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Sony, funcionária diz que está de volta a 1992

Uma funcionária da Sony Pictures em condição de anonimidade contou ao site TechCrunch como é a rotina da empresa depois do ataque digital sofrido Sony.

O escritório onde ela trabalha agora esta em modo de isolamento, uma volta para a época em que a Internet não ditava a forma como trabalhamos.

Estamos presos em 1992 aqui, diz a funcionária.

De acordo com ela as coisas estão começando a voltar ao normal e em alguns aspectos a rotina no local se tornou mas agradável.

Mas o que a incomoda mais é depender de tecnologia antiga para fazer um trabalho de um mundo que quase que por regra esta interconectado.

Nós mal tínhamos um email funcionando e não tínhamos correio de voz, então as pessoas tinham que falar umas com as outras. Alguns tiveram que usar Fax para fazer seu trabalho. Eles estavam arrastando velhas impressoras do depósito, ela conta, Foi uma loucura.

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O bom e velho Fax salva o dia.

Este é o som de uma grande invasão corporativa: os rangidos de uma máquina de fax e o burburinho de colegas de trabalho que agora precisam conversar ao invés de usar emails ou mensagens instantâneas.

Mas internamente a empresa parece estar reagindo, seus funcionários ganharam um ano de proteção contra roubo de identidade e alguns compraram a proteção da empresa Lifelock que tem um sistema de proteção a roubo de identidade e monitoramento.

Enquanto isto muitos funcionários ainda estão preocupados com a possibilidade dos seus dados aparecerem em fóruns online. Todos trocaram suas senhas, o mínimo esperado neste caso, do Facebook à suas contas bancárias.

“Minha conta foi invadida no primeiro dia do ataque”, diz a fonte do TC que trabalha nos escritórios de Los Angeles da Sony. “Primeiro pensamos que era apenas coincidência”.

Mas parece que pelo menos para os funcionários da empresa, a invasão trouxe alguns aspectos positivos, como a aproximação entre colegas de trabalhos, com a alta gerência da empresa pregando uma doutrina de contato cara a cara devido a situação geral .

Apesar de tudo podemos dizer que é interessante do ponto de vista social, e é provável que mesmo quando as operações da Sony voltaram ao normal em termos de recursos digitais, as pessoas que viveram este momento irão valorizar um pouco mais o lado humano da equação.

Nas palavras da funcionária:

Eles ( a alta gerência) disseram que esta é a hora de nos juntarmos, de parar de olhar para o seu telefone e começar a conversar um com o outro. Todos foram capazes de se envolver de alguma forma. Mais pessoas estão interagindo e conhecendo colegas de setores diferentes”.

E nem tudo esta perdido :

Ainda somos um escritório praticamente funcional. Estamos conduzindo nossa rótina diária de negócios, algumas pessoas tiveram seus computadores removidos, mas quem usava Mac não teve problemas. A maioria do trabalho esta sendo feito em iPad e iPhones.Um sistema de email de emergência esta no ar, mas sem permitir anexos.

Quanto ao panorama geral:

Alguns departamentos tem impressoras e computadores e outros tem apenas um ou dois computadores para todo o escritório, de certa forma estamos vivendo em um escritório de 20 anos atrás.

Agora conhecendo a situação, você pode pensar que a tecnologia torna tudo mais rápido, dinâmico e eficiente mas em uma empresa do tamanho da Sony isto pode gerar um sentimento de apatia e de frieza em relação as necessidades das pessoas que o cercam, eu diria que a situação atual da Sony  é equivalente a aquele momento quando falta luz na sua casa e todos saem de seus quartos e telas com Netflix e Facebook e sentam para conversar em volta de uma lanterna.

Mas vale um lembrete, apesar de todo o vazamento, todos os problemas, você tem uma pessoa ligada a Sony que acha normal dar este tipo de entrevista, forcendo mais uma vez informações internas da empresa, inofensivas claro, mas é o princípio. Para refletir.