Muitos reclamaram quando a animação Star Wars: The Clone Wars foi cancelada. Apenas para perceber que nem tudo estava perdido, pois Star Wars:Rebels, do mesmo criador de Clone Wars, Dave Filoni estava a altura da última.
Entretanto, não podemos dizer que Rebels é uma substituta direta de Clone Wars, que era mais uma série antológica com diferentes personagens, tendo destaque a cada semana. Já Rebels é algo no estilo Firefly (Joss Whedon), algo mais focado em um grupo de personagens.
Neste caso, o grupo é a tripulação da nave Ghost, o ex-jedi Kanan Jarrus((Freddy Prinze Jr), o orfão sensível a Força Ezra Bridger (Taylor Gray), a piloto Twi’lek Hera Syndulla (Vanessa Marshall), o peso pesado Zeb Orrelios (Steve Blum) e a artista com armadura mandaloriana Sabine Wren (Tiya Sircar) e, é claro, o sempre pirado droid Chopper.

Do lado antagonista, temos o agente imperial Kallus e o inquisitor, subordinado à Darth Vader, que o enviou para caçar os rebeldes.
Inialmente a série decepciona em alguns pontos, talvez por seguir um estilo meio Disney. Os primeiros episódios são isolados e centrados em Ezra e Zeb fazendo graçinhas com um Tie-Fighter e vários stormtroopers que acabam se dando mal no meio da brincadeira. Tudo sem muita conexão ao universo maior de Star Wars, salvo por uma aparição em forma de holograma de, ninguém menos, que Obi-Wan Kenobi, avisando para todos os Jedis ficarem longe de Coruscant.
Mas por outro lado isto é bom. Aqui temos uma chance de conhecer os personagens e também de nos divertirmos um pouco antes das coisas ficarem sérias.
É então que surge o episódio “Ascensão dos velhos mestres”. A primeira aparição do Inquisitor onde tudo muda.

Mesmo em seus pontos baixos, a saga Star Wars consistentemente nos deu vilões memoráveis e interessantes. Aqui, o Inquisitor não é exceção, ele é articulado, carismático e mortal. Sempre que este servo de Darth Vader está envolvido em alguma parte da trama, você tem uma sensação de perigo e sabe que os seus personagens favoritos não estão seguros.
Agora que cada lado está estabelecido a série pode aproveitar um pouco mais do material fonte, trazendo alguns personagens favoritos de volta as telas como o Grand Moff Tarkin e Lando Calrissian. Rebels pode ser algo para preencher a lacuna entre dois filmes, mas você nunca tem a impressão que é apenas isto. A série funciona sem precisar de apoio. Temos aqui algo independente e isto é o mais importante.
Outro ponto igualmente importante é que Rebels não tem medo de arriscar. Especialmente no final da temporada “Fogo pela Gálaxia”, no qual personagens principais parecem não estar seguros em várias ocasiões. E a série explora pontos que você não esperaria que uma animação da Disney, dentro do universo de Star Wars, explorasse.
Ainda existe muito a ser melhorado. Alguns personagens não recebem toda a atenção que merecem e para quem não leu Star Wars: Um Novo Amanhecer fica difícil entender Kanan por exemplo. Mas aos poucos a série têm explorado o seu passado e motivações.
Outra personagem que ainda é um mistério é Sabine com sua armadura mandaloriana que é um traje que certamente tem uma história interessante, mas vamos dar tempo ao tempo. A tendência, pelo que vimos até agora, é a série melhorar e com várias surpresas pelo caminho que irão agradar os fãs dos filmes originais e da série Clone Wars, parece que Dave Filoni acertou novamente.
Veredito: Altamente recomendada.

