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Review, The Orville, sci-fi de Seth MacFarlane está perdido no espaço

Ambientada 400 anos em um futuro mais do que familiar para os fãs de Star Trek, The Orville, era uma grande esperança para quem procurava por uma série sci-fi com uma dose de bom humor, mas o produto final está longe do que a Fox anunciou como sendo uma comédia no espaço, também não podemos chamar de um drama.

The Orville estrela Seth MacFarlane como o oficial da União Planetária, Ed Mercer. Um divorciado sem sorte que finalmente tem a chance de comandar uma nave, apenas para depois descobrir que o primeiro oficial designado para a sua nave é ninguém menos que a sua ex-esposa (Adrianne Palicki, a Bob de Agents of Shield).

O restante da tripulação é formada por Gordon Malloy (Scott Grimes), que tem problemas com autoridades, mas é o melhor piloto da frota, Dr. Clarie Finn (Penny Johnson Jerald), uma das melhores médicas da União, Bortus (Peter Macon), um alien de uma espécie de um sexo apenas, Isaac (Mark Jackson), uma forma de vida artificial que vem de uma sociedade de robótica que despreza criaturas biológicas, John LaMarr (J.Lee) que mantém as coisas bem humoradas mesmo nas piores situações, Alara Kitan (Halston Sage) uma jovem e inexperiente oficial de segurança com super força, cortesia da gravidade forte do seu planeta e Yaphit, um alien gelatinoso interpretado por Norm Macdonald.

Apesar do bom elenco, desde a cena de abertura com a comandante Kelly Grayson (Adrianne Palicki) traindo o Capitão Ed Mercer (MacFarlane) com um alien azul até os seus minutos finais a série é uma bagunça dirigida por Jon Favreau.

A série tem vários problemas, os dois mais gritantes são as piadas demasiadamente forçadas e o fato de você não ter certeza do que o ela aspira ser, uma comédia, uma homenagem a Star Trek, drama ou fan-fiction. O tom da série por vezes ao invés de trazer aquele elemento de paródia que ficou tão bem acertado em Galaxy Quest, parece mais plágio em todos os aspectos visuais da série, como elevadores, a ponte de comando, estrutura da nave, os shuttles de transporte e por ai vai.

Com tudo isto fica díficil você realmente se prender a história, ainda mais quando o episódio inteiro se apoia no drama do Capitão que tem que trabalhar com sua ex-esposa, a química entre Seth e Adrianne não é de todo ruim, os dois são bons atores, mas o material que eles tem para trabalhar começa a ficar realmente cansativo, é algo que já vimos tantas vezes em inúmeras outras séries ao longo dos últimos anos, casais, separados ou não, que se odeiam, mas não se odeiam na verdade e estão sempre quase fazendo as pazes, é um cliche barato ao extremo.

De resto os efeitos da série são bons, nada no nível do recente Star Trek Discovery ou The Expanse, mas ainda sim na linha de Stargate e afins embora não tão realista quanto esta última e mais uma vez durante uma batalha com aliens você não tem certeza se eles estão parodiando as batalhas que já vimos em tantas séries ou se é algo para ser levado a série.

Os demais personagens foram o Capitão e sua primeira oficial são completamente esquecivéis, nenhum deles tem o carisma de um Wash de Firefly por exemplo, ou até mesmo Nelix de Star Trek Voyager (e este é um personagem levemente irritante as vezes). Tudo bem que é apenas o primeiro episódio, mas a não ser que a série realmente de um salto para a velocidade da luz em seus próximos episódios fica difícil recomenda-la, com tantas outras opções e com Star Trek Discovery quase estreando, se você procura mais um bom sci-fi espere por esta última, The Orville não vale a pena a não ser que você não tenha outra coisa para assistir.