Os Pilares da Criação têm sido um espetáculo entre os aficionados do espaço desde que o Telescópio Espacial Hubble captou pela primeira vez uma foto da poeira cósmica há quase 30 anos.
Para quem não conhece, os Pilares da Criação, são aglomerados de poeira e gás com tamanho interestelar na nebulosa da Águia, situado a cerca de 6.500-7.000 anos-luz da Terra. O nome, “pilares” é sugestivo ao formato do lugar, e a parte “Criação” originou-se devido ao local ser um enorme berço de estrelas. Sua primeira imagem, datada em 1 de abril de 1995, foi tirada pelo telescópio espacial Hubble.
Agora que o Telescópio Espacial Webb tem estado em ação nos últimos meses, o sucessor do Hubble captou seu primeiro olhar sobre a nebulosa – e é algo impressionante. Veja a imagem nova e o comparativo abaixo:

This is what you’ve waited for.
Journey with us through Webb’s breathtaking view of the Pillars of Creation, where scores of newly formed stars glisten like dewdrops among floating, translucent columns of gas and dust: https://t.co/5ea1kCzU5x
Here’s your guided tour ⬇️ pic.twitter.com/jFiDDrMUPl
— NASA Webb Telescope (@NASAWebb) October 19, 2022
Provável destruição
A notícia triste é que a NASA afirma que os pilares não existem mais. Estamos basicamente vendo o passado, por conta da velocidade da luz. Imagens mais recentes tiradas com o telescópio espacial Spitzer mostraram uma nuvem quente em torno dos pilares da criação. O que foi o bastante para especialistas suporem que se trata de uma onda de choque gerada por uma supernova.
O formato da nuvem, sugere que a supernova explodiu há cerca de 6.000 anos e devastou as três colunas. Considerando a distância de 7.000 anos luz da terra, dentro de 1.000 anos a explosão será visível aqui na Terra. Há ainda outra teoria defendida por outros astrônomos, que argumentam que esta nuvem quente nada mais é do que uma emissão de radio e raio-x maior do que esperado para a supernova, e que a poeira poderia ter sido aquecida pelo vento estelar. Se este for o caso, os pilares da criação vão sofrer uma erosão mais gradual.
De qualquer forma, ainda poderemos ver o “Passado” por um bom tempo ainda.

