- “É finalmente real”
- Benjamin Gates está de volta
- A fórmula que Hollywood praticamente abandonou
- Dois filmes e quase US$ 800 milhões
- O misterioso terceiro filme
- E o elenco original?
- Nicolas Cage já tinha praticamente enterrado National Treasure 3
- E existe uma questão delicada no roteiro
- Tem uma coisa que National Treasure 3 precisa responder
- A tentativa da Disney+ não substituiu os filmes
- Ainda não existe data de lançamento
- Desta vez, porém, parece diferente
Depois de quase duas décadas de promessas, rumores, roteiros abandonados e respostas que variavam entre “estamos trabalhando nisso” e “isso provavelmente nunca vai acontecer”, A Lenda do Tesouro Perdido 3 (National Treasure 3) finalmente parece ter saído do limbo de Hollywood.
Jon Turteltaub, diretor dos dois primeiros filmes da franquia, confirmou publicamente que o terceiro longa está em desenvolvimento e, mais importante, afirmou que Nicolas Cage está previsto para retornar como Benjamin Franklin Gates.
E desta vez existe algo que muda bastante o peso do anúncio: há um roteiro com o qual tanto o diretor quanto a Disney estão satisfeitos.
Para uma franquia que passou quase 20 anos presa na gaveta, isso já é praticamente encontrar o mapa do tesouro.
“É finalmente real”
A revelação aconteceu durante uma gravação ao vivo do podcast National Treasure Hunt, realizada no Philadelphia Visitor Center, na Filadélfia — uma escolha bastante apropriada considerando o papel gigantesco da cidade nos filmes.
Diante do público, Turteltaub resolveu finalmente falar sobre aquilo que os fãs perguntam há anos.
“Eu nunca disse nada antes, mas vocês merecem o furo. Finalmente é real. Agora, é ‘real de Hollywood’, o que significa que coisas podem acontecer.”
O próprio diretor fez questão de colocar um asterisco gigantesco na palavra “real”.
Segundo ele, Hollywood continua sendo Hollywood: projetos podem mudar, atrasar ou desaparecer mesmo depois de avanços significativos.
Mas a situação atual é muito diferente daqueles tradicionais comentários vagos de produtores dizendo que “adorariam fazer outro filme algum dia”.
Existe um roteiro. O diretor aprovou. A Disney aprovou a direção da história. E o plano é trazer de volta o máximo possível do elenco original.
Benjamin Gates está de volta
Naturalmente, não existe National Treasure sem Nicolas Cage correndo por prédios históricos enquanto explica alguma conspiração envolvendo os fundadores dos Estados Unidos.
Cage interpretou Benjamin Franklin Gates nos dois filmes originais, transformando o historiador e caçador de tesouros em um daqueles personagens perfeitamente adaptados à energia peculiar do ator.
O primeiro National Treasure, lançado em 2004, transformava a Declaração de Independência dos Estados Unidos em parte de um gigantesco quebra-cabeça histórico e colocava Gates na extraordinária situação de precisar roubar o documento para protegê-lo.
Era absurdo.
Era completamente improvável.
E funcionava maravilhosamente bem.
A fórmula que Hollywood praticamente abandonou
Talvez parte do carinho que National Treasure conquistou ao longo dos anos venha justamente do tipo de blockbuster que ele representa.
Não havia multiverso.
Não havia dezenas de filmes necessários para entender o próximo capítulo.
Não havia uma ameaça intergaláctica tentando destruir metade do universo.
Era Nicolas Cage encontrando pistas escondidas em documentos históricos enquanto corria atrás de um tesouro.
Os filmes misturavam aventura, história, conspiração, quebra-cabeças e comédia dentro de uma fórmula que lembrava um encontro entre Indiana Jones, O Código Da Vinci e um livro de teorias conspiratórias encontrado em algum canto obscuro da internet.
E talvez justamente por isso continuam extremamente divertidos.
Dois filmes e quase US$ 800 milhões
A Disney lançou o primeiro National Treasure em 2004, com Jon Turteltaub na direção e Jerry Bruckheimer na produção.
O sucesso levou rapidamente à continuação.
National Treasure: Book of Secrets chegou aos cinemas em 2007 e expandiu ainda mais a mitologia da família Gates, adicionando novos enigmas históricos e uma busca envolvendo o desaparecimento de uma antiga cidade de ouro.
Juntos, os dois filmes arrecadaram aproximadamente US$ 800 milhões mundialmente.
Considerando esses números, seria natural imaginar que um terceiro filme chegaria rapidamente.
Não chegou.
2008 passou.
2010 passou.
2015 passou.
2020 passou.
E National Treasure 3 lentamente ganhou um lugar naquela categoria especial de projetos que Hollywood promete tantas vezes que eventualmente ninguém mais acredita.
O misterioso terceiro filme
Durante anos surgiram atualizações ocasionais.
Jerry Bruckheimer confirmava que ideias estavam sendo desenvolvidas. Roteiristas eram associados ao projeto. Nicolas Cage era perguntado sobre uma possível continuação. A Disney dizia que a franquia não estava completamente morta.
Mas nunca existia aquele elemento fundamental:
um filme realmente caminhando para acontecer.
Chris Bremner, roteirista conhecido por trabalhos como Bad Boys for Life, acabou assumindo o desenvolvimento de uma versão do roteiro.
Agora Turteltaub revelou que existe finalmente uma história que conseguiu ultrapassar uma das maiores barreiras do projeto.
“Finalmente temos um roteiro do qual eu gosto.”
