Já faz algum tempo que a Microsoft integrou o Windows Defender ao Windows, mas recentemente a empresa da Redmond lançou um patch para uma vulnerabilidade no software que passou despercebida por 12 anos. O bug foi primeiro avistado por pesquisadores de segurança no meio do ano passado, por sorte (teoricamente) nenhum indivíduo mal intencionado descobriu o bug durante esta última década.
Os pesquisadores da empresa da segurança SentinelOne descobriram a falha em um driver que o Windows Defender, agora conhecido como Microsoft Defender, usava para deletar arquivos invasivos e a infraestrutura criada por malware. Quando este driver em particular removia arquivos maliciosos, estes eram substituídos por um arquivo vazio durante o reparo. Os pesquisadores descobriram que o sistema não verificava o novo arquivo criado.
E já que o arquivo não era verificado, o invasor do sistema, poderia inserir links de forma estratégica para o sistema sobrescrever o arquivo errado ou rodar código malicioso. O sistema de proteção da Microsoft poderia ter sido usada de várias maneiras por um alguém tentando ganhar acesso ao Windows. Um exemplo é que um cracker poderia explorar esta falha para deletar software ou dados, ou ainda fazer com que o driver rodasse um backdoor para assim dominar o sistema.
Um dos pesquisadores da SentinelOne disse que o bug permitia escalação de privilégio, isto significa que um software rodando sem privilégios de administrador, poderia aumentar seu acesso para o nível de admin e comprometer o sistema. O bug foi informado a Microsoft em novembro de 2020 e o patch foi lançada na terça-feira passada.
A Microsoft considerou a vulnerabilidade de “alto risco”, entretanto esta poderia apenas ser explorada se o invasor tivesse acesso prévio ao sistema de forma remota ou então fisicamente.


