Gina Carano, conhecida por interpretar Cara Dune em The Mandalorian, está entrando com um processo contra a Disney após ser demitida da série, alegando discriminação e rescisão injusta.
A notícia surgiu primeiramente pelo The Hollywood Reporter, que também divulgou o processo completo. O time legal de Carano protocolou a queixa no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, para o Distrito Central da Califórnia. Carano argumenta que foi afastada de seu papel por “ousar expressar suas próprias opiniões em redes sociais e outros meios”.
Today is an important day for me–I am filing a lawsuit against @lucasfilm & @Disney
After my 20 years of building a career from scratch, and during the regime of former Disney CEO Bob Chapek, Lucasfilm made this statement on Twitter, terminating me from The Mandalorian: “Gina…— Gina Carano 🕯 (@ginacarano) February 6, 2024
Além disso, a ex-lutadora de MMA compartilhou um comunicado no X/Twitter, revelando que Elon Musk está financiando sua causa. Isso vem da promessa anterior do empresário de apoiar legalmente usuários do X/Twitter que enfrentem discriminação no trabalho por conta de suas atividades na plataforma.
No comunicado, Carano lamenta que suas palavras tenham sido “incessantemente distorcidas para me demonizar e desumanizar como uma suposta extremista de direita. Foi uma campanha difamatória intimidadora com o objetivo de me calar, me desacreditar e me tornar um exemplo”. Ela também aponta a discrepância no tratamento, observando que seus “colegas masculinos puderam expressar suas opiniões sem assédio, cursos obrigatórios ou demissão, enquanto eu não tive o mesmo direito de exercer minha liberdade de expressão”.
Musk ecoou o apelo de Carano, encorajando qualquer pessoa interessada a se unir ao processo contra a Disney.
Carano foi dispensada pela Lucasfilm, subsidiária da Disney, em 2021, após uma série de polêmicas nas redes sociais. Uma das postagens que causou mais controvérsias foi uma no Instagram, agora removida, na qual comparava ser republicano nos dias atuais com ser judeu durante o Holocausto.
Outras publicações controversas incluíram sugestões de que a eleição presidencial dos EUA de 2020 foi fraudada e uma aparente zombaria da prática de incluir pronomes nas biografias de mídia social, onde Carano adicionou “boop/bop/beep” à sua própria. Em sua defesa, ela explicou que estava apenas “imitando os sons dos droides de Star Wars” e que isso “claramente foi uma resposta aos valentões online e de forma alguma visava desrespeitar pessoas transgênero”.
Com o aumento das críticas, a Disney exigiu que Carano se reunisse com representantes da Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação (GLAAD) e pediu que ela se desculpasse publicamente, algo que ela recusou.
O processo afirma que a Disney iniciou uma “campanha de difamação pós-demissão” contra ela.
Soluções de Carano podem não ser as melhores
Carano busca várias soluções no processo, incluindo sua reintegração para interpretar Cara Dune “sem perda de salário ou benefícios”, bem como compensações financeiras por salários atrasados e oportunidades futuras de emprego, incluindo seu papel prometido em Rangers of the New Republic.
O problema claro é que aquela velha ideia de que você está processando a empresa para a qual você quer trabalhar e o clima pode não ser dos melhores, outro ponto é que um estúdio precisa de licença criativa quanto o assunto são personagens e histórias.
Além disso um ator é um pacote completo, tanto no que tange ao seu talento, como forma de se portar fora das telas e o desgaste gerado pela situação pode ser demais para a Lucasfilm e acaba tirando a atenção de qualquer projeto do qual Gina faça parte.


