O pedido feito pelo governo norte-americano a China para ajudar a combater os crackers da Coréia do Norte mostra quem realmente mantém a ditadura do país comunista online para executar sua cyber guerra.

A Coréia do Norte depende d a China para conexão com a internet, parcialmente devido aos antigos laços entre as nações e parcialmente porque a Coréia tem poucas opção. A Coréia do Norte faz fronteira com apenas três países: Coréia do Sul, com a qual tecnicamente eles estão em guerra, Rússia e China.
Na China a internet é bem desenvolvida e a fronteira russa é distante Pyongyang, a capital norte coreana, tornando a China como a melhor opção e mais prática opção.
Foi em 2010 que a empresa China Unicom estreou a primeira conexão em Pyongyang, antes disto o país não tinha internet 24 horas – apenas um serviço de email que envia mensagens a cada hora mais ou menos.
O país entrou online graças a uma joint venture entre a Korea Posts and Telecommunications Co. e a Thailand’s Loxley Pacific. O sistema fornece conectividade a alguns sites e os sortudos que tem permissão de acessar a internet; cientistas, estudantes de universidade de elite e outros favorecidos pelo regime. A utilização é monitorada de perto.
E é isso, nada de Facebook, nada de cybercafés, nada de whatsapp.
Também existia uma segunda conexão via Intelsat, um satélite internacional mas parece que esta fora de uso atualmente.
Então o mundo todo está tentado a acreditar que se a China exercer um maior controle desta conexão as atividades digitais maliciosas da Coréia poderiam ser paradas. Mas por enquanto não está claro se a o link China-Coréia foi o utilizado nos ataques a Sony pelos quais a Coréia do Norte esta sendo responsabilizada.
O país tem vários empreendimentos ligados a desenvolvimento de software em outros países e suspeita-se que a Coréia também tem crackers com bases nestes locais. A cidade de Shenyang na China é uma possível localização de uma destas bases que usaria uma conexão doméstica normal.
E para quem pensou na famosa dial-up, a conexão discada mesmo, dentro do país também não existe conectividade, e ligações telefônicas internacionais não são permitidas, chamadas para negócios em Pyongyang são feitas por um operador que deve conectar as partes envolvidas, uma cena surreal frente a tecnologia que temos atualmente.
Ou seja, a China pode não ter qualquer envolvimento neste caso e também não teria como realmente atender ao pedido norte-americano de ajuda no combate aos responsáveis ao ataque contra a Sony.


