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Microsoft desativa domínios relacionados ao Covid-19 usados por criminosos

Enquanto que crimes no “mundo real” tiveram um declínio significativo durante a pandemia pela qual passamos, parece que digitalmente a tendência é aumentar ou pelo menos os crimes digitais continuam no mesmo ritmo.

Mas graças a Microsoft, pelo menos algumas da ferramentas utilizadas pelos cibercriminosos estão sendo apreendidas, a unidade de Crimes Digitais (DCU) da empresa de Redmond tem trabalhado em 62 países para prevenir sofisticados esquemas de phishing que podem comprometer contas de usuários Microsoft.

De acordo com um tribunal do estado da Virgínia (EUA) os cibercriminosos tentaram acessar email de consumidores, listas de contatos, documentos sensitivos e outras informações valiosas. Baseado em padrões  descobertos durante o período da investigação a Microsoft utilizou meios técnicos para bloquear a atividade dos criminosos, além de desabilitar domínios e sistemas utilizados no ataque. Recentemente a Microsoft observou repetidas tentativas executadas pelos mesmos criminosos, desta vez usando o COVID-19 como forma de atrair usuários para emails com pishing.

A Microsoft informou que quando o esquema começou, os emails continham mensagens associadas com atividades financeiras genéricas, mas eventualmente evoluíram para incluir conteúdo relacionado ao COVID-19, como podemos ver na imagem abaixo:

Quando bem sucedidos os criminosos teriam acesso através de um prompt instruindo o consumidor a permitir que um aplicativo web malicioso tivesse acesso a conta do Office 365, o que no fim das contas dava acesso também a emails, listas de contas, armazenamento na nuvem e gerenciamento do SharePoint.

O caso civil iniciado pela Microsoft na Virgínia permite agora que a empresa assuma controle de domínios chave utilizados pela infraestrutura criminosa e agora estes não podem ser mais usados em ciberataques.