SpinLaunch, uma ambiciosa startup que espera lançar satélites em órbita usando força centrifuga, liberou imagens vertiginosas de um vôo de teste que a empresa realizou a partir do Novo México.
O vôo de teste do mês passado, que marcou o oitavo vôo da empresa desde outubro de 2021, foi o primeiro a incluir uma câmera a bordo. Ele ofereceu vistas do projétil enquanto subia mais de 7 km acima do solo após ser girado em uma aceleradora centrifuga selada a vácuo a mais de 1.600 kilometros por hora. O vídeo, compartilhado pela SpinLaunch no final de abril, mostra o deserto do Novo México encolhendo e girando à medida que o veículo de teste de torção sobe mais alto acima do solo.
Eventualmente, a SpinLaunch espera realizar vôos que vão muito mais alto e mais rápido do que os testes que realizou até agora. Por mais impressionante que seja girar um objeto mais rápido que a velocidade do som e depois catapultá-lo para cima, para colocar satélites em órbita, os objetos têm que viajar a mais de 28 mil quilômetros por hora, bem mais rápido que seus vôos de teste até agora.
A maioria das empresas lançadoras hoje em dia usam foguetes lançados verticalmente que dependem de toneladas de combustível e motores de foguetes maciços para explodir um foguete para o espaço sideral diretamente do solo.
Mas o pessoal da SpinLaunch tem uma abordagem completamente diferente. Ela planeja colocar um pequeno foguete em uma centrífuga maciça que irá usar movimento para aumentar a maior parte da velocidade que precisará para chegar à órbita. Então, o foguete voaria para fora da centrífuga, ganharia milhares quilômetros altitude e acenderia um pequeno motor para continuar sua jornada para levar um satélite ao espaço.
A empresa também diz que este método poderia usar apenas um quarto do combustível que os foguetes lançados verticalmente requerem, e poderia ser dez vezes mais barato. A empresa disse que o primeiro lançamento de teste, realizado no ano passado, “validou” partes-chave da tecnologia da empresa.
Muito, no entanto, ainda está para ser visto. A SpinLaunch ainda está usando uma centrífuga em escala reduzida, pois ela funciona para entender melhor a mecânica e afinar o sistema. O sistema de teste, que fica a cerca de 50 metros de altura e instalado perto de um porto espacial privado na zona rural do Novo México, é cerca de um terço do tamanho do sistema de lançamento orbital planejado, de acordo com a empresa. Ele pode girar um veículo até 8 mil quilômetros por hora, ou pouco mais de seis vezes a velocidade do som. E as cargas úteis teriam que ser capazes de suportar as forças G extremas inerentes a ser rodado tão rapidamente.
A SpinLaunch diz que seus engenheiros têm avaliado a capacidade de vários equipamentos e componentes para suportar até 10.000 Gs – ou 10.000 vezes a força da gravidade da Terra.
Se o modelo de lançamento da empresa der certo, ele pode ser uma alternativa interessante para satélites com tamanho reduzido, mas o que não vai faltar é concorrência, que usando dos métodos tradicionais podem enviar cargas a maiores altitudes, maior segurança e sem necessidade dos objetos enviados serem projetados para aguentar a força G gerada pelo lançador da SpinLaunch.

