Review, O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

Review, O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

Este é o típico primeiro romance que muitos autores sonham escrever. O mundo da fantasia ganhou uma nova estrela – Publishers Weekly

fantasia é um dos campos mais criativos que a mente humana se manifesta, com o objetivo de criar alternativas para a realidade. Esta suposta realidade pode até ser questionável por muitos autores e escritores – o maior exemplo é a trilogia Matrix -, mas isto pouco faz-se necessário para exemplificar a experiência que é ler O Nome do Vento.

A crônica do matador do rei: 1º dia conta como é a vida de Kvothe (Kuouth) ou, para todos os casos, Kote. Um menino que sempre gostou das palavras ou, como dizem para estas bandas do mundo, é uma criança bem comunicativa. Isto se deve a sua família ser parte de uma trupe itinerante, populares no século XVIII, assim como mistura elementos de muito séculos antes, através das figuras de ansiãos e pensadores/sábios que transmitiam os conhecimentos da sua geração através de músicas e poesia de forma oral.

Kote nos telhados da cidade de Tarbean – Ilustração de Marc Simonetti.

Da infância numa trupe itinerante, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia. O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender a arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – o lendário e misterioso grupo que assassinou sua família.

É incrível encontrar na literatura personangens que sejam como nós, ansiosos por aprender mais sobre um tema que cria ao seu redor um universo repleto de novas oportunidades. Este é um dos principais pontos que Patrick Rothfuss criou neste romance de 656 páginas.

Apesar do número de páginas ser intimidador, isto não torna o livro menos interessante ou incompleto, investindo em fatores que só enchem a paciência dos leitores. Poucos são os autores que conseguem fugir da mesmice e criam, de fato, um mundo novo para estruturar com coerência suas estórias.

Ao acompanharmos os desejos por conhecimento de Kote, notamos que a magia é o principal elemento desta aventura. O que difere aqui é de que forma ela (a magia) acontece e se conecta com outros elementos bacanas da idade média como a alquimia, guerreiros, reis, pragas que dizimam a população de cidades pequenas.

Pouco a pouco, o passado de Kote vai sendo revelado, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.

Então, chegamos ao ponto de analisar o subtitulo da obra. Kote decide que em três dias contaria toda a sua vida ao seu aprediz, Bast, e ao Cronista. Ao iniciarmos o livro, estamos na Pousada Marco do Percurso. Ao decorrer da cena, encontramos estes dois personagens que estarão presente no livro todo, além do próprio Kote. Mas é através do Cronista que realmente a estória acontece. Entre flashbacks e o presente, notamos o quanto nosso herói sofrerá, mas não será um herói o tempo todo. E isso é muito bom, além de ser o que torna O nome do vento demais! 💛

Dentre os inúmeros infortuitos da vida de Kote, a arte e a música dividem espaço com a magia. Muitos acreditam que a magia se manifesta neste mundo através destes dois elementos. E isto é incrível!

Kote se depara com Haliax, um dos vilãos do livro – Ilustração de Brad Sutton.

A música, a arquiterura, a literatura, a própria questão de Kote querer ingressar na universidade para aprender a noemar os elementos da natureza a seu favor já vale a leitura. E você vai querer loucamente o segundo livro para saber mais sobre as desventuras deste herói num mundo que se parece muito atual, apesar de ser ambientado em outra época. Isto é tudo, pois, se a gente se aprofundar no assunto, spoilers (⚠) não evitaremos.

Mais do que uma trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – o que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é a capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Novidades sobre o livro:

Para nossa alegria, o estúdio Lionsgate comprou os direitos da trilogia de Patrick Rothfuss, em 2015, e anunciou que os livros serão adaptados para as telas de cinema e série televisa. Os planos do estúdio são, ainda, de criar um game sobre O nome do vento. 

Como diretor criativo do filme, o Lionsgate contratou o ator, compositor e produtor Lin-Manuel Miranda. O produtor já faturou um Grammy e um Tony Award. Para entender melhor o trabalho de Lin-Mauel como compositor, você pode conferir Moana – Um Mar de Aventura e, como produtor, a peça da  Broadway, Hamilton. “Os livros de Rothfuss estão entre os melhores que já li. É um mundo incrível e extremamente cativante. Mal posso esperar para começar o processo de adaptação deste mundo para as telas”, comenta Miranda.

Já quem cuidará da série será John Rogers. Este cara já produziu várias séries das quais amamos muito, como The Librarians, e trabalhou no primeiro filme de Transformers. “Com a inclusão do incrivelmente talentoso John Rogers como showrunner (diretor principal da adaptação), montamos a equipe criativa perfeita para desenvolver uma série de scripts de qualidade para lançar nossa franquia da Crônica do Matador do Rei“, anuncia Kevin Beggs, presidente do Lionsgate Television Group.

Auri e Kote nos telhados da cidade de Imre – Ilustração de Michelle Tolo

O filme e a série ainda não possuem data de lançamento, mas aguardamos com ansiedade esta adaptação. Pois, sabemos como, muitas vezes, as adaptações literárias sofrem bastante no processo.

 

 

 

 

Livro: O nome do Vento – A crônica do matador do rei: 1º dia

Editora: Editora Arqueiro

Maiores informações no Skook

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Joêni Kehl

Joêni Kehl

Jornalista, tradutora, amante de tudo que é geek e sempre salvando os reviews do GeekZilla. Realiza serviço voluntário todos os fins de semana. Ama fotografias, livros de todos os gêneros, filmes e séries. É semelhante a um hobbit.

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