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Star Wars Zero Company, trailer oficial

Anunciado durante a Star Wars Celebration Japan, Star Wars Zero Company é a nova aposta single-player do universo criado por George Lucas, misturando tática de combate por turnos com drama de guerra e uma dose generosa de narrativa cinematográfica. Previsto para 2026 no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, o game está sendo desenvolvido pela Bit Reactor em parceria com a Respawn Entertainment e a Lucasfilm Games. Mas não espere jedis heróicos em missões gloriosas: a proposta aqui é bem diferente.

No comando do protagonista Hawks, um ex-oficial da República, o jogador lidera um esquadrão nada convencional de operativos recrutados nos cantos mais improváveis da galáxia. Eles não são heróis por excelência, mas sim profissionais de guerra com passados conturbados e habilidades únicas que se unem por necessidade, não por patriotismo. É uma abordagem mais humana, mais suja, que remete ao realismo político de Andor e à crueza de Rogue One, mas com a alma clássica de Uma Nova Esperança.

O jogo se passa nos momentos finais das Guerras Clônicas, mas em vez dos grandes cenários que já conhecemos, a proposta aqui é mostrar o que acontece nas margens do conflito. Missões secretas, planetas esquecidos, alianças improváveis e dilemas morais entram em cena para dar profundidade às escolhas do jogador.

Hawks não é apenas um avatar com voz genérica. Ele é customizável, tanto na aparência quanto na classe de combate, e suas decisões moldam o relacionamento com os demais membros da equipe. Cada personagem traz um passado marcante e uma motivação pessoal, e cabe ao jogador montar um time que funcione taticamente e emocionalmente.

Entre os membros revelados estão:

  • Trick: um clone sarcástico com traumas mal resolvidos;
  • Luco Bronc: atirador de elite com raiva contida pela invasão da República em seu planeta natal, Umbara;
  • Cly Kullervo: pistoleiro mandaloriano do clã extinto Verminoth;
  • Tel: uma Padawan tognath determinada a cumprir a última missão de seu mestre.

Esses personagens podem ser combinados em missões que influenciam a narrativa. Por exemplo, se dois deles não se dão bem, o jogador pode forçar uma aproximação para melhorar suas sinergias em combate – ou deixar a tensão explodir. Isso impacta diretamente o desenrolar da história e os desfechos pessoais de cada um.

As missões se distribuem por um dos mapas galácticos mais interativos já vistos em um jogo da franquia, com direito a locais conhecidos como Serolonis (The Bad Batch), Vandor (Solo), e Mapuzo (Obi-Wan Kenobi). A base de operações, chamada The Den, fica no anel de Kafrene, e é ali que o jogador planeja suas ações e gerencia o esquadrão. Como cereja do bolo, a nave do grupo – batizada de Caisson – é acompanhada por um droide-piloto inédito, M-3VO, mais uma adção cheia de personalidade ao elenco.

Segundo os desenvolvedores, o foco de Zero Company é criar uma história onde o jogador realmente sente que formou uma “família encontrada” – tema clássico de Star Wars, mas abordado aqui com mais nuance e profundidade emocional. A jogabilidade tática, as escolhas de relacionamento e o desenvolvimento dos personagens prometem entregar uma experiência rica tanto para fãs de longa data quanto para novatos.

Greg Foertsch, diretor do jogo, resume: “É um jogo de Star Wars onde você constrói vínculos reais com sua equipe. Desde os 4 anos de idade, vendo Star Wars no cinema, sempre foi sobre família encontrada. Isso é a combinação perfeita pra mim como desenvolvedor e fã.”

Zero Company promete surpreender não apenas pelo gênero tático inexplorado na franquia, mas por entregar uma narrativa intensa, com personagens marcantes e escolhas que realmente pesam. Uma missão diferente de tudo o que já vimos na galáxia distante – e que talvez seja justamente o tipo de revolução que Star Wars precisava nos games.