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Agents of SHIELD, review, segunda temporada

É um novo ano para Agents of SHIELD, e isto significa que a tão esperada reformulação da série foi colocada em prática. Nada mais de interfaces holográficas exageradas, nada do avião que parece ter mais espaço que algumas casas, e nada de efeitos especiais duvidosos.

No lugar de tudo isto temos o que estávamos pedindo deste o começo, adaptações mais próximas do material fonte, laços mais estreitos com relação ao Universo Marvel, e alguns membros do elenco que fogem do padrão geral em termos de aparência, algo muito bem vindo. Como um fan eu posso dizer que estou mais do que feliz.

Alias você nota as melhoras imediatamente. A aparência do vilão clássico, Crusher Creel ( o Homem Absorvente) é um exemplo de como este episódio ( e espero que a temporada toda ) esta bem longe da técnica da temporada anterior.

Onde a primeira temporada nos deu várias estórias de origem de vilões que receberam o nome ( apenas o nome praticamente ) de suas versões dos quadrinhos, a segunda nos apresenta Creel em seu auge. Algo totalmente aceitável em um mundo onde vilões e super heróis é algo comum.

_1410389342Creel simplesmente tem o visual certo, ele age da forma certa e enquanto ele estiver causando o caos com uma corrente e uma bola de ferro, não precisamos saber muito mais do que isto.

É muito bom ver a série expandir o universo Marvel de uma forma que parece ser realmente algo a mais. Só posso esperar que o fraco arco com Deathlok, T.A.H.I.T.I e a Centipede ( o nome original soa melhor ) , tenham sido deixados para trás. ( alias salvo uns poucos momentos não vemos nenhuma consequência do estado de Coulson no final da temporada anterior).

O elenco também se beneficia com novos membros, B.J Britt tem o seu esperado retorno como o agente Triplett. Gleen Talbot também esta de volta, com sua figura super autoritária com a qual a esta nova SHIELD rebelde terá que bater de frente. E o agente Koenig simplesmente é extremamente divertido em cada cena, alias ele rouba a cena, sempre.

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Novos personagens ( mas não vou dar spoiler).

E temos a velha equipe de volta ( existem mais algumas mudanças, mas vou evitar spoilers para quem não assistiu o episódio ainda ) , mas com mais personagens, não os vemos tanto quanto antes. Pessoalmente eu acho isto bom, a dinâmica do grupo estava ficando cansativa.

Mas ainda temos a surpresa da temporada anterior, o agente Grant, que esta em sua jornada para mostrar que é um ser humano ao revelar que ele tem emoções, o que não muda o fato de que os roteiristas parecem ter medo de usar o personagem para fazer a pergunta:

“Como um bom americano é seduzido por uma ideologia fascista? ”

Sabemos alguma coisa mas o personagem é interessante neste ponto, ele pode ser melhor explorado , ao invés disto eles preferem manter Grant como um interesse romântico deturpado para Skye.

B.J. BRITT, CHLOE BENNETT, IAIN DE CAESTECKER, MING-NA WEN, CLARK GREGG, NICK BLOOD, HENRY SIMMONS, ELIZABETH HENSTRIDGE, BRETT DALTON

Falando em Skye, ela agora é uma agente completa, nada mais da hacker amedrontada, graças ao treinamento da agente Melinda May que continua presa no seu papel de amiga e “supervisora” de Coulson ( o que não chega a ser ruim, já que May é praticamente a única personagem que não precisava de nenhum ajuste e fica bem nesta situação ) .

Enquanto isto, Fitz e Simmons são um caso aparte e mais uma vez não posso ir muito a fundo, ou irei estragar um bom momento do episódio para vocês, mas vamos dizer que as coisas mudaram, se é para melhor ainda é cedo para dizer.

Coulson, em sua posição elevada de diretor da SHIELD, surpreende, é a melhor mudança no relacionamento do grupo.

Já no começo do episódio, chama nossa atenção o fato que ele se tornando mais distante dos seus subordinados, mesmo da equipe original. Mas tarde sabemos porque.

Não existe dúvidas de que ele precisa de toda ajuda possível para reconstruir a SHIELD, mas podemos entender que ele precisa se distanciar porque é provavel que em algum momento uma das pessoas que ele recrutou precise fazer um sacrificio, e na posição de amigo ele não teria a clareza para agir corretamente em uma situação critica.

De qualquer jeito existem tantos detalhes interessantes nesta temporada, que os arcos maiores não precisam carregar todo o peso, você se prende as pequenas tramas, mistérios e possibilidades para o futuro.

Claro eu não poderia deixar de dar um pequeno spoiler que na verdade você já viu nos trailers, a aparição de Peggy Carter os os Howling Commandos logo no início do episódio que introduz um novo vilão e um novo artefato que devem fazer parte da mini-série da Agente Carter.

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Agente Carter e os Howling Commandos

Foi um participação interessante, permitindo a série explorar ainda mais a atuação da Hydra, algo que eles não podiam fazer antes.

E um detalhe que eu quase esqueci, eu não vi LOLA, o carro de Coulson !!! Mas se é para termos efeitos mais ou menos prefiro que LOLA fique no chão mesmo.

Resumindo, assista a série, é tudo que esperávamos dela no começo, SHIELD começa a lembrar mais algo na linha da série Burn Notice do que apenas uma caricatura de uma série de espionagem.