O ator Adam Driver revelou o que muitos sempre suspeitaram, desde o começo, mas outros ficarão decepcionados em saber, sobre o arco de redenção de seu personagem de Star Wars, Kylo Ren, também conhecido como Ben Solo.
Acontece que isso nunca foi planejado, o o que não é surpresa nenhuma dada a falta de uma linha geral a ser seguida na nova trilogia.
Em participação no programa “The Rich Eisen Show” no The Roku Channel, Driver revelou que a ideia inicial desde o início era ter a jornada de Kylo Ren correndo na direção oposta à do icônico Darth Vader, com Ben sendo mais comprometido com o Lado Sombrio do que nunca no final. Claro, isso não é o que aconteceu…
Sua ideia era quase a jornada oposta de Vader
“Eu tinha uma ideia geral em mente que ele queria fazer, que depois mudou. Sua ideia era quase a jornada oposta de Vader, onde Vader começa o mais confiante, o mais comprometido com o Lado Sombrio, e no último filme ele é o mais vulnerável e fraco, e ele queria começar na direção oposta, onde esse personagem estava o mais confuso e vulnerável, e no final dos três filmes estaria mais comprometido com o Lado Sombrio.”
Driver explica que tanto ele quanto outra “pessoa” (que provavelmente é o diretor de Star Wars: A Ascensão Skywalker, J.J. Abrams) planejaram desde o início que o caminho de Ben Solo seguiria na direção oposta à de Vader.
Esta é, sem dúvida, uma das razões pelas quais Abrams fez com que o personagem matasse seu pai, o adorado Han Solo, em Star Wars: O Despertar da Força, o primeiro filme da trilogia da Disney.
Mas, em vez disso, o ato final de A Ascensão Skywalker mostra Kylo Ren encontrando a luz e se tornando Ben Solo novamente após conversar com a memória de seu pai, Han Solo, interpretado por Harrison Ford.
Lutando ao lado de Rey (Daisy Ridley), empunhando um sabre de luz azul, a jornada de Ben termina com ele se sacrificando para salvar Rey, com os dois compartilhando um beijo antes de sua partida.
Por que o arco do personagem Ben Solo foi alterado tão dramaticamente não é conhecido, mas é possível (e muitos argumentarão) que isso tenha ocorrido como resultado da resposta a Star Wars: Os Últimos Jedi, do diretor Rian Johnson, que foi muito divisivo, para não dizer uma bagunça total e sem sentido.
O final de Os Últimos Jedi estabelece Kylo Ren como o próximo grande vilão de Star Wars, antes de Palpatine ser ressuscitado de repente na sequência seguinte. No entanto, devido às críticas recebidas por Os Últimos Jedi, os planos para o final foram alterados, com o roteiro de Colin Trevorrow sendo descartado e J.J. Abrams sendo chamado de volta para concluir o que começou.
Isso levou à mudança de direção em relação à ascendência de Rey, às origens de Snoke e ao relacionamento crescente entre Rey e Ben, entre outras coisas.
Embora Ben Solo também passe por uma redenção no roteiro original de Trevorrow, “Duel of Fates”, está longe de ser tão heroica quanto o que o público viu em A Ascensão Skywalker.
Uma Nova Esperança
Até hoje, desde o lançamento de A Ascensão Skywalker, fãs esperam que a Disney venha a descartar a trilogia sequência, mas em vista do anúncio de uma continuação desta trilogia, com Rey como protagonista não me parece que existe um meio de fugir ao que foi a destruição de uma saga incrível.
A trilogia sequência tem momentos e personagens memoráveis e tinha tudo para ser um sucesso, mas nas mãos das pessoas erradas e sem rumo certo tudo caiu por Terra.
Por sorte temos Dave Filoni e suas histórias que basicamente resgataram Star Wars e trouxeram a magia da saga de volta.


