Algum tempo atrás um pesquisador de segurança chamado Chris Roberts foi retirado de um voo da empresa da United Airlines e teve seu equipamento confiscado por tweetar sobre hackear o avião através do seu sistema de entretenimento, após o ocorrido agentes do FBI disseram que ao ser interrogado o individuo responsável disse que ele foi ainda mais longe.
A APTN Naticional News obteve um um documento ( mandato de busca do FBI) que afirma que Roberts conectou o seu Laptop ao avião via uma porta Ethernet, em seguida ele invadiu o sistema de gerenciamento de empuxo e controlou por alguns momentos o avião para mudar sua trajetória. Como relatado anteriormente pela Wired, ele avisou sobre estas vulnerabilidades por anos – fabricantes negam que elas existam.

Ainda de acordo com o documento, Roberts viajou de Denver para Chicago no voo 1474 da United em 15 de abril, e quando agentes foram verificar eles encontraram danos e evidências de que ele modificou o sistema eletrônico sob o seu assento. No Tweeter Roberts afirmou que ele não danificou nenhum sistema durante a viagem.

Ele também disse em uma entrevista a Wired que ele apenas entrou no sistema para observar o tráfego de dados e enquanto ele acredita que um hack do tipo que ele é acusado seja possível, ele apenas fez testes do tipo em ambientes simulados, Roberts diz que o FBI está usando as informações que ele forneceu fora de contexto.
No mês passado a prisão dele gerou avisos por parte da TSA e do FBI para ficar de olho em passageiros tentando acessar redes internas.
De qualquer forma estas novas informações levantam novamente a discussão sobre sistemas críticos de um avião estarem conectados a componentes dentro da cabine de passageiros, a preocupação é válida e com a relutância conhecida das empresas aéreas e fabricantes em reconhecerem falhas os esforços de Roberts são justificados embora talvez ele tenha escolhida a forma errada de divulgar as informações e realizar seus testes.

