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Stargirl, nova série da DC supera expectativas e foge do padrão Arrow-verse

Quando ouvimos falar pela primeira vez da série StarGirl, quase dispensamos logo de cara por ser mais uma série da CW, mas esta produção já começou com um grande diferencial, Geoff Johns, o criador da personagem, Courtney Whitmore (Stargirl) é um dos roteiristas, e a origem da StarGirl é algo muito pessoal para Johns, ele a modelou com base na sua irmã mais nova que morreu no desastre do voo 800 da TWA em 1995. A personagem foi criada como um sinal de positividade em tempos sombrios. De acordo com o autor, “É o seu espírito e e energia otimistas que eu queria colocar de volta no mundo”.

Fazendo jus as suas intenções, Stargirl, que Johns desenvolveu em parceria com o arquiteto do Arrow-Verse Greg Berlanti – é uma das séries tranquilas e prazerosas de se assistir em termos do que já foi feito pela DC na TV, a fotografia e estilo da série, aliado ao clima de cidade pequena, traz um tom que lembra Super 8, ou aqueles filmes dos anos 80 que tanto amamos, algo no melhor estilo da Amblin Entertainment.

A princípio é a fuga perfeita do clima de mesmice e falta de esperança que as vezes permeia o arrow-verse, com sua fórmula mais do que batida e cansativa do vilão da semana ou sofrimento eterno dos heróis.

Quanto a série em si, já começamos com um elenco que parece perfeito, Brec Bassinger é Courtney Whitmore, uma estudante que tem que se mudar da Califórnia para a pequena cidade de Blue Valley, Nebraska. Courtney tem dificuldades para se conectar com o seu padrasto, Pat Dugan (o sempre ótimo Luke Wilson), até que ela descobre que Pat era o “Stripesy”, parceiro do super-herói StarMan , da Sociedade da Justiça da América (Joel McHale), vamos parar por aqui para não revelar spoilers, assim vocês podem curtir a série e a história de origem da Stargirl.

E falando em história, apesar de tudo, a série não está exatamente quebrando o padrão, os vilões já foram introduzidos e não estão lá muito longe do que vimos nas outras séries da CW, com a diferença que eles parecem ter família e serem cidadãos quase comuns de Blue Valley, existe também a história da adolescente que tem que mudar para uma cidade pequena e se adaptar, algo que já é tão antigo quanto a inspiração anos 80 da série.

De qualquer forma a atuação de Luke Wilson e Brec Bassinger dão vida a série, apesar da pouca experiência a atriz forma uma dupla perfeita com o ator que parece ter sido feito para o papel de pai atrapalhado, ainda pode ser um pouco cedo para dizer que a série realmente irá fugir da sina do arrow-verse, mas visualmente e em termos de potencial, se eles evitarem o vilão descartável da semana e todo o drama desnecessária das séries de heróis da CW, temos aqui uma série com tudo para se destacar.

Geoff Johns atuando diretamente no projeto é outra garantia de qualidade, desde que ele tenha a liberdade de realmente trazer a personagem dos quadrinhos para as telas de acordo com a sua visão e a mensagem que a personagem deve levar ao mundo.

No geral, vale ficar de olho na série, como falamos, visualmente é um prato cheio e até os efeitos parecem diferentes do que estamos acostumados em termos de CW, definitivamente recomendados que vocês deem uma chance para Stargirl!