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Review,Filme The Hunger Games ( Jogos Vorazes)

O Livro Hunger Games ( jogos vorazes ) escrito por Suzanne Collins não é particularmente bem escrito em alguns aspectos como mencionamos no review feito pelo GeekZilla, mas com certeza ele é cinemático, facilitando a transição para o cinema.

Collins pinta um mundo estranho, brutal e com alguns comentários sociais envoltos em uma história melodramática de amor junto com ação intensa por quase todo o livro.

Para a adaptação para o cinema o diretor Gary Ross criou uma memorável experiência que é realmente séria e não deixa a dever para o livro.

Mas ao invés de criar um filme utilizando os elementos blockbuster do romance o diretor preferiu uma abordagem que aproveita os elementos mais sombrios e sutis, onde o pouco é “muito”.

O filme continua preso aos elementos mais fracos do livro como o final que sai do clima do resto do filme e as leves críticas sociais, mas as performances são de primeira linha e a direção de Ross não deixa o filme perder o ritmo.

Sinopse para quem não leu os livros

Em um ponto não especificado do futuro os Estados Unidos foram reduzidos a 12 distritos comandados por uma capital.

Quando os distritos tentam se rebelar estes são esmagados pela Capital e como forma de punição eles forçados a todo ano enviar dois tributos, um garoto e uma garota com menos de 18 anos para lutar nos Hunger Games . A luta entre os 24 tributos é até a morte sobrando apenas um no final.

Os jogos são televisionados como forma de entretenimento para a Capital e um lembrete cruel para os distritos. Quando a menina Primrose Everdeen de 11 anos é selecionada como tributo do distrito 12 a sua irmã protetora Katniss se apresenta como voluntária.

A partir dai as coisas se tornam confusas para Katniss, se um lado o incrível mundo da Capital com todo o seu glamour e de outro o terrível mundos dos jogos com toda a sua crueldade.

O Filme

Trailer

Ross rapidamente estabelece o tom do filme ao explicar o mundo e os jogos, em seguida mostrando um pouco da vida de Katniss, em especial ela tomando conta da sua irmã Primrose. Nesta parte temos muito pouco dialogo ou mesmo música.

Mas ai que esta o charme do filme, The Hunger Games vive nos pequenos momentos como Katniss com sua irmã, Peeta tentando ganhar os cidadãos da Capital mesmo antes dele sair do trem .

Esta sutileza torna ainda mais eficaz o choque da chegada a capital, ao invés de começar o filme a todo vapor a abordagem do diretor faz com que você realmente se importe com os personagens.

Comparando com o seriado Falling Skies onde os escritores tentaram forçar uma simpatia imediata com o grupo de sobreviventes de uma invasão Alien eu diria que o diretor acertou em cheio com o ritmo desta parte do filme.

Uma vez que a estória chega a capital fica claro que o pessoal do departamente de maquiagem e guarda-roupa teve o seu dia de glória e fizeram o máximo para estar a altura das descrições do livro.

O filme não tenta mostrar tanto um possível futuro mas sim demonstrar simbolicamente a forma como os cidadãos da capital se tornaram quase não-humanos ao sentir excitação ao invés de repulsa ao assistir crianças se matando na TV.

As primeiras aparições de membros da capital como o senhor dos jogos, Seneca Crane com sua barba peculiar por assim dizer, ou o host do show Caesar Flickerman com o seu cabelo azul, conseguem arrancar algumas risadas da platéia e apesar do diretor Ross não ter cortado o humor ele também não transformou este aspecto dos personagens em um escape cômico.

E isto é mais que bem vindo depois de filmes como Transformers e suas piadas e cenas infames.

The Hunger Games é um filme que realmente é divertido, mas que constantemente luta contra os seus próprios aspectos sensacionais para evitar minar a estória central do filme. A intenção nunca é fazer o público admirar a moda e extravagância de quem vive na capital. Estes são apenas tolos que perderam o seu contato com a humanidade e parecem quase deformados como resultado disto.

E novamente são nas sutilezas que o filme se sobressai, com o desdém pelo sensacional sendo levado aos jogos, Ross consegue transformar a censura leve do filme em vantagem. O livro de Collin abusa e se apóia na violência para criar o clima e manter o leitor atento, mas o filme vai à direção oposta.

Antes de ver o filme era justamente este o meu medo, que a censura leve iria estragar a parte violenta do filme, mas a abordagem do diretor torna a matança ainda mais brutal quando vemos algum espirro de sangue ou o som de um corpo caindo.

