A Microsoft anunciou que o Windows 11 ficou até 20% mais responsivo e que uma sequência de multitarefa terminou até 40% mais rápido em seu teste com 8 GB de RAM. Os números comparam versões de novembro com versões de janeiro de 2026. Eles descrevem tarefas medidas pela empresa, como abrir o menu Iniciar e alternar entre aplicativos do seu ecossistema. A parte interessante para quem ainda usa um notebook de entrada é descobrir onde o sistema ganhou tempo e quanto desse ganho pode aparecer fora do laboratório.
O que a Microsoft colocou no mesmo computador
No ensaio de multitarefa, a empresa abriu 20 abas do Edge, um vídeo em 4K e arquivos grandes de Word, Excel e PowerPoint. Outlook e Explorador de Arquivos também entraram na sequência. Os itens anteriores ficaram abertos enquanto os seguintes eram carregados. O percentual se refere ao tempo de conclusão desse roteiro, no mesmo PC de 8 GB. Uma máquina que gasta mais tempo renderizando um vídeo ou compilando código pode esbarrar em outro gargalo, como processador ou armazenamento.
A segunda medição diz respeito a respostas curtas da interface. Iniciar, Pesquisar, Configurações, Explorador de Arquivos, Ferramenta de Captura e menu de contexto estão entre as ações avaliadas. É um ganho que aparece em pequenos momentos: abrir uma pasta enquanto o sistema ainda está ocupado ou voltar ao menu logo após reiniciar. A separação entre os dois testes evita uma leitura enganosa. Os percentuais representam experiências diferentes, e somá-los não produz uma medida de desempenho do PC.
Por que a RAM ocupada pode ser uma boa notícia
O Windows aproveita memória disponível para reter conteúdo que talvez seja necessário de novo. Isso pode acelerar o retorno a um documento ou a um aplicativo. O problema aparece quando os dados necessários ao trabalho ativo não cabem e precisam ser recuperados do armazenamento. Mesmo um SSD rápido tem características distintas da RAM. Um aplicativo que volta a exigir dados depois de ficar em segundo plano pode hesitar enquanto o sistema recompõe o que ele precisa.
A Microsoft ajustou a compressão e as decisões de manter ou mover dados. Ela relata conseguir preservar até 2 GB a mais de dados ativos em memória, em vez de transferi-los ao armazenamento nas condições avaliadas. O computador continua com os mesmos módulos. A diferença está no uso do espaço existente. Para o usuário, a evidência mais útil é se uma aba ou um aplicativo volta pronto com mais frequência, especialmente quando vários programas disputam espaço.
O que muda em segundo plano
A indexação da busca pode recuar temporariamente para priorizar uma tarefa que o usuário acabou de pedir. Nos PCs com até 8 GB, o painel de Widgets passa a carregar quando aberto. Enquanto fica fechado, a Microsoft estima redução de cerca de 200 MB no comprometimento de memória. O Edge também encurtou para 15 minutos o padrão de suspensão de abas inativas, antes de duas horas. Aplicativos do Microsoft 365 receberam ajustes próprios na maneira de alocar memória.
A empresa mediu até 900 MB a menos de crescimento da memória comprometida em seus cenários de multitarefa. Memória comprometida é um compromisso que o sistema assume com as aplicações, amparado pela RAM e pelo arquivo de paginação. Esse indicador, o tamanho do cache e a ocupação física da RAM descrevem coisas diferentes. Somar a economia dos Widgets com todos os outros números anunciados daria uma impressão falsa de quanto espaço sobra em qualquer máquina.
Como conferir no seu PC
A referência indicada pela Microsoft é o Windows 11 26H2, build 26300.9818 ou posterior, com Edge, Microsoft 365 e Teams atualizados quando usados. Vale comparar a rotina que já incomoda: iniciar o navegador depois do login, retomar uma aba durante uma chamada ou alternar entre planilhas que ficam abertas o dia inteiro. Medir o tempo da mesma operação antes e depois de atualizar dá uma resposta mais útil para aquele PC do que comparar a porcentagem de memória ocupada em dois dias diferentes.
Se o equipamento ficar lento quando um único aplicativo trabalha sozinho, observe também CPU e disco. A RAM pode ser parte do problema, e um SSD saturado ou um processador ocupado podem dominar a experiência. Se a demora só aparece ao abrir vários programas ao mesmo tempo, as mudanças de prioridade e compressão têm relação mais direta com o sintoma.

