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Once Upon a Time, clássicos em uma nova jornada

A Comic Com revelou várias novidades sobre séries e filmes. E para Once Upon a Time podemos esperar uma reviravolta no enredo; e ver que nem sempre o bem prevalece. Once Upon a Time (OUAT) é uma série de 2011, que mostra uma nova versão dos clássicos infantis.

O primeiro pensamento que se tem é: a ABC (American Broadcasting Company) criou um live-action com as histórias da Disney, afinal ela tem esse direito. Porém nos enganamos. Não é no universo da Disney que a trama se desenvolve. E a vida real não é o melhor dos lugares para se ter magia, seja ela qual tipo for.

Emma Swan (Jennifer Morrison), uma caçadora de recompensas que foi abandonada quando recém nascida. Em seu 28º aniversário, Emma é abordada por Henry (Jared S. Gilmore), um menino de 10 anos que se identifica como o filho que ela decidiu dar para adoção. Não querendo criar laços com o menino, Emma concorda em levá-lo de volta para casa, na pequena cidade de Storybrooke, no Maine. O que ela não sabe é que foi a Evil Queen (Lana Parrilla) quem enviou todos os habitantes do mundo encantado para o Maine, após lançar uma poderosa maldição em todo o Reino Encantado para obter sua vingança, fazendo com que todos da cidade esqueçam quem realmente são. Assim vivem novas vidas, com novas identidades e histórias.

Emma Swan, a salvadora

Aos poucos, Emma começa uma batalha em Storybrooke contra a prefeita Regina Mills, que é a Evil Queen. Algo que começa a atrair aliados, incluindo o misterioso Mr. Gold (Robert Carlyle), um homem ambicioso e profundo que aparenta estar lutando apenas por sua própria existência. Em cada episódio uma história dos contos de fadas é narrada em flashbacks. Personagens conhecidos dos clássicos começam a ser explorados simultaneamente em Storybrooke e no mundo dos contos de fadas. Juntando informações para quebrar a maldição. E se ainda assim você não encontrou motivos para assistir a série, sabia que isto não é tudo.

A prefeita Regina Mills (Evil Queen)

A prova de que Once Upon a Time não é coisa de menininha são estes dois produtores. Edward Kitsis e Adam Horowitz se conheceram na universidade de Wisconsin, na turma de “Introdução ao Cinema”. Desde então os dois trabalham juntos. Se você é fã de Lost com certeza não ficará desapontado em vê-los trabalharem juntos neste projeto que chega na 5ª temporada sendo um sucesso. Da cidade de Boston à floresta encantada, todo o cenário é bem arquitetado. Para tornar real o castelo em que vivem a Snow Queen e o Prince Charming, os feitiços e encantos realizados pelos vilãos e os ângulos e cortes que aparecem na série nos fazem crer que em uma série onde o maravilhoso é explorado com certeza o cuidado com os detalhes é fundamental para retratar a estória.

E por se tratar de uma adaptação, a escolha do elenco é bem complicada. Neste quesito, os produtores acertaram em cheio. Trabalhar com atores desconhecidos como Jared S. Gilmore e Eion Bailey é bom para criar mais expectativa no público. Mas trabalhar com Lana Parrilla, Jennifer Morrison e Robert Carlyle é ainda mais desafiante. Saber unir os dois tipos de atores é fundamental para que a série seja bem desenvolvida para a compreensão de quem a assiste. Assim como distribuição dos fatos para contar a estória. Edward e Adam conseguem manter o público ansioso e curioso por saber o que irá acontecer com as personagens até o final do episódio. Para então descobrir que não é no final daquele episódio (ou temporada) que tudo será revelado. Mais drama e ação estão por vir.