O aclamado diretor Denis Villeneuve está finalmente compartilhando mais detalhes sobre o futuro de sua franquia Duna e revelando porque Duna: Parte Dois não terá uma continuação direta, ao contrário do que muitos imaginavam.
Em uma conversa recente com a Vanity Fair, Villeneuve foi questionado sobre o estágio em que se encontra o desenvolvimento do próximo filme da saga, que provavelmente será baseado no livro Messias de Duna, de Frank Herbert, publicado em 1969. Ele respondeu de forma bastante clara: “Primeiro, é importante que as pessoas entendam que, para mim, foi realmente um díptico.” Ele se refere às duas partes de Duna como uma unidade, explicando que o objetivo era adaptar completamente o primeiro livro de Herbert em dois filmes. “Era realmente um par de filmes que seriam a adaptação do primeiro livro. Isso está feito, e está concluído.”
se eu voltar para esse universo, será para fazer algo que tenha uma identidade própria
Villeneuve foi além, sugerindo que, se de fato houver um terceiro filme – o que ele confirmou estar em processo de escrita – ele não deve ser visto como uma parte de uma trilogia convencional. “É estranho dizer isso, mas se eu voltar para esse universo, será para fazer algo que tenha uma identidade própria, algo que se sinta diferente”, comentou. A distinção que ele faz é importante, pois não se trata simplesmente de continuar a história de onde o segundo filme parou, mas de criar algo com uma abordagem singular. Quando questionado sobre como ele lidaria com o salto temporal de doze anos entre os eventos de Duna: Parte Dois e Messias de Duna, Villeneuve respondeu de maneira confiante: “Esse é o meu problema. Eu sei como fazer isso.”
O primeiro filme de Duna, lançado em 2021, trouxe Timothée Chalamet no papel de Paul Atreides, acompanhado por um elenco de estrelas como Zendaya (Chani), Rebecca Ferguson (Lady Jessica), Josh Brolin (Gurney Halleck), Florence Pugh (Princesa Irulan), Dave Bautista (Rabban), Christopher Walken (Imperador Shaddam IV), Stellan Skarsgård (Barão Vladimir Harkonnen) e Javier Bardem (Stilgar). A recepção foi esmagadoramente positiva tanto por parte da crítica quanto do público, consolidando o filme como um sucesso. Logo, Villeneuve deu continuidade ao projeto com Duna: Parte Dois, lançada em fevereiro de 2024, que, junto com o primeiro filme, forma uma adaptação completa do icônico romance de Frank Herbert, publicado em 1965.
Villeneuve também falou recentemente sobre sua experiência com o lançamento de cada filme, especialmente em relação à recepção calorosa dos fãs após o sucesso de Duna: Parte Dois. Ele compartilhou o impacto emocional que sentiu ao finalmente ter contato direto com o público. “Foi muito emocionante porque a Parte Um foi lançada no fim da pandemia, então eu não tive a chance de estar em contato com a audiência”, explicou o diretor.
“Quando fizemos a turnê para a Parte Dois, e sentimos a alegria e o entusiasmo das pessoas pelo segundo filme, isso realmente tocou meu coração. Foi incrível ver o quanto as pessoas estavam esperando pelo filme e prontas para amá-lo.”
A paixão de Villeneuve pela franquia Duna é evidente, mas o diretor está determinado a não seguir o caminho tradicional de trilogias. Sua visão é mais ampla e profunda, focada na criação de um filme que, embora conectado ao universo já estabelecido, terá uma essência própria, algo que ressoe de maneira diferente. Essa abordagem pode ser vista como um reflexo do próprio conteúdo de Messias de Duna, que explora temas mais filosóficos e complexos, à medida que Paul Atreides enfrenta as consequências de suas ações e as pressões de ser um messias galáctico.
Enquanto o público aguarda ansiosamente mais detalhes sobre o terceiro filme, Villeneuve parece estar firmemente comprometido em entregar algo inovador e distinto, que não apenas continue a história, mas também desafie as expectativas e explore novas dimensões desse vasto e fascinante universo criado por Frank Herbert.



