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10 razões para assistir Snowpiercer (Review)

Eu ia simplesmente escrever um review ao estilo clássico, mas devido ao fato de Snowpiercer estar completamente fora do radar da maioria, resolvi escrever no formato “10 motivos” assim você conhece um pouco do filme e tem vários pontos mostrando que vale dar uma chance para este sci-fi pós-apocalíptico ( que aliás é um daqueles que eventualmente renova nossa esperança no futuro).

Sua imaginativa premissa é executada de forma soberba

Já vimos muitas idéias sci-fi boas na tela grande nos últimos anos, mas poucas tão envolventes como as agrupadas em Snowpiercer. Baseado no romance francês de Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-marc Rochette, ambientado em um futuro próximo onde um dispositivo experimental mergulhou a Terra em uma nova era do gelo. O ultimo fragmento da humanidade existe a bordo do Snowpiercer, um trem enorme construído por um gênio bilionário. ( Não, não é Tony Stark).

Dentro do trem, um novo tipo de Guerra fria ocorre. Os ricos vivem bem e longe das classes mais baixas, que são forçados para os últimos vagões do trem e são mantidos lá por um brutal esquadrão privado de guardas. O diretor Bong Joon-ho, mais famoso no ocidente pelo seu filme, The Host ), traz o interior dos vagões a vida de forma brilhante.

A sensação de confinamento é forte no ar, e o diretor consegue um nível surpreendente de detalhes em seus sets, construídos no Cazaquistão.

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Chris Evans

Chris Evans esta no auge de sua carreira

Ele pode ser mais bem conhecido atualmente como o Capitão América, mas Chris Evans repetidamente provou seu valor como ator dramático em filmes como Snowpiercer que são perfeitos para mostrar o seu talento. Ele interpreta Curtis que se torna o relutante líder das classes baixas quando planos para uma revolução começam a surgir.

Onde a Marvel precisa que Evans se torne algo grandioso, Snowpiercer permite que o ator vá na direção oposta: o herói neste filme é quieto e contido, e muitos dos momentos que marcam o filme envolvem Evans observando os movimentos dos seus captores.

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Tilda Swinton

Tilda Swinton é igualmente ótima como uma das antagonistas

Tilda Swinton é um dos pontos altos de Snowpiercer. Ela interpreta a ministra Mason, de forma meio cartunesca, ela é a porta-voz da classe alta, e aparece de vez em quando para dar longos sermões ao proletariado, focando no lugar deles na ordem das coisas. A abordagem da atriz simplesmente funciona de forma surpreendente dentro do contexto do filme. Snowpiercer é extremamente violento e ríspido, então o humor serve para balancear as coisas.

Mas tenho que admitir que o resto do elenco também é extraordinário

Bong Joon-ho reuniu um excepcional elenco para Snowpiercer. John Hurt é perfeito como Gilliam, um líder entre a classe baixa, mas ele esta velho demais para liderar uma revolução . Temos ainda Jamie Bell como parceiro de Evans, além de outros nomes como Song Kang-ho e Go Ah-sung da Coréia do Sul, Octavia Spencer, Alison Pill e Ewen Bremner. Ed Harris também estrela o filme como o enigmático designer do trem, Wilford.

O público é tratado como um ser inteligente

Tendo estabelecido sua premissa com algumas tomadas e uma legenda ou outra, Snowpiercer nos joga direto no centro da sua estória, e deixa o público preencher as lacunas durante o filme. Em nenhum ponto o filme faz pausa para alguma exposição tediosa, o que é animador tendo em vista que este é um péssimo habito em qualquer tipo de filme.

O interessante desta abordagem que é compartilhamos do senso de descoberta a medida que os revolucionários de Curtis avançam pelos vagões do trem. Aprendemos com eles a cada vagão conquistado, descobrindo assim detalhes sobre o mundo de Snowpiercer.

E pensar que quase foi feita uma re-edição do filme com uma narrativa explicando detalhes e afins.

Concepção Artistica
Concepção Artistica

Visualmente o filme é incrível também

As influências de Bong Joon-ho são logo notadas no filme. As fantasias sombrias de Jean-Pierre Jeunet e Terry Gilliam claramente deixaram suas marcas e Snowpiercer contem a excentricidade e humor oblíquo dos autores. Mas também existem referencias a The Shining, O Encouraçado Potemkin e outros clássicos, temos até alguma influência de Bioshock. É rico espetáculo de idéias visuais, isto é certo, que parece novo e diferente de tudo que você já viu antes.

Não vou estragar contanto o que vem depois mas existe um contraste no filme que é simplesmente perfeito ao mostrar a realidade da humanidade no trem.

Somos apresentados a um thriller de ação

Snowpiercer é também um thriller de ação, trabalhando com espaços confinados Bong Joon-ho montou sequências de ação realmente interessantes e criativas à medida que os revolucionários entram em conflito com os passageiros mais abastados. A sensação de claustrofobia e brutalidade é transmitida com maestria.

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E você nem espera a próxima ação dela…

É engraçado e surpreendente

É refrescante encontrar um filme que é audacioso ao ridicularizar idéias políticas, ordem social religião e a natureza humana dentro de um Thriller deste tipo. A ideia central de que o motor do trem e seu operador se tornaram deificados e venerados pelos mais ricos é algo brilhante e que foi lidado de forma curiosa também, mas é algo que pode passar despercebido em meio à quantidade de detalhes e coisas acontecendo.

Você pode ver o filme várias vezes

É justamente esta riqueza de detalhes e a uma estória cheia de viradas que faz Snowpiercer não cansar mesmo assistindo umas três vezes…claro tenho que admitir que nem tudo no filme é difícil de adivinhar, mas alguns acontecimentos acabam mudando conceitos anteriores.

Snowpiercer é um mundo contido que como um dos personagens explica precisa ter um balanço perfeito, o que contribui para a construção de um universo contido que acaba oferecendo um detalhe extra ou outro cada vez que você assiste ao filme.

É provocativo e se mantém fiel a sua visão desoladora

Alguns filmes Sci-fi criam um mundo crível, apenas para jogar tudo fora em troca de alguma solução/evento/objeto genérico, já Snowpiercer continua a expandir e interrogar suas próprias idéias até o fim.

O filme começa como uma distopia sci-fi na tradição de romances como 1984, mas acaba expandindo além dos temas familiares como controle e opressão, para um território mais fundamental: a capacidade aparentemente inescapável que é a capacidade da humanidade em relação a violência, crueldade e egoísmo.

Bong Joon-ho nunca se afasta destes temas sombrios, e enquanto eles estão disfarçados na forma de uma sátira cômica ou ação frenética, você os vê até o fim do filme.

Snowpiercer acaba sendo um filme de ficção cientifica inesquecível.

1 comentários

Alberto N. novembro 13, 2014 at 14:10

Caraca, eu assisti o filme por acaso na semana passada e pensei o mesmo! Não esperava que ele fosse tão bom assim, realmente merece mais atenção no mercado!

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