A tendência de “apagar programas e filmes apenas para economizar dinheiro em impostos” que está se espalhando pelas principais redes de streaming parece ter atingido um novo e ridículo ponto baixo com a remoção do filme “A Cratera” (Crater) do Disney Plus, sendo que o filme havia sido lançado em 12 de maio de 2023.
O plano, embora a Disney não tenha confirmado que “A Cratera” foi excluído por essa razão, parece funcionar da seguinte maneira: as empresas de mídia descobriram que, ao remover programas e filmes de suas plataformas de streaming, podem reduzir o valor de seus “ativos de conteúdo”, o que por sua vez reduz sua carga tributária geral. Isso também diminui as taxas de licenciamento que essas empresas estão pagando.
Essa estratégia impiedosa revela como Hollywood está cada vez mais dominada por executivos mais interessados em Wall Street do que no conteúdo que suas empresas estão produzindo. É extremamente desanimador, não apenas para aqueles que trabalharam nesses programas/filmes, mas também para os fãs e qualquer pessoa que possa apreciar o fato de que nem tudo precisa ser um sucesso instantâneo para ter algum significado e impacto.
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Até a semana passada, os programas e filmes sendo excluídos – tanto na Disney quanto em outros estúdios – incluíam aqueles lançados recentemente, mas que não atingiram as expectativas, como “Willow” de 2022 e “Y: The Last Man” (que eu gostei!). Isso já era ruim, mas a decisão da Disney de remover “A Cratera” – lançado apenas sete semanas atrás – é simplesmente fora da realidade.
O filme A Cratera, uma aventura de ficção científica para toda a família, foi considerado interessante.
Nada extraordinário, mas também nada que envergonhasse quem esteve envolvido. Tinha no elenco Mckenna Grace, do último filme “Ghostbusters” e de “The Handmaid’s Tale”, juntamente com Billy Barratt (do subestimado “Invasion” da Apple) e Kid Cudi.
Sinceramente, assisti o filme e é uma daquelas aventuras bem estilo anos 90 mas com ótimos efeitos especiais, coisa realmente para toda a família.
Custos e mais custos
Segundo o The Independent, o filme A Cratera teve um custo de produção de US$ 53,4 milhões, da série Firefly para se ter uma ideia isso é bem mais que o orçamento do celebrado filme “Serenity”, a sequência , então realmente é tudo para não pagar custos como os chamados residuais que atores recebem, acordos de exibição e por ai vai.
Essa prática de remover programas e filmes de serviços de streaming sem aviso prévio não é exclusiva da Disney. A Paramount+ retirou “Grease: Rise of the Pink Ladies” do streaming três semanas após a exibição do último episódio, e a Warner Bros. retirou “Batgirl” de seu catálogo antes mesmo de ser lançado.
Essa abordagem tem gerado preocupações e críticas, já que muitos artistas e criadores se sentem desvalorizados e desconsiderados. Além disso, essa tendência de apagar conteúdos de streaming está repercutindo na indústria do entretenimento, levantando questões sobre o valor da arte e da criatividade em meio a uma cultura que parece desvalorizar o trabalho artístico.

