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Review Tron: Uprising

Obs: Recentemente ( 30/03/2015) a Disney anunciou que irá produzir mais um filme ambientado no universo de Tron, com o nome de Tron:Ascension, então apesar de Uprising ter sido cancelada ainda existe alguma esperança.

Tron: Uprising uma nova série animada original no Disney XD leva o público de volta a “Grade” – The Grid – com visuais dinâmicos, música eletrificante e uma forma de apresentação que leva o mesmo estilo de Tron: Legacy .

Os eventos da animação se passam entre Tron e Tron: Legacy, Uprising é focada no mecânico transformado em renegado chamado Beck (Elijah Wood empresta a voz ao personagem), um hábil programador de máquinas que vive na incrível Argon City .

A sociedade livre em que Beck vive é logo ameaçada pelo General Tesler, um dos arautos de CLU, o programa que deveria ajudar Sam Flynn a melhorar o Grid, mas acabou s  e rebelando, que planeja controlar a cidade. Quando um amigo de Beck é “derezzed”, dissolvido, a versão do mundo de Tron de matar alguém, Beck vinga sua morte ao se passar pelo herói que todos acreditavam estar morto, Tron, e inspira uma revolução.

Tron está de volta

No intenso prólogo, Beck’s Beginning, nós vemos uma estória de origem, com muita exposição para entendermos melhor os personagens e a trama geral.

A revolta começa quando Beck explode uma estátua gigante do vilão CLU – e é partir deste ponto que vemos a ficção acontecer com força total. Tron não esta morto. Ele esta vivo !! A voz inconfundível de Bruce Boxleitner, que fez o papel de Tron no filme original também, da vida ao ícone da ficção, alistando Beck para liderar outros na luta contra a opressão.

CLU

“Mostre a todos que enquanto Tron viver, ainda existe esperança”, Tron diz a Beck que esta incerto sobre suas próprias habilidades.

Mas quando Tesler e sua brigada recrutam “voluntários” para os jogos no coliseu tudo muda. Isto é o que Beck precisava para se comprometer totalmente com a causa da rebelião. E assim começa tudo. Ou o chamado “Levante”.

Nos episódios mais recentes, uma aventura em duas partes que explora a missão de Beck, Tron treina o rebelde nos cânions distantes que ele chama de lar. Corridas com as lightcycles e conversas profundas são apenas interrompidas pela eventual captura de Beck que é levado para lutar no coliseu.

Neste momento ele se torna aliado com outro programa, Cutler, para escapar deste território hostil. Enquanto isso uma sub trama envolvendo os amigos de Tron, Zed e Mara , se foca no inocente Zed sendo enganado por uma garota chamada Perl em um clube noturno, em pouco tempo Perl rouba a lightcycle do chefe de Zed e cabe aos dois amigos a recuperação da moto.

Tron não seria Tron sem veículos incríveis.

O que torna Tron: Uprising uma animação tão dinâmica é o seu alto valor de produção misturado com alta qualidade em quase todos os aspectos da série, onde Legacy sofreu de idéias complexas demais que ficaram sem solução, Uprising tem a vantagem de poder se aprofundar mais no plano de fundo e conceitos.

Colocar esta série entre os dois filmes foi um design inteligente já que podemos seguir tudo que esta acontecendo de um ponto de vista mais seguro por assim dizer. De qualquer jeito o ritmo de Uprising é sempre rápido e surpreendentemente envolvente.

Como em uma montanha-russa, emoções e sustos são misturados com momentos mais calmos, mas de alguma forma a emoção continua na mesma taxa- não importa a velocidade. Os personagens mostram mais profundidade do que aparentam. E cada um é distintamente diferente com variações nos trajes de luz e as interpretações são de alto nível.

O papel de Boxleitner como o imponente Tron, apesar de limitado, traz a autoridade necessária, enquanto Wood faz um ótimo trabalho como o protagonista Beck. A mistura da ação com dialogo de uma forma transparente continua a ser o forte da franquia Tron é importante destacar.

Elenco estelar.

Enquanto que Uprising pode ser apenas uma série animada para TV, você tem a sensação de que é quase uma mini-série.

Os créditos desta sensação vão para a direção de arte, já que cada visual gera aquele momento “Isto é incrível”. Desde as cenas nos esconderijos nas montanhas até as cidades, a atenção ao detalhe é um prato cheio para os olhos.

A atmosfera é certamente cheia de movimento, com raios e luminescência que irradiam a paisagem mais sombria construindo um cenário quase mágico. Em uma cena onde Beck temporariamente se esconde do exército de CLU em uma pilha de neve você percebe a atenção dada em termos de detalhes mesmo a este momento tão simples.

De forma similar a trilha sonora provoca aquela sensação intrigante e ao mesmo tempo de assombro, elementos que tornaram Legacy espantoso também aos ouvidos. Existe uma boa razão para que Joseph Trapanse que compõe a trilha de Uprising participou dos arranjos da música do pessoal do Daft Punk em Legacy. Alguns ritmos vêm direto do filme para a série, mas algumas mudanças discretas entram em cena na medida certa.

Cada um dos episódios que já foram ao ar seguiram em um passo vivo por assim dizer, nunca se prolongando demais em uma cena de ação ou situação. Integrando imagens geradas por computador a personagens em duas dimensões (apesar de serem de forma contextual “arredondados”) adicionou uma grande profundidade a este mundo, conhecido por ter várias camadas e por ser vibrante.

Alguns elementos falham em funcionar da maneira pretendida, como a cena no clube que foi mais risível do que interessante – mas vale lembrar que o público alvo também são as crianças, então alguns desvios são esperados.

Também temos um pequeno – realmente pequeno – problema com diálogos clichês que aparecem várias vezes em cada episódio, mas notavelmente quando Beck e Tron conversam. Mas Talvez seja justamente um pouco da tolice e capricho na forma de falar que dêem a este ambiente normalmente desolador um pouco de charme.

Não consigo lembrar a última vez que assisti a uma série animada – a não ser talvez por Clone Wars, embora este esteja um pouco abaixo de Uprising em termos gerais até o momento- em que eu fui continuamente envolvido por tudo que estava sendo apresentado pelo show.

Faz muito tempo que a Disney quer desenvolver uma franquia nova e com Piratas do Caribe perdendo um pouco do seu apelo Tron pode ser a melhor esperança da Disney.

Isto em conjunto com o portfólio da Marvel é claro que eles estão utilizando com força total no Disney XD. Tron: Uprising possui todos os componentes de uma divertida série de ação, com vistas magníficas, combates incríveis e personagens interessantes e mesmo sutileza quando alguma cena a requer.

Não temos como saber se os próximos episódios vão manter este ritmo e energia, mas Tron:Uprising já demonstrou dedicação no sentido de mostrar uma criatividade e valores superiores ao normalmente encontrado no gênero. Minha aposta é que a série quer continuar “On the Grid” ainda por muitos ciclos.