- A maré de lançamentos: da Going Merry ao circo do Buggy
- Going Merry – O coração flutuante dos Chapéus de Palha
- Arlong Park – Conflito em blocos
- Circo do Buggy – Caos em miniatura
- O charme das raízes: Windmill Village e Baratie
- BrickHeadz: porque até vilões precisam de cabeças quadradas
- Quando e quanto?
- LEGO finalmente percebeu o que o mundo já sabia
Esqueça os mil episódios. Esqueça a adaptação da Netflix. O verdadeiro símbolo da dominação cultural de One Piece chegou na forma mais inevitável possível: tijolinhos coloridos com preços nada infantis. Sim, LEGO finalmente dobrou o joelho diante de Monkey D. Luffy e sua trupe, lançando sua primeira coleção oficial inspirada em anime — e não foi com qualquer franquiazinha de segunda. Estamos falando de uma parceria que não só concretiza um sonho nerd, mas também reconfigura o mercado de colecionáveis geek em 2025.
Enquanto a segunda temporada live-action de One Piece só chega em 2026, o marketing da série já está de volta à ativa com força total. E agora com o peso de uma marca que, até ontem, só flertava com sagas familiares ou galáxias muito, muito distantes. A colaboração entre LEGO e One Piece não apenas acontece — ela estreia com sete conjuntos, uma mini coleção de cartazes “Procurado” e a promessa de reencenar alguns dos momentos mais icônicos da saga pirata. Se a gente já esperava um encontro épico, o que veio ultrapassou até a elasticidade do Luffy.
A maré de lançamentos: da Going Merry ao circo do Buggy
A linha inaugural da LEGO One Piece traz sete conjuntos principais:
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Going Merry – O Navio Pirata
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Batalha no Parque Arlong
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Tenda do Circo do Buggy
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Cabana da Vila do Moinho de Vento
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Restaurante Flutuante Baratie
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BrickHeadz Monkey D. Luffy
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BrickHeadz Buggy, o Palhaço










É um mix bem calculado entre nostalgia, ação e bizarrice. E, convenhamos, LEGO acertou ao evitar o óbvio: nada de “edição especial limitada dourada de Luffy com chapéu removível”. Aqui, a proposta é mergulhar fundo na narrativa — e montar, tijolo por tijolo, as fundações do universo que moldou uma geração.
Going Merry – O coração flutuante dos Chapéus de Palha
Com seus 1.376 blocos e cinco minifiguras (Luffy, Zoro, Nami, Usopp e Sanji), o conjunto da Going Merry é, sem surpresas, o carro-chefe. Mas o que impressiona mesmo é o cuidado: vela com o Jolly Roger estampado, compartimentos internos acessíveis, e detalhes que refletem não apenas o design, mas a alma da embarcação.

Preço? US$ 139,99. Dimensões? 34 cm de altura por 39 cm de comprimento. Valor sentimental? Imensurável — principalmente para quem viu essa embarcação dar seu último suspiro no anime.
Arlong Park – Conflito em blocos
Com 926 peças e cinco minifiguras (Luffy, Nami, Usopp, Arlong e Chu), o set de Arlong Park aposta na ação. Destaque para a estrutura do pagode que desaba (literalmente), área de prática de tiro ao alvo, e um pequeno trecho de floresta. Custa US$ 79,99 e já promete ser o preferido de quem quer um bom duelo de vilões.

A mensagem é clara: LEGO não está apenas replicando cenários, está reconstruindo a narrativa do anime com fidelidade e senso de espetáculo.
Circo do Buggy – Caos em miniatura
O palhaço mais imprevisível da Grand Line ganha um playground à sua altura: tanque de água, mesa giratória vertical, jaula suspensa e uma tenda reversível que dobra o espaço de brincadeira. São 573 peças e quatro minifiguras (Buggy, Luffy, Zoro e Nami), por US$ 54,99. Um mini-circo bizarro, como o personagem merece.




Ah, e sim: dá pra torturar minifiguras no tanque. LEGO entrou oficialmente no território do fandom pirata.
O charme das raízes: Windmill Village e Baratie
Se os sets anteriores entregam ação, os próximos apostam na emoção. A Cabana da Vila do Moinho de Vento (299 peças, US$ 34,99) é pura nostalgia: a loja da Makino, Luffy criança e o Shanks que mudou tudo. O telhado se abre, e lá dentro há tudo para reencenar a mordida proibida na fruta do diabo.




Já o Baratie (set ainda não detalhado neste release), deve vir pesado na estética náutica e no drama culinário — esperamos fogões em miniatura e um Sanji esnobe com suas panelinhas.
BrickHeadz: porque até vilões precisam de cabeças quadradas
Encerrando a coleção com um toque de humor, temos os dois BrickHeadz de Monkey D. Luffy e Buggy, o Palhaço. São estátuas em estilo chibi cabeçudo, mais decorativas do que funcionais, e claramente voltadas ao fã que já encheu a prateleira de Funkos, mas ainda tem espaço para algo… mais blocado.




Quando e quanto?
Todos os sets chegam oficialmente às prateleiras no dia 1º de agosto de 2025, com pré-venda já aberta. A boa notícia? Há opções para diferentes bolsos. A má notícia? Nenhum fã de verdade vai conseguir comprar só um.
LEGO finalmente percebeu o que o mundo já sabia
Mais do que produtos, essa coleção marca uma virada de chave. Pela primeira vez, a LEGO mergulha no território dos animes de forma oficial — e com uma escolha que não poderia ser mais certeira. One Piece representa tudo que a LEGO adora traduzir em tijolos: aventura, amizade, construção de legado (literal e figurativo). E mesmo com a barreira cultural entre Japão e Dinamarca, o encaixe foi perfeito.
No fim das contas, talvez o mundo não seja feito de blocos. Mas com essa coleção, dá pra pelo menos fingir que a Grand Line cabe na sua estante.

