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Squadron 42 chega à lista de desejos da Steam e promete lançamento em 2027. Agora vai, Chris Roberts?

Depois de mais de uma década de desenvolvimento, inúmeros adiamentos e mais de US$ 1 bilhão arrecadado pelo universo Star Citizen, a Cloud Imperium Games finalmente dá outro passo concreto rumo ao lançamento de sua ambiciosa campanha espacial.

O aguardado Squadron 42, campanha single-player ambientada no universo de Star Citizen, já pode ser adicionado à lista de desejos da Steam. A novidade foi anunciada pela Cloud Imperium Games em 10 de outubro, acompanhada de um novo trailer intitulado The Oath.

A previsão atual de lançamento é o segundo trimestre de 2027. E, considerando o histórico do projeto, a palavra “previsão” merece ser escrita com bastante cuidado.

Uma guerra galáctica com ambições cinematográficas

Ambientado no ano de 2945, Squadron 42 coloca o jogador no papel de um recruta da Marinha do United Empire of Earth (UEE), uma potência humana que enfrenta uma grave crise enquanto uma guerra ameaça seu futuro.

A bordo de uma gigantesca nave militar, o protagonista precisará conquistar seu espaço entre os tripulantes, participar de operações de combate e tomar decisões que influenciam suas relações com os companheiros.

A proposta mistura combates espaciais, operações terrestres, infiltração, exploração e momentos narrativos mais intimistas. A intenção é oferecer uma experiência cinematográfica sem abandonar a liberdade e a complexidade tecnológica que tornaram Star Citizen conhecido.

É uma combinação bastante promissora. Afinal, uma campanha espacial que mistura a atmosfera militar de Wing Commander, combates de naves e uma narrativa de ficção científica com orçamento hollywoodiano parece exatamente o tipo de jogo que muitos fãs esperam há anos.

Um elenco que Hollywood respeitaria

Se existe uma área em que a Cloud Imperium Games claramente não economizou, foi na contratação de atores.

O elenco de Squadron 42 inclui nomes de peso como:

  • Mark Hamill — o eterno Luke Skywalker de Star Wars e veterano da franquia Wing Commander.
  • Gary Oldman — vencedor do Oscar e um dos atores mais versáteis de Hollywood.
  • Gillian Anderson — conhecida mundialmente por Arquivo X.
  • Henry Cavill — Superman e The Witcher.
  • Andy Serkis — referência mundial em atuação com captura de movimentos.
  • Ben Mendelsohn — conhecido por Rogue One e diversas produções de Hollywood.
  • Mark Strong — presença constante em grandes produções cinematográficas.
  • John Rhys-Davies — o inesquecível Gimli de O Senhor dos Anéis.

Também participam Jonathan Bailey, Alix Wilton Regan, Damson Idris, Liam Cunningham e Jane Perry, entre outros.

Os personagens foram desenvolvidos utilizando captura completa de performance, incluindo expressões faciais e movimentos corporais, buscando uma apresentação cinematográfica integrada ao jogo.

É praticamente um blockbuster de ficção científica disfarçado de videogame. Resta saber se todo esse talento finalmente poderá ser apreciado em uma experiência completa, em vez de permanecer eternamente nos trailers.

Confira o novo trailer de Squadron 42

StarEngine: tecnologia impressionante e desenvolvimento interminável

Squadron 42 utiliza a StarEngine, tecnologia desenvolvida e adaptada pela Cloud Imperium Games para sustentar os sistemas complexos de seu universo espacial.

Embora compartilhe a mesma base tecnológica e o mesmo universo de Star Citizen, Squadron 42 foi concebido como uma experiência independente, com começo, meio e fim.

Essa distinção é importante. Enquanto Star Citizen continua evoluindo como um universo multiplayer persistente, Squadron 42 precisa entregar algo muito mais objetivo: um jogo completo, funcional e com uma campanha digna de seu investimento.

E essa talvez seja a maior dificuldade de Chris Roberts. Sua ambição tecnológica é admirável, mas transformar uma visão gigantesca em um produto finalizado sempre foi o verdadeiro desafio.

