos sendo observados. Não podemos continuar assim. Algo está errado.”

Roderick olhou para ela com seriedade. “Precisamos explorar essas ruínas. Se há algo lá, precisamos descobrir o que é e se está relacionado ao desaparecimento da expedição.”

Lira assentiu, determinada. “Concordo. Vamos nos preparar e partir imediatamente. Quanto mais rápido descobrirmos a verdade, mais chances temos de encontrar a expedição ainda viva.”

Com o objetivo claro diante deles, Lira e Roderick seguiram em direção às ruínas antigas. A excitação e a tensão entre eles eram palpáveis, mas estavam prontos para enfrentar o desconhecido juntos. O reencontro em Ynys Afallon havia reacendido não apenas a parceria profissional, mas também a chama de sua conexão pessoal, um laço que seria crucial nas adversidades que se aproximavam.