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Microsoft apreende servidores da BotNet Zeus

(Reuters) – A Microsoft Corp afirma ter obtido uma grande vitória na luta contra fraudes online ao confiscar vários servidores utilizados para roubar nomes de usuários e senhas, perturbando uma das redes mais sofisticadas de crimes virtuais do mundo.

A desenvolvedora de software anunciou hoje que a sua divisão de cybercrime tomou medidas legais e técnicas para lutar contra criminosos que infectam computadores com um software malicioso conhecido como Zeus e que faz parte da Botnet de mesmo nome

Ao “recrutar” computadores para redes chamadas botnets, o Zeus grava a atividade online das máquinas infectadas, fornecendo aos criminosos credenciais para acessar contas de banco, emails e afins.

“Nós interrompemos uma fonte crítica de dinheiro para os criminosos digitais e ladrões, e também conseguimos informações importantes para ajudar na identificação dos responsavéis”. disse Richard Boscovich, advogado senior da unidade de Crimes Digitais da Microsoft que lidou com a investigação em parceria com vários nomes da indústria financeira.

A Unidade de Crimes Digitais da Microsoft é um time global de investigadores, advogados, analistas e outros especialista que lutam contra o crime no mundo virtual. Um ano atrás eles ajudam autoridades norte-americanas a derrubar uma botnet conhecida como Rustock que era uma das maiores produtoras de spam do mundo. Alguns especialistas de segurança estimaram que esta rede era responsável por metade do spam nas caixas de lixo de emails.

Ainda sim a empresa declarou que a ação não foi fatal para o Zeus que ainda esta disponivel em sites utilizados por crackers e derivadores. O Zeus é utilizado para gerenciador várias botnets que ainda não foram atingidas pela Microsoft.

O Objetivo da Microsoft neste caso não era destruir a botnet completamente mas sim prejudicar as suas operações o máximo possível e conseguir informações sobre os responsáveis.

A empresa disse que agentes federais Norte-Americanos ajudaram a confiscar os servidores na sexta-feira nas cidades de Scranton na Pensilvânia e em Illinois depois de uma ordem judicional emitida por um juiz do Brooklyn, Nova York.