A gigante japonesa de eletrônicos Sharp irá usar uma fábrica de TVs para fazer máscaras cirúrgicas em meio a epidemia do coronavirus. Enquanto isso na China, a Foxconn já fez a mesma coisa, a principio para suprir seus próprios trabalhadores a medida que eles montam os iPhone.
No caso da Sharp, a empresa tem salas “limpas” de alta tecnologia que irão fabricar 150 mil máscaras por dias em questão de semanas de acordo com a mídia japonesa, já que os suprimentos locais já se esgotaram. Entretanto especialistas avisam que tais máscaras tem pouco efeito prático quando o assunto é proteger contra infecção transmitida pelo ar.
No Reino Unido as autoridades de saúde alertam que tais máscaras são úteis para equipes médicas em hospitais “existe pouco evidência de um amplo benefício para o público em geral”.
Mas máscaras sempre foram algo comum de ser visto em cidades japonesas, especialmente durante o inverno. A epidemia do Covid-19 acabou gerando uma demanda acima do normal, com muitas lojas sem estoque – assim como outros suprimentos como papel higiênico.
A questão é que as máscaras cirúrgicas protegem apenas contra grandes gotas e sprays, mas são frouxas e não filtram o ar propriamente.
Máscaras certificadas com respirador filtram partículas aéreas e são muito mais eficientes, entretanto são muito mais caras e precisam encaixar perfeitamente e usadas constantemente, além é claro de não proteger os olhos.
Então, para você que procura aqui no Brasil algo para se proteger, procure algo que realmente funcione como os respiradores do tipo N95, o próprio cirurgião geral dos EUA pediu que as pessoas parem de comprar as máscaras comuns achando que estão protegidas.
https://twitter.com/Surgeon_General/status/1233725785283932160
Fica a dica então, especialmente se você pretende viajar.