E, segundo o diretor, a Disney também considera que essa versão possui potencial para virar o terceiro filme.
E o elenco original?
A intenção é reconstruir, tanto quanto possível, o grupo responsável pelos filmes anteriores.
Turteltaub afirmou:
“Na medida em que conseguirmos, todo mundo está de volta.”
Além de Nicolas Cage, os filmes tiveram nomes como Diane Kruger, Justin Bartha, Jon Voight e Harvey Keitel entre seus personagens principais.
A eventual volta de Justin Bartha como Riley Poole seria particularmente importante.
Porque, sejamos sinceros: Benjamin Gates pode encontrar mapas secretos e decifrar enigmas impossíveis, mas alguém precisa estar ao lado dele explicando que invadir prédios federais provavelmente não é uma boa ideia.
Nicolas Cage já tinha praticamente enterrado National Treasure 3
A confirmação é ainda mais curiosa quando lembramos da posição de Nicolas Cage apenas alguns anos atrás.
Quando questionado sobre National Treasure 3, o ator não demonstrou exatamente muito entusiasmo.
“Não, não existe National Treasure 3. Se você quiser encontrar um tesouro, não procure na Disney, certo? Ele não está lá.”
Não era exatamente a resposta de alguém esperando receber um roteiro na semana seguinte.
Alguma coisa claramente mudou desde então.
Um novo roteiro, avanços internos na Disney e o envolvimento novamente de Turteltaub e Bruckheimer parecem ter colocado o projeto em uma situação muito mais concreta.
E existe uma questão delicada no roteiro
Turteltaub também indicou que desenvolver um novo National Treasure em 2026 apresenta um desafio que simplesmente não existia da mesma forma em 2004.
A franquia sempre trabalhou diretamente com símbolos políticos, documentos fundadores, presidentes, independência americana e acontecimentos históricos dos Estados Unidos.
Em um ambiente político muito mais polarizado, o diretor acredita que ignorar completamente esse contexto seria artificial.
Ao mesmo tempo, transformar National Treasure em um manifesto político seria provavelmente uma maneira extremamente eficiente de destruir justamente aquilo que torna a franquia divertida.
Turteltaub reconheceu esse equilíbrio.
“Precisamos tomar muito cuidado, mas não acho que podemos simplesmente ignorar isso. Acho que precisamos incluir essa ideia de alguma forma na história sem fazer alguém se sentir afastado.”
É provavelmente uma das partes mais difíceis do projeto.
National Treasure sempre utilizou a história americana como parque de diversões narrativo, não como debate partidário.
Manter esse equilíbrio será essencial.
Tem uma coisa que National Treasure 3 precisa responder
Evidentemente existe também aquele pequeno detalhe que os fãs esperam há quase 20 anos.
A página 47.
No final de Book of Secrets, o presidente dos Estados Unidos pede para Benjamin Gates analisar uma misteriosa informação localizada na página 47 do chamado Livro dos Segredos.
Gates posteriormente responde que aquilo é “transformador”.
E então…
Fim.
Os créditos sobem.
2007 acaba.
2008 chega.
Depois 2010.
2015.
2020.
2026.
E continuamos sem saber que diabos existe na página 47.
Se depois de quase duas décadas a Disney fizer National Treasure 3 e simplesmente fingir que essa cena nunca aconteceu, talvez Benjamin Gates precise roubar outra coisa da companhia.
A tentativa da Disney+ não substituiu os filmes
A Disney tentou manter a propriedade viva com National Treasure: Edge of History, série lançada no Disney+ em 2022.
Ela compartilhava o universo dos filmes e chegou a trazer algumas conexões com personagens conhecidos, mas não conseguiu reproduzir a mesma combinação que transformou os longas em favoritos do público.
A série acabou cancelada depois de apenas uma temporada.
Isso tornou ainda mais evidente uma coisa que provavelmente a Disney já deveria saber:
o público não queria simplesmente outra produção utilizando o nome National Treasure.
Queria Benjamin Gates.
Queria Riley.
Queria pistas impossíveis.
Queria documentos históricos escondendo mapas.
E queria Nicolas Cage explicando tudo isso com absoluta convicção.
Ainda não existe data de lançamento
Apesar do avanço importante, National Treasure 3 ainda não possui data oficial de estreia.
Também não foram divulgados cronograma de filmagens, início de produção ou detalhes concretos sobre o novo tesouro que Benjamin Gates pretende encontrar.
E vale lembrar o próprio aviso de Turteltaub: o projeto está “Hollywood real”.
Isso significa que está muito mais perto de acontecer do que esteve durante grande parte dos últimos 19 anos, mas ainda existe uma distância considerável entre um roteiro aprovado e Nicolas Cage aparecendo novamente nos cinemas segurando uma lanterna em alguma catacumba esquecida.
Desta vez, porém, parece diferente
Depois de tantos falsos começos, talvez seja razoável manter um pouco de cautela.
Mas existem diferenças importantes desta vez.
- Jon Turteltaub confirmou publicamente que o projeto está acontecendo.
- Existe um roteiro aprovado pelo diretor.
- A Disney demonstrou interesse concreto nessa versão.
- O plano é recuperar o máximo possível do elenco original.
- Nicolas Cage está novamente associado ao retorno de Benjamin Gates.
Isso ainda não significa que as câmeras começam a rodar amanhã.
Mas para uma franquia que passou quase 20 anos procurando o caminho para um terceiro filme, finalmente encontramos algo que parece muito com uma pista legítima.
E depois de todo esse tempo, existe apenas uma exigência realmente inegociável:
nos contem o que tem na página 47.

