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Voyager 2 alcança espaço interestelar depois de 40 anos

Pela segunda vez na história uma objeto feito pela humanidade alcançou o espaço entre as estrelas. A sonda Voyager 2 da NASA, conseguiu sair da heliosfera – a bolha de partículas protetoras e campos magnéticos criados pelo sol.

A Voyager 2 foi lançada em 1977, 16 dias antes da Voyager 1, ambas viajaram bem além dos seus destinos originais, sendo que as espaçonaves foram construídas para durarem 5 anos e conduzir estudos de Júpiter e Saturno, entretanto a medida que a missão continuou, passagens adicionais por Urano e Netuno provaram que era possível estender o uso das sondas Voyager.

A medida que as espaçonaves cruzavam o sistema solar, novo código foi enviado para a Voyager 1 e 2 para aumentar a sua capacidade de operação. A missão que seria a pesquisa de dois planetas, acabou aumenta para 4 e a sua vida útil de 5 anos foi esticada para 41 anos, fazendo da Voyager 2 a missão mais longa da NASA.

Comparando dados de diferentes instrumentos a bordo da Voyager, os engenheiros da NASA determinaram que a sonda cruzou a borda da heliosfera em 5 de novembro. Este limite, chamado de heliopausa é onde o tênue e quente vento solar encontra o frio e denso meio interestelar. A sua gêmea, Voyager 1, cruzou este limite em 2012, mas a Voyager 2 possui um instrumento ainda funcional que irá fornecer observações únicas em relação a esta passagem ao espaço interestelar.

A Voyager 2 está agora a mais de 18 bilhões de quilômetros da Terra, controladores da missão ainda podem se comunicar com a sonda, a medida que ela entra esta nova fase da sua jornada, mas a informação, se movendo na velocidade da luz – demora 16.5 horas para viajar da Voyager até a Terra. Para efeitos de comparação, a luz viajando a partir do Sol demora 8 minutos para alcançar a Terra.