Desta forma você tem a sensação de perigo que o livro passa, você percebe que vidas estão em jogo (literalmente) e o que esta acontecendo é para valer, eles estão presos em um pesadelo onde seus oponentes podem estar atrás de cada árvore ou arbusto.

A atmosfera também é intensifica pelas tremendas atuações do elenco inteiro, e os fans do livro irão ficar satisfeitos com a escolha de cada ator/atriz.

Jeniffer Lawrence sabe como mostrar tanto o lado duro e sombrio de Katniss quando o seu lado vulnerável e a sua compaixão. Os demais atores também brilham em seus momentos. Hutcherson consegue proporcionar a audiência uma conexão emocional quando Katniss esta ocupada sendo distante e desligada das pessoas.

Estes dois por sinal têm uma forte química, mas um dos pontos que quebram o ritmo do filme é a decisão de manter os seus personagens separados por tanto tempo.

Ross conseguiu virar alguns dos pontos fracos do romance a seu favor, mas a devoção aos principais pontos do livro faz com que o filme acabe compartilhando também as fraquezas do livro.

Fraquezas estas que começam a se tornarem forçadas perto do final do filme quando se tenta forçar um relacionamento muito adiado e chega a um final anticlimático que serve de base para a seqüência, alguns podem pensar que a conclusão foi fraca mas eu diria que foi sutil como o resto do filme, em tempos de filmes mastigados é bom ter algo que não insulta a inteligência da audiência e deixa pontas de dúvida sobre o destino dos personagens.

Hunger Games também nunca força os seus temas além da mera observação. Apesar do livro ter encontrado um grande público, ele sempre foi direcionado para jovens, então o comentário social irá parecer algo novo apenas para quem nunca considerou o uso do entretenimento como uma distração protetora das penosas dificuldades dos menos privilegiados.

É a versão leve de futuros distopicos como os de Brave New World, 1984 ou Fahrenheit 451. O filme neste ponto simplesmente faz os adultos darem de ombros pela superficialidade do tema, poderia ser veículo efetivo para fazer adolescentes pensarem na questão, embora pelas reações da plateia jovem do cinema e comentários pós-filme posso dizer que boa parte do público jovem sequer percebeu a critica social do filme.

Para finalizar em termos de nota, de zero a 10 The Hunger Games fica com 8,5 e entra na nossa lista de recomendações, tanto para fans quanto para quem esta conhecendo este universo pela primeira vez.

