O revival mais celebrado da Marvel Animation quase foi ainda maior. X-Men ’97, que reacendeu a chama da série clássica dos anos 90 com força total, escondeu por pouco uma surpresa de peso: a introdução de Kitty Pryde, a Shadowcat, e o retorno triunfal de Colossus. Agora, graças ao showrunner original Beau DeMayo, sabemos como tudo quase aconteceu — e por que essa versão alternativa pode mudar a forma como enxergamos o futuro da série.
Um Final Que Nunca Foi Ao Ar
A primeira temporada de X-Men ’97 terminou com uma ruptura total no tempo e espaço: Ciclope e Jean Grey presos em 3960 d.C., enquanto Professor Xavier, Magneto, Fera, Vampira e Noturno foram arremessados ao Egito Antigo, por volta de 3.000 a.C. — terreno familiar para o vilão Apocalipse. Já Wolverine, Tempestade e Morph sumiram completamente.
No tempo presente da série — que ainda é a década de 1990 — restaram Forge, Bishop, Jubileu e Mancha Solar com a missão impossível de reunir os pedaços desse futuro fragmentado.
Mas a história quase seguiu outro rumo…
Kitty Pryde, Colossus e Lockheed Estavam Prontos Para Entrar
Em um final alternativo revelado por DeMayo, Forge não estaria sozinho nessa missão. Ele teria a ajuda de ninguém menos que Kitty Pryde, sua fiel companheira interdimensional Lockheed, e o titânico Colossus, de volta à ação.
O trio se uniria a Forge na construção de uma máquina do tempo, com o objetivo de resgatar os X-Men perdidos nas linhas do tempo — uma missão que ainda pode aparecer na segunda temporada. A presença dos três personagens não só traria reforços visuais e dramáticos ao time, mas também abriria espaço para confrontos inéditos e dinâmicas entre gerações.
Kitty Pryde: A Mutante Que Nunca Teve Sua Vez
Embora Colossus tenha feito algumas aparições pontuais na série original, Kitty Pryde nunca apareceu em X-Men: The Animated Series. Seu papel foi, na prática, substituído por Jubileu — escolha criativa que gerou debates entre fãs por décadas. A entrada de Shadowcat em X-Men ’97 não seria apenas fanservice: seria uma correção simbólica de uma ausência histórica.
Com a revelação do final alternativo, a expectativa por sua estreia canônica só aumenta.
Máquina do Tempo: O Recurso Que Pode Salvar Tudo
A ideia de uma máquina do tempo criada por Forge pode parecer ousada demais — mas no contexto da Marvel dos anos 90, soa como uma extensão natural da mitologia. Em vez de um artifício barato, o recurso pode se tornar o eixo central da próxima fase da série: a possibilidade de navegar entre eras, de colidir mutantes clássicos com futuros distópicos e civilizações antigas.
Se usada com inteligência, essa máquina pode fazer de X-Men ’97 o verdadeiro coração da cronologia mutante.
DeMayo Fora, Mas Suas Ideias Permanecem
Após ser desligado da produção por condutas supostamente impróprias, Beau DeMayo deixou a série — mas não sem antes plantar as sementes narrativas que devem florescer em 2026, sob nova liderança. Matthew Chauncey assume o posto de showrunner da segunda temporada, mas segundo fontes internas, muitas ideias de DeMayo foram preservadas.
Entre elas, possivelmente, a introdução adiada de Kitty e Colossus, e a missão temporal de resgate. A presença confirmada de Neve Campbell como Polaris na nova temporada reforça essa tendência de misturar o novo com o nostálgico.
X-Men ’97: Muito Mais Que Nostalgia
O sucesso da série não se deve apenas à memória afetiva. X-Men ’97 é um renascimento narrativo que honra a estética e o drama da série original, enquanto mergulha em conflitos mais densos, pessoais e filosóficos. As versões alternativas que vêm à tona apenas reforçam o potencial dessa nova fase.
Se Kitty e Colossus ainda encontrarem seu lugar na linha temporal — seja como aliados de Forge, viajantes temporais ou peças-chave no embate contra Apocalipse — a série pode atingir um novo patamar de profundidade e impacto.

