Com a estreia marcada para 17 de julho no Paramount+, Star Trek: Strange New Worlds entra em sua terceira temporada com uma lista de episódios que soa mais excêntrica do que o normal — e isso, neste caso, é um elogio. A produção, que vem carregando o legado da franquia nas costas com mais leveza e coragem que a extinta Discovery, revelou oficialmente os títulos dos 10 episódios da nova temporada. E, sim, parece que ainda há fôlego para o velho lema de “explorar novas vidas e civilizações”… mesmo que os roteiristas estejam mais interessados em bagunçar as definições clássicas desses conceitos.
A temporada começa com um título autoexplicativo: “Hegemony, Part II”, sequência direta do final tenso da segunda temporada, quando os Gorn — agora menos lagartixas de papelão e mais predadores implacáveis — invadiram o espaço da Federação. A Capitã Batel, interpretada por Melanie Scrofano, havia sido infectada pelos alienígenas, e a Enterprise estava cercada. A nova temporada já deixa claro que não há respiro: começa onde a anterior parou.
Os Títulos: Uma Amostra da Nova Abordagem
A seguir, a lista completa dos episódios da 3ª temporada:
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Hegemony, Part II
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Wedding Bell Blues
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Shuttle to Kenfori
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A Space Adventure Hour
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Through the Lens of Time
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The Sehlat Who Ate Its Tail
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What Is Starfleet?
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Four-and-a-Half Vulcans
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Terrarium
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New Life and New Civilizations
Se os nomes não forem apenas iscas criativas, podemos esperar episódios que brincam com gêneros, formatos e até a própria mitologia da série. “A Space Adventure Hour”, por exemplo, parece algo saído de um especial de TV dos anos 60 — e isso pode muito bem ser intencional. Já “Four-and-a-Half Vulcans” promete algum tipo de experimento psicológico, sátira diplomática ou uma trama envolvendo genética e identidade cultural — o tipo de coisa que os roteiristas de Strange New Worlds vêm abordando com uma mistura de respeito e sarcasmo.
A Nova Velha Jornada da Enterprise
Anson Mount retorna como o Capitão Christopher Pike — cada vez mais confortável no papel de líder carismático e trágico, com conhecimento prévio de seu destino. Ao seu lado, Rebecca Romijn como Una Chin-Riley, Ethan Peck como Spock, e o restante do elenco que, mesmo sem o apelo midiático de outros spin-offs, entrega atuações convincentes e um equilíbrio raro entre seriedade e charme pulp.
A terceira temporada parece determinada a levar os personagens a extremos inéditos. A própria Paramount já adiantou que a tripulação enfrentará “um vilão que testará sua fibra moral e determinação”. Isso pode significar desde um novo tipo de antagonista com discurso convincente até mais uma IA perdida querendo filosofar sobre humanidade. Em qualquer um dos casos, o fator “inesperado” está prometido — inclusive com episódios que flertam com romance, comédia, mistério e até fé.
Para os fãs de longa data, vale lembrar: a 3ª temporada também resgata personagens clássicos com novos intérpretes. Paul Wesley segue como James T. Kirk, agora interagindo com o recém-introduzido Scotty (Martin Quinn). Um trecho do trailer divulgado em abril mostra os dois compartilhando um drink — e, se há algo mais tradicional em Star Trek do que discussões filosóficas em cima de um copo, é difícil dizer o quê.
Outro nome curioso que aparece na temporada é o de Patton Oswalt, comediante e nerd assumido, que viverá um personagem ainda não revelado. Sua presença reforça o tom metalinguístico da série, que constantemente homenageia o passado da franquia sem se tornar refém dele.
E falando em passado, desde o início, Strange New Worlds se propôs a retomar o formato episódico que consagrou a série original e The Next Generation, mas com uma roupagem visual mais moderna e scripts menos engessados. A terceira temporada leva isso adiante ao prometer episódios que experimentam com diferentes gêneros — algo que Lower Decks faz em tom de paródia e que Discovery jamais teve coragem de tentar.
Se a promessa de um “twist empolgante sobre o clássico” for cumprida, esta temporada pode se consolidar como o ponto alto da série. Ou, ao menos, como o momento em que ela parou de apenas reverenciar o passado e começou a reescrevê-lo com mais audácia.
Vale a Viagem?
Com 8.3 no IMDb, Strange New Worlds provou que é possível fazer Star Trek para o século 21 sem abandonar o que fazia a franquia ser… bem, Star Trek. A terceira temporada tem tudo para dobrar essa aposta, testando não só seus personagens, mas também a paciência e inteligência de seu público.
Prepare-se: o embarque é em 17 de julho, com episódios semanais até o final da temporada em 11 de setembro. Até lá, vale ajustar os sensores, reconfigurar o tradutor universal e deixar o cinto de segurança da cadeira de comando bem apertado. A Enterprise vai para lugares estranhos — de novo — mas parece que desta vez ela vai mais longe.

