A Disney estaria avaliando a criação de uma modalidade gratuita para o Disney+, com acesso limitado a conteúdos selecionados e sustentada por publicidade.
De acordo com informações divulgadas pelo Business Insider, a possibilidade foi discutida internamente pela área de produto e tecnologia da companhia. Ainda não há prazo anunciado, lista de títulos ou confirmação sobre os mercados que poderiam receber a novidade.
Disney+ pode liberar parte do catálogo
A proposta seria permitir que usuários assistam a uma seleção de filmes e séries sem precisar de assinatura, mas com intervalos comerciais. O modelo já é utilizado por plataformas como YouTube, Tubi e The Roku Channel.
O crescimento dos serviços gratuitos com anúncios ajuda a explicar o interesse da Disney. Dados da Nielsen apontam que os três maiores streamings gratuitos concentraram 18,7% do tempo de exibição nas TVs dos Estados Unidos em abril, acima dos 16,8% registrados no mesmo período do ano anterior.
Hoje, o pacote Disney+ e Hulu nos Estados Unidos custa US$ 12,99 mensais na versão com anúncios e US$ 19,99 na modalidade sem publicidade. Um plano gratuito poderia funcionar como porta de entrada para novos assinantes, além de ampliar o alcance do catálogo e da publicidade da empresa.
Acordo de US$ 50 milhões
A discussão sobre uma camada gratuita ocorre após a Disney concordar com um acordo coletivo de US$ 50 milhões envolvendo assinantes do YouTube TV e de serviços de TV por streaming da DirecTV.
Podem ser elegíveis consumidores que mantiveram assinaturas do YouTube TV, DirecTV Stream, DirecTV Now ou AT&T TV Now entre 1º de abril de 2019 e 31 de março de 2026. O valor individual dependerá do tempo de assinatura e do número total de pedidos aprovados.
O processo questionava supostas práticas de empacotamento de canais, incluindo a inclusão da ESPN em pacotes-base, o que teria reduzido a possibilidade de serviços concorrentes oferecerem alternativas mais baratas. A Disney aceitou o acordo sem admitir responsabilidade ou irregularidade.
É importante destacar que o acordo não envolve diretamente assinaturas do Disney+. A medida trata de serviços de TV ao vivo, e não altera, por enquanto, os preços ou o catálogo da plataforma de streaming da Disney.


