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Depois de décadas, cientistas conseguem Fusão Nuclear com resultado positivo

Físicos americanos conseguiram realizar um feito que o mundo vem buscando há mais de 60 anos: produzir mais energia a partir da fusão nuclear do que a necessária para criar a reação.

Chamada de “Santo Graal” da energia, a fusão tem o potencial de fornecer energia ilimitada e livre de carbono.

O marco  foi alcançado na National Ignition Facility (NIF) do Laboratório Nacional Lawrence Livermore na Califórnia em 5 de dezembro. Oficiais do Departamento de Energia dos EUA anunciaram a notícia hoje, chamando-a de “conquista histórica, a primeira de sua espécie”.

O avanço “sem dúvida vai provocar ainda mais descobertas”, disse a Secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, em uma declaração.

Avanço vai gerar mais descobertas

“Todo americano deve se orgulhar desta descoberta foi alcançada por nosso país”, disse Robin Langtry, CEO da Avalanche Energy, uma empresa de energia de fusão sediada em Seattle.

Durante décadas, os cientistas foram capazes de criar a fusão, uma reação em que os átomos se esmagam uns contra os outros a uma velocidade tremenda e se mantêm unidos. Esse ato de fundir os átomos libera energia, mas até agora tem exigido mais energia para criar a fusão do que produz. A equipe do NIF conseguiu o que é chamado de “quebra de energia científica”.

Mas afinal porque a fusão nuclear é tão importante?

A fusão nuclear é um processo feito pelo homem que replica a mesma energia que alimenta o sol. A fusão nuclear acontece quando dois ou mais átomos são fundidos em um maior, um processo que gera uma enorme quantidade de energia como calor.

Cientistas de todo o mundo estudam a fusão nuclear há décadas, esperando recriá-la com uma nova fonte que forneça energia sem limites e livre de carbono – sem os resíduos nucleares criados pelos atuais reatores nucleares.

Os projetos de fusão utilizam principalmente os elementos deutério e trítio – ambos são isótopos de hidrogênio.

O deutério de um copo de água, com um pouco de trítio adicionado, poderia alimentar uma casa durante um ano. O trítio é mais raro e mais desafiador de se obter, embora possa ser feito de forma sintética.

“Ao contrário do carvão, você só precisa de uma pequena quantidade de hidrogênio, e é a coisa mais abundante encontrada no universo”, disse Julio Friedmann, cientista chefe da Carbon Direct e ex-chefe da área de tecnologia energética da Lawrence Livermore.

“O hidrogênio é encontrado na água, portanto o material que gera esta energia é extremamente ilimitado e é limpo”.

O anúncio de hoje é um marco para ciência

Esta foi a primeira vez que os cientistas produziram isto com sucesso, em vez de quebrar o equilíbrio como os experimentos passados fizeram.

Embora haja muito mais passos até que isto possa ser comercialmente viável, é essencial que os cientistas mostrem que podem criar mais energia do que foi usada para iniciar o processo. Caso contrário, não faz muito sentido que ela seja desenvolvida.

“Isto é muito importante porque, de uma perspectiva energética, não pode ser uma fonte de energia se você não está conseguindo sair mais energia do que está colocando”, disse Friedmann .

“Os avanços anteriores foram importantes, mas não é a mesma coisa que gerar energia que poderia um dia ser usada em maior escala”.

Quais são os próximos passos? Os cientistas e especialistas agora precisam descobrir como produzir muito mais energia a partir da fusão nuclear em uma escala muito maior.

Ao mesmo tempo, eles precisam descobrir como eventualmente reduzir o custo da fusão nuclear para que ela possa ser utilizada comercialmente.

Os cientistas também precisarão colher a energia produzida pela fusão e transferi-la para a rede elétrica como eletricidade. Levará anos – e possivelmente décadas – até que a fusão possa produzir quantidades ilimitadas de energia limpa, e os cientistas estão em uma corrida contra o relógio para combater a mudança climática.

Ficção virando realidade

Por décadas vimos falas do tipo “Ativar reatores de fusão” em inúmeras produções sci-fi, filmes, livros e afins, mas até hoje isto parecia realmente algo só possível na ficção, apesar da pesquisas constante nos últimos 60 anos.

O que o NIF conseguiu pode ser o começo de um novo futuro para a humanidade, energia limpa renovável é a base para um futuro mais saudável para o nosso planeta e para a continuidade da nossa espécie.

É pessoal, a ciência de Stargate e séries afins está se tornando cada vez mais algo próximo da nossa realidade