A segunda temporada de Ahsoka promete levar a série para um território ainda mais profundo da mitologia de Star Wars. Depois de terminar seu primeiro ano deixando Ahsoka Tano e Sabine Wren presas em Peridea, enquanto o Grande Almirante Thrawn finalmente conseguia retornar à galáxia principal, a produção agora pretende explorar diretamente um dos conceitos mais misteriosos já apresentados na saga: os Deuses de Mortis.
Dave Filoni confirmou que essas entidades terão importância na nova temporada e indicou que a história não será apenas sobre descobrir quem — ou o que — está escondido em Peridea. A questão central parece ser outra: o que acontece quando um Jedi encontra uma força que pode oferecer um poder muito além daquele normalmente associado à Ordem Jedi?
Os Deuses de Mortis estão de volta
Os Deuses de Mortis surgiram originalmente em Star Wars: The Clone Wars, em um arco que colocou Anakin Skywalker, Obi-Wan Kenobi e Ahsoka diante de três seres intimamente ligados à própria natureza da Força.
O Pai representava o equilíbrio entre luz e escuridão. A Filha estava associada ao lado luminoso, enquanto o Filho representava o lado sombrio. Mais do que simples usuários extremamente poderosos da Força, os três funcionavam quase como manifestações vivas de seus diferentes aspectos.
Ahsoka recuperou essa mitologia nos momentos finais da primeira temporada. Em Peridea, Baylan Skoll aparece observando gigantescas estátuas do Pai e do Filho, enquanto a representação da Filha está destruída. Ao longe, alguma coisa parece chamar o antigo Jedi.
Não foi exatamente uma pista sutil.
Filoni agora confirmou que os Deuses de Mortis são, em suas palavras, “definitivamente uma coisa” na segunda temporada. O diretor e roteirista, no entanto, parece mais interessado nas consequências dessa descoberta do que simplesmente em trazer os personagens de The Clone Wars novamente para a tela.
O que um Jedi faria diante desse poder?
Segundo Filoni, parte da temporada gira em torno da dúvida sobre aquilo que existe em Peridea. Os personagens precisarão decidir se acreditam ou não no que estão encontrando e, principalmente, entender o perigo caso aquilo seja realmente verdadeiro.
É aí que a história começa a tocar em um dos temas mais recorrentes de Star Wars: poder.
Filoni explicou que a criação dos Deuses de Mortis por George Lucas sempre esteve ligada a ideias maiores do que simplesmente apresentar seres absurdamente poderosos. Para ele, existe uma discussão sobre o que alguém faz com o poder e como decide utilizá-lo.
Esse dilema se torna particularmente interessante quando colocado diante de um Jedi. A busca de Baylan em Peridea aparentemente não é movida pela ambição tradicional de Sith como Darth Sidious. Ele acredita que existe algo errado no ciclo interminável de Jedi, Sith, Império, República e guerra, e parece procurar uma maneira de quebrá-lo.
Se aquilo que o chama estiver realmente relacionado a Mortis, sua jornada pode colocar Ahsoka diante de uma pergunta complicada: impedir que alguém alcance esse poder é suficiente ou ela também precisará compreender aquilo que Baylan está procurando?
E onde entra Abeloth?
Naturalmente, a presença de Mortis reacendeu uma teoria que circula entre fãs desde o final da primeira temporada: Abeloth.
Conhecida como a Mãe em histórias do antigo Universo Expandido — atualmente classificado como Star Wars Legends — Abeloth possui ligações com a mitologia de Mortis, embora sua história nunca tenha sido incorporada integralmente ao cânone atual.
A combinação entre Peridea, as estátuas dos Deuses de Mortis e a misteriosa força percebida por Baylan tornou a personagem uma candidata bastante popular entre as teorias dos fãs. Até agora, porém, não existe confirmação de que Abeloth aparecerá em Ahsoka.
E talvez nem seja necessário.
Filoni pode utilizar elementos de Mortis para construir algo completamente novo, da mesma maneira que Star Wars frequentemente reaproveita conceitos de Legends sem reproduzi-los exatamente como eram nas histórias originais.
Ahsoka ainda precisa encontrar o caminho de volta
Toda essa mitologia acontece enquanto a situação política da galáxia piora rapidamente. Thrawn conseguiu retornar, as Grandes Mães de Dathomir estão ao seu lado e a Nova República continua sem compreender completamente a ameaça que está surgindo.
Ezra Bridger também conseguiu voltar para casa, enquanto Ahsoka e Sabine permaneceram em Peridea. A dupla precisará encontrar uma maneira de escapar do planeta, mas parece cada vez mais claro que simplesmente partir não será uma opção imediata.
Anakin Skywalker também continuará presente na história, agora como espírito da Força, abrindo espaço para que a relação entre mestre e aprendiz seja explorada depois da transformação vivida por Ahsoka na primeira temporada.
Filoni garante ainda que o público não precisará assistir previamente ao arco de Mortis em The Clone Wars para acompanhar os novos episódios. Ainda assim, para quem conhece aquelas histórias, as conexões certamente terão outro peso.
Depois de uma primeira temporada concentrada principalmente em reencontros, Thrawn e na busca por Ezra, Ahsoka parece pronta para entrar de cabeça no lado mais estranho, antigo e metafísico de Star Wars. E considerando que Mortis está envolvido, discutir quem possui o sabre de luz mais poderoso provavelmente será o menor dos problemas.
Ahsoka retorna para sua segunda temporada em 20 de janeiro</st



