O filme Dawn of The Planet of the Apes (Planeta dos Macacos, o amanhecer) do diretor Matt Reeves esta para estrear no mês que vem, a ultima iteração da franquia se passa dez anos depois do episodio de 2011, Rise of the Planet of The Apes, e como você pode imaginar muito ocorreu nesta década dentro do universo do filme.
Para preencher as lacunas deste periodo foi lançado um romance prelúdio, Dawn of The Planet of the Apes:Firestorm por Greg Keyes. Enquanto que a leitura rápida do livro lhe da uma ideia dos eventos entre os dois filmes e ate que não é ruim, não existe muito para recomendar como um livro independente dos filmes.
Pelo titulo, já vimos que o livro faz parte da campanha de marketing do filme. Apesar de Firestorm ser oficialmente um prelúdio de uma sequencia do filme original, o livro funciona como uma sequencia direta de Rise of The Planet of the Apes. A ação começa imediatamente depois do chipanzé super inteligente soltar seus irmãos macacos e o clímax na ponte Golden Gate. Com a fuga os macacos espalham um vírus, criado pelo homem, que causa um grande estrago na população humana, à medida que eles tentam alcançar sua liberdade, a civilização humana tem que lidar com esta praga.
Existe um numero grande de tramas ocorrendo simultaneamente, ate demais para ser honesto, e apenas duas destas são particularmente interessantes, Dreyfus um ex-chefe de policia concorrendo a prefeito de São Francisco é provavelmente a mais importante, já que ele tem um papel significante no filme que esta para sair.
Gary Oldman faz o papel de Dreyfus, mas o personagem é tão sem graça, se baseando puramente na ideia de pregar calma frente ao desastre que ele acaba sendo incrivelmente chato. O mesmo vale para Cesar do outro lado, Firestorm faz o melhor possível para tentar humanizar os macacos e torna-los personagens que inspiram simpatia, mas o seu líder tem uma cabeca que segue sempre o mesmo caminho.. Ele quer salvar seu povo, e apesar de ser um objetivo admirável, significa que cada cena com ele se desenvolve da mesma forma.
Existe um personagem entretanto que esta tanto do lado humano quanto dos macacos, que tem uma estória real, e desenvolvida ate certo ponto que você ira achar intrigante. Malakai é um mercenário trazido para ajudar a caçar os macacos devido a sua especialização na área. Com uma estória de fundo traumática e desenvolvida, pensamentos reais e emoções e uma personalidade que se desenvolve ao longo do livro, ele é o único humano com o qual você se identifica e que é mais que apenas uma coleção de detalhes.
Do lado dos macacos, você tem Koba, que também apareço bastante no filme que esta para ser lançado. Ele é essencialmente o segundo em comando de Cesar, e enquanto o seu líder tem um foco singular, Koba se torna um individuo com varias facetas, com emoções conflitantes que parecem reais, e mais uma mais é mais do que apenas uma representação vazia.
Logo de cara você pode dizer que Firestorm foi criado como algo rápido, uma conexão com o filme onde você não espera encontrar uma obra prima da literatura, e assim como os personagens o livro parece ter sido apressado. A escrita não é particularmente boa, existe pouca profundidade e o subtexto é inexistente. Mesmo no nível da montagem do livro em si, existe um número significante de erros de escrita, gramática e afins. Esta última parte não é culpa do escritor é claro.
Normalmente editoras costumam fazer uma revisão mas correndo contra o relógio para lançar o livro a tempo de criar a ligação com o filme o que parece ter prejudicado qualquer tentativa de revisão.
Firestorm é uma leitura rápida, e o time de livro que você pega para ler quando realmente não tem nada para fazer. Mas apesar de todos os problemas até que o livro diverte. O ritmo é rápido e você passa pela estória de forma rápida e sem parar em nenhum ponto por muito tempo.
De qualquer jeito se você tem interesse nos filmes a leitura vale a pena. Apesar de que muito do que esta no livro será coberto pelo próximo filme de uma forma ou de outra, o livro fornece uma visão adicional da personalidade dos sobreviventes e você tem uma visão mais ampla.