O Livro Hunger Games ( jogos vorazes ) escrito por  Suzanne Collins não é particularmente bem escrito em alguns aspectos como mencionamos no review feito pelo GeekZilla, mas com certeza ele é cinemático, facilitando a transição para o cinema.
Collins pinta um mundo estranho, brutal e com alguns comentários sociais envoltos em uma história melodramática de amor junto com ação intensa por quase todo o livro.
Para a adaptação para o cinema o diretor Gary Ross criou uma memorável experiência que é realmente séria e não deixa a dever para o livro.
Mas ao invés de criar um filme utilizando os elementos blockbuster do romance o diretor preferiu uma abordagem que aproveita os elementos mais sombrios e sutis, onde o pouco é “muito”.
O filme continua preso aos elementos mais fracos do livro como o final que sai do clima do resto do filme e as leves críticas sociais, mas as performances são de primeira linha e a direção de Ross não deixa o filme perder o ritmo.
Sinopse para quem não leu os livros
Em um ponto não especificado do futuro os Estados Unidos foram reduzidos a 12 distritos comandados por uma capital.
Quando os distritos tentam se rebelar estes são esmagados pela Capital e como forma de punição eles forçados a todo ano enviar dois tributos, um garoto e uma garota com menos de 18 anos para lutar nos Hunger Games . A luta entre os 24 tributos é até a morte sobrando apenas um no final.
Os jogos são televisionados como forma de entretenimento para a Capital e um lembrete cruel para os distritos. Quando a menina Primrose Everdeen de 11 anos é selecionada como tributo do distrito 12 a sua irmã protetora Katniss se apresenta como voluntária.
A partir dai as coisas se tornam confusas para Katniss, se um lado o incrível mundo da Capital com todo o seu glamour e de outro o terrível mundos dos jogos com toda a sua crueldade.
Ross rapidamente estabelece o tom do filme ao explicar o mundo e os jogos, em seguida mostrando um pouco da vida de Katniss, em especial ela tomando conta da sua irmã Primrose. Nesta parte temos muito pouco dialogo ou mesmo música.
Mas ai que esta o charme do filme, The Hunger Games vive nos pequenos momentos como Katniss com sua irmã, Peeta tentando ganhar os cidadãos da Capital mesmo antes dele sair do trem .Esta sutileza torna ainda mais eficaz o choque da chegada a capital, ao invés de começar o filme a todo vapor a abordagem do diretor faz com que você realmente se importe com os personagens.
Comparando com o seriado Falling Skies onde os escritores tentaram forçar uma simpatia imediata com o grupo de sobreviventes de uma invasão Alien eu diria que o diretor acertou em cheio com o ritmo desta parte do filme.
Uma vez que a estória chega a capital fica claro que o pessoal do departamente de maquiagem e guarda-roupa teve o seu dia de glória e fizeram o máximo para estar a altura das descrições do livro.
O filme não tenta mostrar tanto um possível futuro mas sim demonstrar simbolicamente a forma como os cidadãos da capital se tornaram quase não-humanos ao sentir excitação ao invés de repulsa ao assistir crianças se matando na TV.
As primeiras aparições de membros da capital como o senhor dos jogos, Seneca Crane com sua barba peculiar por assim dizer, ou o host do show Caesar Flickerman com o seu cabelo azul, conseguem arrancar algumas risadas da platéia e apesar do diretor Ross não ter cortado o humor ele também não transformou este aspecto dos personagens em um escape cômico.
E isto é mais que bem vindo depois de filmes como Transformers e suas piadas e cenas infames.
The Hunger Games é um filme que realmente é divertido, mas que constantemente luta contra os seus próprios aspectos sensacionais para evitar minar a estória central do filme. A intenção nunca é fazer o público admirar a moda e extravagância de quem vive na capital. Estes são apenas tolos que perderam o seu contato com a humanidade e parecem quase deformados como resultado disto.
E novamente são nas sutilezas que o filme se sobressai, com o desdém pelo sensacional sendo levado aos jogos, Ross consegue transformar a censura leve do filme em vantagem. O livro de Collin abusa e se apóia na violência para criar o clima e manter o leitor atento, mas o filme vai à direção oposta.
Antes de ver o filme era justamente este o meu medo, que a censura leve iria estragar a parte violenta do filme, mas a abordagem do diretor torna a matança ainda mais brutal quando vemos algum espirro de sangue ou o som de um corpo caindo.
Desta forma você tem a sensação de perigo que o livro passa, você percebe que vidas estão em jogo (literalmente) e o que esta acontecendo é para valer, eles estão presos em um pesadelo onde seus oponentes podem estar atrás de cada árvore ou arbusto.

A atmosfera também é intensifica pelas tremendas atuações do elenco inteiro, e os fans do livro irão ficar satisfeitos com a escolha de cada ator/atriz.
Jeniffer Lawrence sabe como mostrar tanto o lado duro e sombrio de Katniss quando o seu lado vulnerável e a sua compaixão. Os demais atores também brilham em seus momentos.  Hutcherson consegue proporcionar a audiência uma conexão emocional quando Katniss esta ocupada sendo distante e desligada das pessoas.
Estes dois por sinal têm uma forte química, mas um dos pontos que quebram o ritmo do filme é a decisão de manter os seus personagens separados por tanto tempo. Ross conseguiu virar alguns dos pontos fracos do romance ao seu favor, mas a devoção aos principais pontos do livro faz com que o filme acaba compartilhando as fraquezas do livro.
Fraquezas estas que começam a se tornarem forçadas perto do final do filme quando se tenta forçar um relacionamento muito adiado e chega a um final anticlimático que serve de base para a seqüência, mas não fornece uma forte conclusão para o filme, o que pode decepcionar um pouco quem não leu os livros.
Hunger Games também nunca força os seus temas além da mera observação. Apesar do livro tem encontrado um grande público, ele sempre foi direcionado para jovens, então o comentário social irá parecer algo novo apenas para quem nunca considerou o uso do entretenimento como uma distração protetora das penosas dificuldades dos menos privilegiados.
É a versão leve de futuros distopicos como os de Brave New World, 1984 ou Fahrenheit 451. O filme neste ponto simplesmente faz os adultos darem de ombros pela superficialidade do tema, mas é um veículo efetivo para fazer adolescentes pensarem na questão.
The highly-anticipated adaptation of Suzanne Collins’ best-selling novel can be a bit slavish and shallow at times, but it’s a remarkable adaptation by delivering passion and drama without the bombast of a traditional blockbuster.  Gary Ross’ The Hunger Games spurns the gaudy and perverse desires of those who mindlessly crave entertainment, and instead offers something quietly captivating and thoughtfully crafted.