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Star Wars: Heir to the Jedi, Review

Heir to the Jedi ( Herdeiro dos Jedi) é ambientado entre os eventos de  Uma Nova Esperança e O Império Contra-Ataca, explorando as aventuras de Luke Skywalker no que é considerada uma fase de transição vital para o personagem, de fazendeiro ao herói que salvou a galáxia da destruição causada pela Estrela da Morte, de uma simples rotina coletando umidade a vida de aprendiz Jedi e de menino para homem.

A medida que Luke trabalha para fortalecer a sua conexão com a força, ele passa por momentos de dúvida, triunfos e tragédias na sua vida diária, assim como nós passamos, demora para você se acostumar a este aspecto de Luke a princípio, o herói do universo de Star Wars, em uma  condição que parece ser retrógada mesmo após a batalha de Yavin.

O que o autor constrói neste romance é uma estória que é bem pessoal para Luke. Eu acredito que foi ousado para um autor em seu primeiro romance relacionado a Star Wars a focar em uma estória menor, movida pelos seus personagens ao invés do conflito galáctico maior, super armas, Lordes Sith, grandes invasão e afins que freqüentemente tem mais apelo do que simples missões com poucos elementos.

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O Luke que conheciamos

Kevin Hearne vai a fundo não apenas descrevendo os eventos que ocorrem com Luke, mas também dando uma profundidade e voz a eles, é fácil ver quando e onde Luke acerta e erra, já que você pode “ouvir” os seus pensamentos. O que começa como algo perturbador se torna um dos aspectos mais fortes do livro, e no final você irá terminar o livro com um entendimento bem maior em relação a quem é Luke Skywalker, além de uma provável grande admiração pelo personagem.

Quanto a trama o romance é composto de uma série de pequenas missões que levam a grande missão descrita na sinopse “Uma brilhante alien especialista em criptografia, conhecida por sua habilidade de quebrar mesma as comunicações mais avançadas está sendo detida por agentes imperiais determinados a usar seus talentos excepcionais para os fins do Império. Mas a simpatia desta Alien pertence aos Rebeldes e ela está disposta a se juntar ao seu esforço em troca da reunião com a sua família.”

Existe um pequeno elenco de personagens no livro e um número grande de outros que não chegam a ter nome. A co-protagonista é uma criação de Hearne, Nakari Kelen, a filha de um magnata da biotecnologia, sniper e capitão de um iate espacial personalizado.

Mas como este é um romance contado do ponto de vista de Luke e ele tem sentimentos em relação a Nakari, não seria surpresa se a versão que vemos de Nakari seria a versão idealizada de quem ela realmente é. O problema é que parece faltar aquele charme de relação entre Luke e Leia, talvez um pouco mais de conflito para a relação ter um tom mais realista.

E falando em conflito, este romance nos apresenta várias ameaças, mas não tem um antagonista principal. Nossos heróis são apenas tão grandes quando os vilões que eles superam podemos dizer. Um dos problemas de um romance em primeira pessoa ( o mesmo do qual sofre Jogos Vorazes ) , é que isto limita o que você pode fazer como um escritor, porque podemos saber apenas o que Luke sabe, e podemos apenas ver o que Luke está vendo. Isto nos impede de ter a típica estrutura narrativa de outros romances ambientados no universo de Star Wars onde vemos o lado dos heróis e dos vilões alternadamente.

“Oponentes sem nome e descartáveis”

Como resultado temos em geral oponentes sem nome e descartáveis para Luke e Nakari enfrentarem e superarem. Isto meio que dá a sensação de que os conflitos são sem importância ao longo da estória, bem diferente de Tarkin onde sempre parece que tudo pode ter um grande impacto, embora é claro seja necessário levar em conta, como mencionamos antes, a natureza mais pessoal deste livro.

Em termos de grandes riscos, a trama principal gira em torno da liberação de Drusil Bephorin, a especialista em criptografia, da tutela Imperial.

Quanto a esta personagem, ela se torna realmente interessante apenas ao final do livro, o que pode ser uma falha, pois você não chega a se importar tanto com ela, e sua habilidade não chega a ser demonstrada como algo realmente vital para a Aliança Rebelde, é algo interessante e que pode ser útil mas o livro peca em não tentar algo maior neste sentido.

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Nada grandioso desta vez…

Mas talvez o que importe realmente nesta trama são os pequenos momentos e a transformação de Luke, que podem se tornar vitais para o seu desenvolvimento futuro.

Telecinésia, a construção de um sabre de luz, o Lado Negro, seu relacionamento com o seu pai são todas questões significantes que Hearne explora de maneiras novas e interessantes. É particularmente notável como o autor utiliza as interações de Luke com não usuários da Força no romance para dar a Luke um melhor entendimento de Força.

Este foi um dos aspectos positivos do livro, o desenvolvimento de Luke como um líder e pessoa, Nakari também foi outra personagem muito bem vinda ao universo de Star Wars.

Outro ponto que vai agradar aos fãs é a explicação da cena com a celebração ao final do primeiro filme. Hearne mostrou que também é um fã da saga e esta foi uma maneira realmente natural de mostrar isto.

No geral Heir to The Jedi é uma adição valiosa ao mundo de Star Wars, pela fundação criada para o personagem de Luke e os pequenos detalhes sobre a Força, o livro irá agradar não apenas ao fãs mas também a quem prefere uma aventura mais introspectiva e focada no relacionamento humano.