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Ozzy Osbourne morre aos 76 anos: ícone do rock deixa legado eterno como o ‘Príncipe das Trevas’

O mundo do rock amanheceu mais silencioso nesta terça-feira com a notícia da morte de Ozzy Osbourne, aos 76 anos. O lendário vocalista do Black Sabbath faleceu em casa, cercado pela esposa Sharon e seus filhos, encerrando uma das jornadas mais controversas e icônicas da história da música.

Conhecido por sua voz inconfundível e comportamento imprevisível, Ozzy cimentou sua posição como um dos pilares do heavy metal desde os anos 70, marcando gerações com performances teatrais e histórias que beiram o mito. Sua última apresentação ao vivo aconteceu em 5 de julho, no Villa Park em Birmingham, reunindo a formação clássica do Black Sabbath em um emocionante adeus aos palcos.

“Ozzy Forever”: a despedida de um símbolo

Em nota oficial divulgada pela família, Sharon Osbourne declarou:

“É com mais tristeza do que palavras podem expressar que comunicamos o falecimento de nosso amado Ozzy. Ele partiu rodeado de amor e com a família ao seu lado.”

A notícia rapidamente mobilizou tributos de artistas, fãs e veículos de todo o mundo. A conta oficial do Black Sabbath publicou uma imagem de Ozzy em seu trono no palco com a legenda: “Ozzy Forever”. Elton John, Jason Momoa e David Coverdale foram alguns dos nomes que expressaram publicamente seu pesar.

https://youtu.be/DqYweKS2qHA

A lenda por trás do mito

John Michael Osbourne nasceu em Aston, Birmingham, e desde cedo mostrou aptidão para os palcos. Com a formação do Black Sabbath em 1968, ao lado de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, Ozzy se tornou sinônimo de um novo gênero musical que desafiava normas: o heavy metal. Canções como “Paranoid”, “Iron Man” e “War Pigs” se tornaram hinos de uma geração.

Ao longo das décadas, sua figura transcendeu os limites do palco. Em 1982, chocou o mundo ao morder a cabeça de um morcego durante um show — um momento que, para o bem ou para o mal, ajudaria a eternizá-lo como o “Príncipe das Trevas”. Outros episódios lendários, como o dia em que urinou no Alamo usando um vestido da esposa ou quando cheirou uma fileira de formigas com o Mötley Crüe, compuseram o folclore em torno de sua personalidade caótica e carismática.

Ozzy e a reinvenção no século XXI

Em 2001, Ozzy se reconectou com uma nova geração ao protagonizar o reality show The Osbournes, ao lado de Sharon, Jack e Kelly. O programa, exibido pela MTV, bateu recordes de audiência e consolidou a imagem do cantor como um anti-herói divertido, um pai amoroso e um sobrevivente dos excessos do rock.

Mesmo após revelar o diagnóstico de Parkinson em 2020, Ozzy continuou a se apresentar esporadicamente. Sua performance derradeira, acompanhada por homenagens e pedidos de casamento no palco, foi descrita como “o maior show de heavy metal de todos os tempos”.

Um adeus que reverbera

Além de seus feitos na música, Ozzy deixa um legado de humanidade por trás do personagem excêntrico. A luta contra a dependência química, a batalha pela saúde e o apoio incondicional da esposa Sharon moldaram uma história de resistência e redenção.

Durante sua última aparição pública, o vocalista se emocionou ao agradecer à esposa com as palavras: “Você salvou minha vida.”

Tributos continuam a surgir, e o impacto de sua obra dificilmente será superado. De batidas pesadas e solos estridentes a momentos televisivos icônicos, Ozzy Osbourne redefine o conceito de lenda — não apenas por seus excessos, mas pela autenticidade com que viveu.

O legado continua

Com mais de seis décadas dedicadas à música, Ozzy transformou o caos em arte, e a rebeldia em poesia amplificada. Mesmo com sua ausência física, seu espírito seguirá reverberando em cada acorde pesado, em cada fã que se emociona ao som de “Crazy Train” e em cada banda que ousa desafiar convenções.

Ozzy Osbourne morreu. Mas sua história está apenas começando a ser contada.