Se você achava que adicionar Constantine a sua lista de séries causaria uma saturação em termos de séries de super-heróis então fique sossegado (a). A nova série da NBC não é nada parecida com outras adaptações desta temporada . Como tínhamos previsto ela segue mais a linha de Angel, e talvez Supernatural do que The Flash e Arrow, ou ainda Gotham.
Claro, ser diferente não quer dizer muito se a produção não tiver qualidade , e o episódio piloto de Constantine é simplesmente inconsistente demais. Mas ainda sim, apesar dos muitos problemas, existem bons pontos na série, como Matt Ryan interpretando o detetive das artes ocultas.

John Constantine – criado por Alan Moore, , Stephen R. Bissette e John Totleben – primeiro apareceu como “convidado” na “Saga do mostro do Pântano” antes de Moore e Bissete desenvolveram publicação dedica ao personagem. Hellblazer, um quadrinho da DC, seguia as aventuras do mágico de rua transformado em caçador de demônios e o mesmo conceito vale para a adaptação para a TV de Daniel Cerone com Mark Verheiden e David S. Goyer.
O anti-herói , em sua luta para redimir sua alma e de uma garota que ele perdeu anos atrás, ganha o apoio também de Harry Perrineau como Manny, um anjo que recruta Constantine para lutar na guerra santa, Charles Halford como Chas, o amigo mais antigo de Constantine, e Angélica Celaya como Zed, que é assombrada por visões. Estas visões irão levar o mestre das artes ocultas ao redor do país, para que eles possam mandar demônios e afins de volta para o inferno
É neste momento que você para e pensa…. “Esta é praticamente a premissa de Supernatural”….. quase, mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa.

Lucy Griffiths e o sempre ótimo Jeremy Davies também aparecem no piloto, que é dirigido por Neil Marshall de Game of Thrones, mas Lucy é a razão pela qual o episódio não funciona. Quase metade deste último é devotado ao personagem de Griffiths e a atriz simplesmente não consegue competir com o carisma de Matt Ryan ( Constantine), mas para ser justa ela não recebeu material suficiente para tornar isto uma luta justa. Ela é basicamente um objeto ( linda por sinal ) para despejar explicações e afins.
Entretanto criticar a atuação dela ou a caracterização a este ponto é sem sentido, porque as mentes criativas por trás de Constantine simplesmente retiraram Griffiths do restante da série. É um pequeno spoiler, mas nada que atrapalhe sua experiência geral ao assistir a série.







Preenchendo esta lacuna, temos Zed, que será o companheiro de Constantine em sua jornada, e é um personagem que vem direto do material fonte, o que pelo menos faz com que as explicações sejam entregues em forma de dialogo e não quase palestra. Ryan é maravilhoso no papel principal, acertando na dosagem de raiva, culpa e inteligência em sua atuação
É divertido assisti-lo, depois que você para de pensar em como Castiel de SPN se veste de forma parecida, e Ryan é um bom motivo para dar uma chance para esta série.

O piloto também fez um bom trabalho ao estabelecer a natureza episódica da série, seguindo o formato de vilão da semana, embora vou ser chata nesta ponto pois acho que o público em geral já cansou deste tipo de aventura ( eterno trauma de Smallville). Mas existe um arco principal que pode melhorar um pouco as aventuras semanais de Constantine.
Em geral vou afirmar que eles acertaram no tom da série, é uma atmosfera assustadora mas meio piegas, em um tipo de terror com pitadas de bom humor. O piloto de Constantine não é forte quando comparado a outras estréias mas existe um potencial oculto…. 😉 , pelo menos a série terá uma chance de se redimir com o pedido de episódios extras feito pela NBC.
Veredito: Redação GeekZilla recomenda…..por enquanto.