Mais de US$ 1 bilhão arrecadado e naves de US$ 5 mil

O universo Star Citizen alcançou uma marca extraordinária em maio de 2026: mais de US$ 1 bilhão em financiamento coletivo.

É uma quantia impressionante para um projeto que começou sua campanha de financiamento em 2012 e continua em desenvolvimento.

Para colocar a situação em perspectiva, estamos falando de um orçamento acumulado capaz de rivalizar com grandes produções de entretenimento. E, apesar disso, Squadron 42 ainda não chegou às mãos do público como produto final.

Enquanto isso, a Cloud Imperium Games continua comercializando espaçonaves virtuais por valores que fariam muitos jogadores questionarem suas prioridades financeiras.

Um exemplo recente é a Anvil Odin, nave capital anunciada por aproximadamente US$ 5 mil, vendida como conceito, sem data definitiva para estar disponível no jogo.

Os compradores receberam temporariamente acesso a uma Idris P enquanto aguardam a chegada da nova embarcação.

Sim, estamos falando de milhares de dólares por uma nave que ainda não está pronta. Em Star Citizen, aparentemente, até o financiamento do futuro acontece no futuro.

O fantasma dos adiamentos continua presente

Squadron 42 já teve diferentes janelas de lançamento ao longo de sua longa trajetória.

A previsão mais recente foi deslocada para o segundo trimestre de 2027. Segundo Chris Roberts, um dos argumentos para evitar um lançamento anterior seria a concorrência com Grand Theft Auto VI, que poderia dominar completamente a atenção do mercado.

É uma justificativa comercial compreensível. Poucos estúdios desejam disputar espaço com um dos lançamentos mais aguardados da indústria.

Mas existe um detalhe difícil de ignorar: Squadron 42 já acumulava uma longa coleção de adiamentos muito antes de GTA VI entrar nessa equação.

O projeto foi anunciado quando o PlayStation 4 ainda nem havia chegado ao mercado. Desde então, gerações de hardware passaram, tecnologias evoluíram e a própria indústria de jogos mudou profundamente.

Por isso, a presença na Steam é um sinal positivo, mas não equivale a uma confirmação definitiva de lançamento. Até que exista uma versão final disponível ao público, a cautela continua sendo a postura mais sensata.

GeekZilla Opina: queremos jogar Squadron 42, não financiar uma lenda eterna

Existe algo genuinamente fascinante em Squadron 42.

A ideia de participar de uma campanha militar espacial com enormes naves capitais, caças, tripulações detalhadas e uma narrativa cinematográfica é praticamente um sonho para quem cresceu com Wing Commander, FreeSpace, X-Wing e tantas outras franquias clássicas.

E Chris Roberts conhece esse universo como poucos. Seu histórico com Wing Commander ajuda a explicar por que tantos jogadores continuam acreditando no potencial do projeto.

O problema é que potencial não é produto entregue.

Depois de tantos anos, tanto dinheiro e tantas promessas, não basta apresentar outro trailer espetacular. A Cloud Imperium Games precisa demonstrar que consegue transformar sua tecnologia em uma experiência consistente, otimizada e, principalmente, terminada.

Também seria injusto ignorar a escala do que está sendo desenvolvido. Star Citizen apresenta tecnologias e sistemas ambiciosos, e Squadron 42 pode aproveitar essa infraestrutura para entregar algo realmente especial.

Mas ambição não concede imunidade à crítica, especialmente quando os prazos se transformam em alvos móveis.

A chegada à lista de desejos da Steam é uma boa notícia. Representa mais um movimento público em direção à comercialização do jogo. Entretanto, depois de mais de uma década, ninguém deveria confundir uma página de loja com a linha de chegada.

Se Squadron 42 realmente chegar em 2027 com a qualidade prometida, poderá se tornar uma das experiências espaciais mais marcantes dos últimos anos.

Se for adiado novamente, bem… talvez seja hora de Chris Roberts anunciar uma nave especial para financiar a próxima previsão de lançamento.

E você, ainda acredita que Squadron 42 será lançado em 2027 ou já considera os adiamentos parte da experiência Star Citizen? Deixe sua opinião nos comentários!