Incrível, grandioso, nostálgico, perfeito. É o que me vem a cabeça depois de assistir o primeiro episódio da terceira temporada de Star Trek Picard.
Desde a trilha sonora, até os efeitos, tudo remete a era de ouro de Star Trek e aos bons e velhos tempos de A Próxima Geração.
Mas quando falamos de nostalgia, não é algo tipo The Rise of Skywalker, é tudo na medida certa, até mesmo o humor, realmente parece que estamos na oitava temporada de TNG, mas ao mesmo tempo temos algo novo, que dá continuidade ao que vimos mais de 20 anos atrás.
Começar a temporada reafirmando a parceria, amizade e companheirismo de Jean Luc e William Riker foi uma escolha muito bem acertada da parte do showrunner Terry Matalas, até porque este sempre foi um dos pontos fortes da série original.
Um ponto que vale destacar, antes que me falhe a memória, é o paralelo entre Picard/Riker e o Capitão Kirk, no que tange a dificuldade deles de estarem fora da ação em si e não terem mais controle, isto já havia sido explorado no começo da série, mas aqui vemos algo que quase imita como James T. Kirk se sentiu.
em Star Trek, você acaba fazendo mais diferença como Capitão de uma nave estelar, do que “pilotando” uma mesa
Quando Kirk chega a bordo da Enterprise-B, em Star Trek Generations, ele também está deslocado, é uma figura de respeito, mas não tem o comando de uma nave e sabemos que em Star Trek, você acaba fazendo mais diferença como Capitão de uma nave estelar, do que “pilotando” uma mesa como almirante.
Mas o episódio traz vários outros pontos fortes não só de TNG mas Voyager também, na figura da Seven of Nine, é incrível pensar que isto tudo foi apenas o primeiro episódio da série, não vamos entrar mais a fundo nas relações entre personagens e o que foi mostrado para não entrar no território dos spoilers.
Vale apenas destacar que a química entre todos é ótima, com um elenco muito bem acertado e um ritmo que dá tempo para quem assiste de curtir momentos, analisar e ficar na ponta do sofá.
A volta ao Star Trek clássico
Falando em curtir momentos, até mesmo a movimentação da U.S.S Titan ficou perfeita, com sua saída da Base Estelar, remetendo as séries clássicas Star Trek (acredito que neste ponto já podemos chamar a série Original, TNG, Voyager e DS9 de clássicas) e também a forma de movimentação ds naves que foi sempre característica da franquia.
O estilo trazido por J.J Abrams em seus filmes quebrou com as grandes batalhas que remetiam a uma verdadeira opera espacial com as quais estávamos acostumados, mas agora o primeiro episódio de Picard parece que resolveu isso.
E vamos dizer que a aventura está só começando, mas já deu para ver que está temporada será mais do que incrível, realmente funcionando com uma sequência direta de Star Trek Nemesis, o último filme com a tripulação da Enterprise-D que vimos.
O que temos agora a nossa frente não é a temporada de uma série e sim um épico filme TNG de 10 horas.
Engage!




